Camara Municipal da Trofa e ADAPTA promovem no dia 9 de Fevereiro uma sessão de esclarecimento à população relativa ao pedido de Licenciamento apresentado pela Savinor na CCDR- Norte e que está em consulta publica até dia 13.

Está em consulta pública, até 13 de Fevereiro de 2007, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, na rua Formosa, 254, 4049 Porto o pedido de licença ambiental da SAVINOR – SOCIEDADE AVÍCOLA DO NORTE, SA, localizada no lugar de Rindo, freguesia de Covelas, podendo assim os cidadãos interessados dar a sua opinião sobre o processo.

A autoridade competente para a tomada de decisão sobre o pedido de licença ambiental é o Instituto do Ambiente, as entidades que podem fornecer informação relevante sobre o pedido em causa são o Instituto do Ambiente, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e a Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho.

A ADAPTA e a autarquia trofense estão a organizar uma sessão de esclarecimento que vai decorrer nas instalações da Junta de Freguesia de S.Romão do Coronado, às 21.30 horas de sexta-feira, dia 9 de Fevereiro e está a berta a todos os interessados.

Desde que se instalou em Covelas, a Savinor tem sido alvo de criticas por parte dos moradores da referida freguesia mas também pelos habitantes de S.Romão e S. Mamede do Coronado que têm de suportar os maus cheiros provenientes daquela unidade industrial que se dedica à transformação de subprodutos de origem animal, assim como ao abate de aves.

Mas não são só os maus odores que têm marcado de forma negativa. A ADAPTA e o PCP têm sido as vozes mais criticas e que ano após ano têm chamado à atenção não só dos odores mas também “na deposição de resíduos e no lançamento de efluentes para o meio hídrico sem respeito pelos normativos legais em vigor”.

De acordo com uma nota de imprensa enviada aos órgãos de comunicação social, a associação ambientalista dá conta de todos os esforços e iniciativas que tem empreendido junto do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território e da Assembleia da Republica, através de petições.

Em resposta ao requerimento apresentado pelo deputado do PCP Honório Novo, o Ministro do Ambiente fez saber que “a Savinor foi objecto de uma inspecção”, levada a cabo pela “Inspecção Geral do Ambiente e Ordenamento do Território, em 17 de Maio de 2005, tendo sido detectadas situações de infracção à legislação ambiental… foi-lhe instaurado um processo de contra-ordenação e aplicada uma coima, tendo a empresa recorrido para o Tribunal de Santo Tirso”.

Relativamente aos efluentes líquidos lançados pela Savinor no ribeiro de Covelas, o Ministério fez saber que “estes são tratados na etar da empresa” e que esta “em 2006, já solicitou através de um protocolo a adesão ao Sistema Municipal de Agua e Saneamento do Vale do Ave, estando a ligação prevista para finais de 2006”.

O NT tentou contactar a administração da Savinor, via telefone mas os vários contactos revelaram-se infrutíferos já que ninguém se disponibilizou a falar sobre o assunto.