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Bernardino Vasconcelos (foto de joao abreu miranda) Bernardino Vasconcelos (foto de joao abreu miranda)

Ano 2008

Primeira reunião dos órgãos municipais foi à mesa do café

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Bernardino Vasconcelos (foto de joao abreu miranda)O município da Trofa nasceu há 10 anos mas Bernardino Vasconcelos, actual presidente da Câmara, ainda se lembra da primeira reunião da comissão instaladora, realizada na mesa de um café, para decidir o que fazer num concelho sem nada.


 “Não tínhamos rigorosamente nada, tivemos que partir do zero. A primeira reunião da comissão instaladora foi realizada na mesa de um café e tivemos logo que começar a definir uma estratégia porque os cidadãos estavam sem serviços municipais”, afirmou Bernardino Vasconcelos, em declarações à Lusa.

    Um dos mais novos concelhos português foi criado pela Assembleia da República a 19 de Novembro de 1998, integrando oito freguesias retiradas do vizinho concelho de Santo Tirso, que passou a recusar o acesso aos serviços municipais a todos os residentes na Trofa.

    “É uma situação nunca vista em democracia”, lamentou Bernardino Vasconcelos, recordando que a situação foi ultrapassada com a formação de uma equipa que, “em poucos dias, criou as condições necessárias para responder às exigências da vida dos munícipes”.

    Os primeiros três anos, que corresponderam à actividade da Comissão Instaladora do Concelho, foram quase integralmente dedicados “a construir a organização municipal”.

    O novo concelho, além de não ter serviços municipais, também não tinha instalações e estava confrontado com graves problemas ao nível das infra-estruturas, já que as escolas estavam degradadas, a rede viária necessitava de obras e a água e o saneamento apenas chegavam a uma pequena parte da população.

    “A estratégia definida na altura assentava em três pilares. O primeiro era o investimento nas redes de água e saneamento, avançando para a cobertura total do concelho, o segundo a educação, visando criar condições para a aprendizagem das crianças, e o terceiro a acção social, para apoiar os mais necessitados”, recordou Bernardino Vasconcelos.

    O autarca, que preside aos destinos do concelho desde a sua criação, liderando primeiro a comissão instaladora e depois o executivo municipal, considera que os objectivos traçados foram cumpridos, apesar de lamentar a falta de apoios do governo.

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    “Ao longo dos anos, o Governo não tem dado apoio. Houve um ou outro contrato-programa para a requalificação da rede viária, mas, na generalidade, não deu apoio”, frisou, recordando que, para agravar o problema, a data de nascimento do novo concelho impediu o acesso aos fundos de dois quadros comunitários de apoio.

    “Sempre lutamos para que a Trofa fosse olhada com discriminação positiva, porque era um concelho novo, sem infra-estruturas, mas os governos nunca foram sensíveis a esta situação”, frisou.

    A situação conheceu algumas melhorias com o actual executivo, tendo a Trofa assegurado obras importantes como as variantes à EN 14 e EN 104, a extensão da linha do Metro e a construção da variante da Linha do Minho, que permitirá tirar o comboio do centro da cidade.

    “Com a variante ferroviária, a Trofa terá capacidade para se expandir e a chegada do Metro fará o concelho explodir em termos de procura”, afirmou o autarca.

    Bernardino Vasconcelos salientou, no entanto, que “a estratégia não é atrair pessoas para residir, mas para viver na Trofa”.

    Uma posição geográfica de ligação entre o Porto e o Norte e entre o litoral e o interior, boas acessibilidades, um parque escolar de qualidade e uma cidade segura são alguns dos atractivos que a Trofa tem para oferecer, além de uma redução de 2,5 por cento no IRS para os residentes.

    Por outro lado, o concelho conta com um tecido económico forte e diversificado, que deverá crescer nos próximos anos com a criação de uma Área de Localização Empresarial, que deverá atrair novas empresas, além de permitir deslocalizar algumas unidades industriais que se encontram na zona urbana.

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    “O que vejo para o futuro é uma explosão de crescimento muito grande. As acessibilidades, essenciais para o desenvolvimento, estarão prontas e vejo a economia a crescer claramente porque teremos mais empresas no concelho”, frisou Bernardino Vasconcelos.

    Nesta área, merece também especial referência a DNA-Trofa, uma agência de incubação para projectos inovadores, dirigida para “jovens qualificados que saem da universidade e querem desenvolver o seu negócio ou que têm uma boa ideia que pode ser aproveitada por empresários locais”.

    Uma década depois de nascer, o mais novo concelho português vai ter finalmente um edifício dos Paços do Concelho, que têm funcionado numa vivenda junto à EN 14.

    “Decidimos inicialmente apostar nas redes de água e saneamento, na educação e na acção social, agora é importante criar novas dinâmicas e uma delas é a construção dos Paços do Concelho”, frisou Bernardino Vasconcelos.

    A autarquia apresentou três alternativas de localização do edifício, devendo os munícipes exprimir a sua opinião nos próximos meses, após o que será tomada uma decisão final.

    O presidente da Câmara da Trofa prevê que, no final deste ano, possam começar os trabalhos de construção daquele que será um dos edifícios emblemáticos do concelho.

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Lusa

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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