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Edição 477

Presidente da Junta de Bougado em entrevista

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Luís Paulo Sousa assumiu a presidência do Executivo da freguesia de Bougado(S.Martinho e Santiago) em outubro de 2013, a mais populosa do concelho da Trofa. Em entrevista ao NT falou das obras de repavimentação de estradas, requalificação de passeios e adiantou estar a avaliar, mediante a nova realidade da agregação de Santiago com S.Martinho,  a construção  Casa Mortuária e o Centro Cívico em Santiago de Bougado que, por força dos constrangimentos financeiros, 
“teremos de equacionar”

O Notícias da Trofa (NT) -Qual o balanço que faz dos primeiros meses de mandato?

Luís Paulo (LP) – Considero que o balanço se deverá fazer daqui a quatro anos, no entanto posso adiantar que o balanço é francamente positivo, isto, apesar de uma parte da herança que, numa gestão desajustada da realidade atual e inadequada aos tempos correntes, me foi deixada por um dos meus antecessores. Todavia, ao fim destes meses, com muito esforço, trabalho, seriedade e dedicação posso orgulhar-me de afirmar que está, praticamente, ultrapassada.

 Permitam-me que diga que essa também era e é a expectativa de mudança que as gentes dos Bougados (de São Martinho e de Santiago) manifestaram pela expressiva votação que nos concederam. Esta votação criou em mim e na minha equipa uma responsabilidade acrescida de mais rigor, mais empenho, mais transparência e muito trabalho com a finalidade de, em primeiro lugar, devolver o orgulho aos trofenses.

NT – Quais os projetos que tem para a freguesia?

 LP – Sabemos que no contexto atual, caracterizado por uma crise económica e financeira de raízes profundas que o país atravessa, não devemos ceder à tentação do anúncio de grandes obras, ou enveredar por investimentos irresponsáveis. Devemos isso sim, trabalhar afincadamente para que a melhoria da qualidade de vida, dos Trofenses de São Martinho e de Santiago, seja uma realidade sentida por todos e uma obra também de todos nós.

  O compromisso deste Executivo de Junta de Bougado é, acima de tudo, o de ter uma atuação que se paute pela sua transparência e rigor.

  Queremos que a nossa competência e honestidade, possam ser avaliadas e escrutinadas por todos e em qualquer momento.

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  Estes compromissos fazem parte do nosso dia-a-dia enquanto executivo da Junta de Freguesia de Bougado e é nesta referência que trabalhamos afincadamente e sem esmorecer.

  Conhecemos bem a dimensão dos problemas que afetam as nossas Freguesias de São Martinho de Bougado e de Santiago de Bougado, aonde poderemos considerar diversas requalificações da rede viária em todas as aldeias das nossas freguesias bem como os arranjos urbanísticos

  Não esquecemos os nossos idosos e os nossos mais jovens, cuja dependência e vulnerabilidade fazem com que muitas vezes não consigam ser devidamente escutados, quanto aos seus anseios e problemas.

  Por isso, dedicaremos uma especial e particular atenção aos mais necessitados, reclamando para os mesmos a solidariedade que lhes é devida.

NT – Sendo uma das maiores freguesias do concelho, quais as principais dificuldades que tem encontrado?

LP-Como sabem a agregação das freguesias de São Martinho e Santiago de Bougado resultou numa mega freguesia com mais de 55 por cento da população do Concelho, ou seja mais população que a soma de todas as outras 6 freguesias do concelho. Bougado vai de Ervosa até à Maganha, das margens do Ave até Lantemil, tem um número infindável de ruas e arruamentos, vários jardins, 8 Escolas Básicas e pré-escolar, em suma diria que há muitos concelhos neste país que não têm sequer este tamanho ou mesmo habitantes o que nos coloca dificuldades acrescidas nomeadamente nos meios humanos e materiais que são escassos para tantas necessidades.

 Além disso a própria gestão da Junta de Freguesia exige muito de nós pois, para tratarmos de igual forma os trofenses de São Martinho e os trofenses de Santiago que ocorrem aos dois polos, obriga-nos, a mim e à minha equipa, a desdobrar-nos para satisfazer com a maior rapidez e eficácia às solicitações dos nossos conterrâneos.

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NT -Que pequenas obras e intervenções pretende fazer?

LP-Todas as pequenas obras que prometemos durante a campanha eleitoral, estão concluídas.

Convém referir que devido ao inverno muito rigoroso e prolongado que tivemos, a nossa rede viária sofreu uma degradação mais rápida o que nos levou a efetuar um sem número de pequenas intervenções diárias para colmatar os graves inconvenientes daí decorrentes.

Temos a certeza que há muito a fazer e estamos no terreno a executar várias obras neste preciso momento.

Dou a título de exemplo o arranjo na Rotunda dos ex-combatentes, o alargamento do passeio em frente às Galerias Araújos; passeios em Santiago, entre o edifício da Junta e a farmácia Barreto; executámos três ruas em Mosteirô, Abelheira e Esprela.

Vamos iniciar a requalificação com alargamento de uma rua em Ervosa e a pavimentação de uma outra, iremos também começar a pavimentação de uma rua na Esprela.

Pretendemos, muito brevemente iniciar o arranjo exterior do cemitério e da Casa Mortuária de São Martinho.

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Tudo isto em estreita colaboração e parceria com a Câmara Municipal da Trofa.

NT – O que tem previsto fazer nas áreas da Ação Social, Cultura/Desporto e Educação?

  LP- Temos plena consciência que o nosso trabalho enquanto Junta de Freguesia, só terá sucesso, se a nossa ação política for o resultado de uma vontade coletiva e participativa.

  Contamos com o contributo de todas as entidades púbicas e privadas que atuam nas nossas Freguesias, para que esta legítima vontade consiga fazer o seu caminho.

Em termos práticos deliberamos atribuir um subsídio que será mensal às conferências de S. Vicente de Paulo de São Martinho e de Santiago para acudirem as necessidades urgente das pessoas e famílias em situação de carência económica.

Na área cultural participaremos na Expotrofa, e organizaremos o Bougado e Juventude em Festa.

Neste ano de 2014 estamos a protocolar com as associações culturais e desportivas da nossa cidade ações conjuntas de relevo para a nossa terra.

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Na educação continuaremos a prestar todo o apoio às escolas, estamos a colaborar ativamente nas festas de fim de ano em colaboração com as associações de pais, ainda agora fomos parceiros na celebração, em conjunto, do Dia Mundial da criança com a realização do torneio Inter-escolas e continuamos a zelar pelo património escolar.

NT – A Casa Mortuária e o Centro Cívico em Santiago eram bandeiras do seu antecessor (António Azevedo). Vai levar adiante estes projetos? Onde os vai construir? Há acordo com algum proprietário de algum terreno?

  LP – Eram bandeiras válidas do meu antecessor António Azevedo, e quanto a mim, eram adequadas à realidade de então, ou seja, eram previstas para uma só freguesia, no entanto, estes projetos não morreram, apenas estão a ser repensados em função da agregação das freguesias.

Todos os projetos que nos chegaram às mãos estão a ser analisados e equacionados.

Como já anteriormente referimos quer pelo lado da nova realidade que é a agregação das freguesias de São Martinho e Santiago de Bougado quer pelo contexto do constrangimento financeiro que o país atravessa e ao qual a Trofa, como parte integrante deste país que é Portugal, naturalmente, não foge, não devemos ceder à tentação do anúncio de grandes obras, terá de ser à luz destas nova realidades e destes contextos que teremos de equacionar os projetos que nasceram enquadrados noutras realidades. Todavia, apesar de serem outros os tempos, vamos fazer o melhor que podermos para honrar as legítimas expectativas dos Bougadenses.

NT – Vai dar continuidade à atribuição de subsídios às associações da freguesia, implementada por António Azevedo? Qual o valor total previsto para 2014?

LP – Sim, vamos continuar pois todas as boas práticas devem manter-se. No entanto, quero chamar a atenção para o facto que a atribuição de subsídios era apenas prática corrente na freguesia de Santiago de Bougado e que em São Martinho, não se colaborava com as associações. Neste contexto, o esforço financeiro que nos é exigido para atender a todas as associações de cariz cultural, recreativo e desportivo das duas freguesias é muito grande e para isso temos previsto um valor global aproximado de 60.000euros.

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NT- O mau estado de várias ruas, um pouco por toda a freguesia, tem sido cada vez mais notório. Definiu algum plano de intervenção? Quais as zonas prioritárias a intervencionar?

LP- Notório tem sido o esforço deste executivo de Junta em resolver e atenuar os muitos problemas que afetam a rede viária como já anteriormente mencionado.

No que se refere às obras e como são do vosso conhecimento todas as estradas da freguesia em geral e as nossas estradas nacionais em particular ressentiram-se muito com o Inverno rigoroso que passamos. Fomos obrigados a efetuar muitas reparações diárias, que por vezes se tornavam infrutíferas o que nos levou a efetuar as reparações com paralelos mesmo nas estradas asfaltadas.

Aproveito para informar que a solução provisória da colocação de paralelos nas estradas asfaltadas, foi ditada pela necessidade de solucionar os problemas dos buracos que não se resolviam convenientemente com a colocação de asfalto. Tentamos primeiramente colocar asfalto mas a quantidade de humidade que existia tornava impossível o restauro eficaz. Assim, resolvemos seguir para a solução provisória de colocarmos paralelos mas com o cuidado de preparar o piso para, logo que o tempo permitisse, receber o alcatrão e é o que, neste momento, estamos a concluir.

Em colaboração com a Câmara Municipal da Trofa e com a Trofáguas serão substituídas as tampas de saneamento e águas pluviais na E.N. 104 e E.N. 14 assim como noutras ruas mais movimentadas. A pavimentação de alguns troços em muito mau estado será feita no imediato, nomeadamente nos troços entre o cruzamento da rua Sena e a farmácia Barreto e entre esta e a rua das Fontainhas, em Santiago; o troço entre a farmácia Trofense e o cruzamento da EB 2,3 Napoleão Sousa Marques; Rotunda da Abelheira até à entrada para Ervosa, em São Martinho.

 O nosso papel como executivo é impulsionar as nossas Freguesias e desenvolver a sua importância na cidade da Trofa e no seu meio envolvente através das ações que promove.

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Edição 477

A Grande Mentira

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Gualter-Costa

Gualter-CostaDurante os últimos anos não se falou de outras coisa se não da Europa, da crise, da troika, mas sobretudo de austeridade. Da necessidade de cortes, recortes e de ajustes orçamentais para não nos desviarmos das médias europeias. Da obrigatoriedade de nos submetermos aos caprichos e aos ditames alemães de mais austeridade. De mais contenção orçamental para nos considerarmos dignos de pertencer à União Europeia. Da necessidade de sermos considerados o “aluno exemplar” para que os mercados não se sentissem inseguros face aos desvaneios da nossa economia.

Mais de três anos volvidos após a chegada da troika a Portugal é hora do balanço. Para que serviu afinal tanta contenção e austeridade?

Esta é a pergunta fundamental à qual todo o centrão de direita não quer responder. Uns fingem-se moribundos, outros histéricos, outros ainda dramatizam, mas tudo isto não passa de encenações e manobras táticas devidamente estudadas para entreter o povo e evitar prestar contas perante a falta de resultados concretos e tangíveis de três anos de austeridade.

PSD e CDS regozijam-se ainda com a virtual saída da troika; dizem-nos que recuperámos a soberania, mentem-nos com a história da “saída limpa” e iludem-nos com o regresso aos mercados. Até já prometem apostar em políticas sociais e dizem equacionar um aumento do salário mínimo. Promessas, meras promessas, que todos sabemos que nunca virão a ser cumpridas. O PS, no momento em que o país mais necessita de um Partido Socialista forte, coeso e decidido no combate às políticas austeritárias, diverte-se com o reacender de velhas guerras internas, ignorando o país e incentivando a hegemonia da direita salazarenta. Prefere apostar nos faits divers de uma indecisão visceral entre o pseudo-reformismo socrático de Costa ou a total inexistência política de Seguro. Não podia haver melhor forma do PS contribuir para a eternização da direita no poder e para a austeridade sem fim. Confirma-se que socialismo no atual PS, só existe mesmo no nome.

No Bloco de Esquerda sabemos bem para que serviu tanta contenção e austeridade. Sabemos quem lucrou e continuará a lucrar com a grande mentira. Sabemos que os tempos que se aproximam não serão risonhos como a direita se esforça por pintar. O futuro vislumbra-se tão negro ou ainda mais quanto o passado recente. A austeridade veio mesmo para ficar e os vários aumentos brutais de impostos já anunciados confirmam-no.

Uma austeridade que serviu apenas para financiar e resgatar uma infinidade de crimes económicos e sociais cometidos por um punhado de simpatizantes do poder estabelecido (e que a julgar por várias notícias recentes parece ainda não ter findado). Uma austeridade que em vez de contribuir para a diminuição da dívida pública, pelo contrário agravou-a. Uma austeridade que em vez de fornecer músculo e oportunidades à nossa economia a enfraqueceu, atirando centenas de milhar para o desemprego ou para a emigração forçada. Uma austeridade que sob a falácia de potenciar as exportações, mais não fez que aniquilar o mercado interno. Uma austeridade que não foi um meio para corrigir as assimetrias financeiras e contabilísticas do Estado, mas um fim em si. Um fim que visa a diminuição dos custos de trabalho na Europa. Uma austeridade falaciosa de que Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha são apenas cobaias, mas que irá metastizar-se em breve por toda a Europa.

Sob a capa de que vivemos acima das nossas possibilidades, de um hipotético colapso do nosso sistema financeiro, da insustentabilidade do estado social, do despesismo público, da ingovernabilidade ditada pela constituição, está a ser-nos imposta a velha agenda neoliberal. Uma nova ordem mundial que tem como objetivos a reconfiguração dos estados, o ataque à democracia, o embaratecimento da mão de obra qualificada. Um processo com vista à concentração de riqueza mundial num punhado de castas. Um plano oculto, que em breve permitirá o usufruto a preços da chuva das principais vantagens competitivas da Europa: o conhecimento, a cultura e know-how europeus desenvolvidos durante séculos. Uma vantagem competitiva inigualável, que por traição dos principais líderes europeus aos seus povos ou por mera incompetência destes, está a engordar como nunca as infinitas contas bancárias de capitalistas americanos, oligarcas russos, xeques árabes e até comunistas chineses.

A maldita frase de David Rockefeller, “Estamos diante da oportunidade para uma transformação global. Tudo o que precisamos é a grande crise certa para as nações não apenas aceitarem a Nova Ordem Mundial, mas implorarem por ela.”, ajuda-nos a compreender o porquê e os reais objetivos desta parva austeridade.

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Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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Edição 477

Eu não esqueci. Eu não esqueço!

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O Partido Socialista, que está a viver mais uma crise grave, ainda há pouco mais de duas semanas pedia eleições legislativas antecipadas e agora tem eleições para saber quem vai ser o seu candidato para governar o país. E assim vai Portugal! O maior partido da oposição, colocou-se numa posição muito ingrata ao ficar de costa(s) voltadas para o país e para os portugueses, para se autoflagelar e deleitar com a gestão de mais uma crise.

A luta fratricida pelo poder, dentro do PS, originou uma queda abrupta nas sondagens, que ainda há pouco tempo lhe davam quase 40% das intenções de voto, depois de três anos de subida sistemática nas intenções de voto, e agora atiraram-no para perto de 30%, um ponto abaixo do resultado pouco expressivo das eleições europeias.

Mudou muito em tão pouco tempo! O PS fez uma passagem muito rápida do paraíso para o inferno. Esta mudança deveria levar os socialistas a pensar no eleitorado, que não gosta deste tipo de guerras intestinais, mas o PS é pródigo em presentear o eleitorado com este tipo de guerrilha interna, principalmente quando começa a “cheirar” a poder. Os socialistas deslumbraram-se com as sondagens e já sonhavam com uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, que se vão realizar no próximo ano e atiraram-se para uma disputa de liderança.

Ávidos de poder, os socialistas ficaram cegos! A disputa de liderança no PS, já originou algumas afirmações graves, que devem levar o eleitorado a pensar e a repensar quem são, e como são os atuais dirigentes e potenciais futuros dirigentes do maior partido da oposição, o Partido Socialista. «António Costa foi o número 2 de José Sócrates». Esta afirmação, dita por simpatizantes, militantes ou dirigentes dos partidos da governação, não seria de estranhar, agora dita por um socialista, pelo secretário-geral do PS é que é de “bradar aos céus”. E disse-o numa entrevista televisiva, para todos os portugueses ouvirem.

Esta afirmação vem alertar, lembrar e corroborar a opinião de que José Sócrates foi, provavelmente, o pior primeiro-ministro de Portugal. Eu não esqueci. Eu não esqueço! Não sou dos que assobio para o lado e faço de conta que tudo começou em julho de 2011, com Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. O “socratismo” foi a génese de todo o mal, que ainda estamos, e estaremos a pagar.

Não se pode esquecer que houve um notável português, José Sócrates, um “engenheiro” feito à pressa, licenciado ao domingo, metido em muitas trapalhadas, que foi primeiro-ministro de um governo socialista, durante mais seis longos anos, que se “exilou” em Paris, deixando Portugal na bancarrota, com a pior dívida dos últimos 160 anos e que solicitou a ajuda da «troika», originando a austeridade que vivemos.

O Partido Socialista é o partido do FMI em Portugal, pois foi o PS que levou Portugal à ruína três vezes em menos de 40 anos. Eu não esqueci. Eu não esqueço! O «costismo» é a face atual do «socratismo». Não sou eu que o digo. Quem o afirmou, na praça pública, foi o mais alto dirigente do Partido Socialista. Está tudo dito! 

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