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Edição 699

Portugal merece (bem) diferente e (muito) melhor

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A legislatura chegou ao fim e este é o momento de se analisar os quatro anos de governação socialista, que teve uma conjuntura financeira internacional muito favorável e uma maioria formada de partidos dóceis, a “geringonça”, a apoiar a sua governação, para além de terem tido uma oposição incapaz de se impor como verdadeira alternativa. Eis algumas ilações que podem ser tiradas das promessas não realizadas, que o PS fez há quatro anos:

  • Descentralização, base da reforma do Estado – não se fizeram reformas nem foi alterada a agregação das freguesias, como tinham garantido que iam fazer e o problema da regionalização continuou na gaveta (o problema da desertificação do interior agravou-se ainda mais);
  • Melhorar a qualidade da democracia – nunca se viu tantas nomeações de familiares para cargos políticos (o nepotismo teve o seu expoente máximo neste governo socialista);
  • Agilizar a justiça – está cada vez mais lenta e mais cara (continua a existir uma justiça para pobres e outra para ricos);
  • Defender o SNS, promover a saúde – nunca se assistiu a um ataque tão feroz e descabido aos profissionais do setor da saúde nem nunca se assistiu a um descalabro tão grave neste setor. Tinham prometido que nenhum português ficaria sem médico de família, só que há povoações com 60% dos habitantes sem médico de família (tudo fizeram para “asfixiar” o SNS);
  • Reagir ao desafio demográfico e promover a coesão territorial – os problemas são os mesmos e nada fizeram nesta área (o país continua macrocéfalo e centralista, nem sequer conseguiram transferir a sede do INFARMED de Lisboa para o Porto, como tinham garantido);
  • Precariedade, educação de adultos, formação ao longo da vida, modernizar o ensino superior, investir na cultura, na ciência e na tecnologia, democratizando a inovação – há muitos anos que não se via tão fraco apoio nestas áreas (está tudo como antes ou ainda pior);
  • Mar – disseram que era uma aposta no futuro, só que continuamos de costa voltadas para o mar (não existe uma verdadeira indústria do mar);
  • Valorizar a atividade agrícola e florestal e o espaço rural – o país continua igual (nada se alterou a não ser a triste realidade dos incêndios que continuam a deflagrar pelo país);
  • Garantir a sustentabilidade da segurança social – a situação agravou-se e nada se fez (nunca a segurança social esteve tão insustentável como se encontra atualmente);
  • Austeridade – embora os socialistas tivessem afirmado que tinham virado a página da austeridade, ela manteve-se. Foi o próprio ministro das finanças que afirmou a um jornal inglês: «o governo atual fez mudanças durante a legislatura, mas não foram grandes mudanças relativamente ao que estava a ser feito pelo anterior executivo liderado por Passos Coelho». (Os investimentos na saúde, na educação, nas redes viária e ferroviária e nas obras estruturantes do país estão praticamente parados, desde que a “geringonça” chegou ao poder);
  • Finanças públicas – A dívida pública e a dívida externa nominal, continuam a aumentar para valores históricos colocando em perigo o equilíbrio das contas públicas (temos a quinta maior dívida do mundo e em nenhum ano os valores orçamentados foram cumpridos);
  • Impostos – o Governo falhou o objetivo de reduzir a carga fiscal sobre as famílias e as empresas, com a carga fiscal a atingir valores históricos, desde 1995 (em termos de rendimentos estamos cada vez mais distantes da média de rendimentos da União Europeia);

    Estes foram alguns dos falhanços e das promessas não cumpridas, mas os socialistas passaram os quatro anos da sua governação a culpar o governo anterior, por tudo que de mal acontecia, mas nunca culparam o governo “socrático” que tinha levado o país à falência e tiveram de pedir ajuda internacional, originando a vinda da “troika”. Parafraseando o programa eleitoral do PS nas anteriores eleições legislativas: Portugal merece (bem) diferente e merece (muito) melhor.

moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Edição 699

Está ai a romaria de Santa Eufémia

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Começou, no sábado, mais uma romaria da Santa Eufémia, em Alvarelhos. A festa é uma das mais icónicas do concelho e atrai milhares de visitantes ao longo do mês de setembro ao Monte de Santa Eufémia.

A Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos anunciou o início da romaria, na manhã de sábado e para domingo, dia 8, houve atuação do conjunto típico Estrelas Incomparáveis, às 14 horas, interrompida, às 15.45 horas, para a celebração da missa.

A festa prossegue no próximo fim de semana, com o concerto musical, às 21.30 horas de 14 de setembro, seguindo-se a sessão de fogo de artifício. Nesse dia, há missa às 9 e às 11 horas.

No dia 15, as missas realizam-se no adro do santuário, às 7, 9 e 11 horas. Às 8 horas, há encenação das rusgas de antigamente.

Para o dia 16 está reservada a atuação da Banda de Música da Trofa e da Banda de Lousada, durante toda a tarde e no dia 21, o monte de Santa Eufémia vai ser animado com o 20.º Festival de Concertinas e Cantares do Desafio, com Aguiar de Barcelos, Carvalho de Cucana, Ângelo Veloso de Vila Verde, Loureiro de Barcelos, Bruno de Nine, Pedro Cachadinha, Zé Cachadinha, Carlos Soutelo de Barcelos, Henrique de Lindoso e Soalheira de Guimarães como cantadores. Os tocadores são Cerqueira e Pereira da Lixa. O festival começa às 15 horas.

O 44.º Festival de Folclore encerra as festas, no dia 22, a partir das 14 horas, com o Rancho Folclórico de Alvarelhos, Rancho Folclórico de Ponte da Barca, Rancho Folclórico da Casa do Povo de Sousela (Cinfães), Rancho Folclórico de S. Cipriano (Guimarães) e Rancho Folclórico de S. Miguel-o-Anjo (Vila Nova de Famalicão).

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Centristas da Trofa candidatos a deputados

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A Trofa tem mais dois políticos nas listas para as eleições legislativas de 6 de outubro. Pedro Parada Monteiro, de 37 anos, foi indicado pelo CDS-PP da Trofa “por unanimidade” para ser candidato dos centristas pelo distrito do Porto, acabando por ser incluído na lista aprovada em conselho nacional, no lugar número seis.

Pedro Parada Monteiro é professor do Ensino Básico e Secundário desde 2007 e coordenador do Grupo Sócio-Demográfico da Comissão Distrital do Porto do CDS.

Também Mariana Afonso Serra, licenciada em Administração Pública pela Universidade do Minho e dirigente da Juventude Popular da Trofa, foi indicada pela comissão política concelhia centrista e consta da lista do distrito do Porto no 34.º lugar.

“Apresentamos dois jovens com fortes e profundos laços no tecido social, interventivos e conhecedores da realidade concelhia e distrital, detentores de uma formação académica especializada, que lhes angariam o reconhecimento e mérito no seio profissional”, referiu Adalberto Monteiro, presidente do CDS-PP da Trofa, justificando a escolha da comissão política concelhia.

Recorde-se que, da Trofa, são ainda candidatos Sofia Matos (9.º), Alberto Fonseca (10.º), ambos em lugares elegíveis, e Susana Oliveira (2.ª suplente), pela lista do Porto do PSD.

Joana Lima, no lugar 12 das listas do PS pelo distrito, está também em boa posição para ser reeleita deputada, enquanto Teresa Fernandes, presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do Porto, desceu na lista relativamente às últimas legislativas, do 26.º para 37.º lugar. Mário Mourão, de S. Romão do Coronado, avança no lugar 32 da lista socialista.

Jaime Toga, responsável do PCP no distrito do Porto, surge em 10.º lugar na lista dos comunistas pelo círculo eleitoral do Porto.

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