Depois de afirmar que iria “tomar medidas” contra o árbitro Paulo Cardoso no jogo com o Valonguense, Adalberto Maia viu a Associação de Futebol do Porto aplicar-lhe uma suspensão de 50 dias e uma multa de 250 euros. O presidente do Bougadense afirmou que o relatório com acusações falsas do árbitro e da GNR prejudicaram a sua posição e garantiu que não vai recorrer para “não alimentar polémicas”.

O presidente do Bougadense, Adalberto Maia, foi suspenso por um mês e 20 dias depois da Associação de Futebol do Porto (AFP) ter analisado o relatório do árbitro que apitou o jogo entre a equipa de Santiago de Bougado e o Valonguense, referente à 11ª jornada do campeonato da Divisão de Honra e que acabou com a vitória dos de Valongo, por 0-1. O responsável tem ainda que pagar duas multas no valor total de 250 euros.

Em declarações ao NT, Adalberto Maia assegurou que não vai recorrer da decisão da AFP, apesar de considerar falsas as acusações do árbitro Paulo Cardoso. “No relatório o árbitro afirma que eu lhe chamei gatuno, o que é totalmente falso, porque não trato mal ninguém”, argumentou o presidente.

O presidente afirma que apenas não quer “alimentar polémicas”, pelo que decidiu não fazer nada contra a deliberação da AFP, mas frisou que o árbitro veio a Santiago de Bougado com “más intenções”.

“O árbitro não permitiu que o relvado fosse regado e como é do conhecimento geral, em tempo de sol, estes campos secos tornam-se muito propícios a lesões graves, pelo que só por desconhecimento é que se podia tomar tal posição”, acrescentou.

O presidente explicou ainda que o relatório da GNR também o prejudicou: “Os agentes escreveram que eu fui impedido de entrar no balneário, como se eu quisesse tirar satisfações com o árbitro, mas não foi nada disso. Fui impedido de assinar a ficha de jogo por chegar tarde, já que estava a tentar acalmar os ânimos no exterior dos balneários”, justificou.

Recorde-se que neste jogo três jogadores foram expulsos, dois do Bougadense (Flávio e Zé Miguel) e um do Valonguense, assim como Adalberto Maia, na entrada para a segunda parte da partida.

No fim do jogo, o presidente afirmou que iria “tomar medidas” contra a exibição de Paulo Cardoso, argumentando que “não são arbitragens que se apresentem neste escalão que é o maior da Associação de Futebol do Porto”. O presidente foi mais longe e afirmou que “estas coisas estranhas já acontecem há alguns anos, mas esta equipa de arbitragem parecia vir já com manobras estudadas”.

O jogo mereceu a abertura de um inquérito por parte da AFP, que acabou por deliberar a suspensão do presidente do emblema de Santiago de Bougado por um 50 dias e 250 euros de multa.