A ponte que liga as localidades de S. Mamede e S. Romão do Coronado, junto à Escola Básica e Secundária de S. Romão, está encerrada desde terça-feira, 7 de janeiro, devido a um deslizamento de terras.

O mau tempo e as fortes chuvas continuam a afetar o concelho da Trofa. Desta vez, na freguesia do Coronado, que viu encerrada a ponte, denominada Travessa Costa, que liga as ruas Gondão (S. Mamede) e da Costa (S. Romão), junto à Escola Básica e Secundária da freguesia.

Devido a “um aluimento de terras”, que foram “arrastadas pelo caudal da água”, “o piso” da ponte “ameaça ruir”, pondo “em causa a segurança de quem ali transita”. De forma a “salvaguardar as normas de segurança”, a Câmara Municipal da Trofa decidiu, segundo José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado, “interromper o trânsito”. “A rua foi cortada apenas ontem (terça-feira), ainda não há por parte das pessoas muito confiança do que realmente se está a passar, mas vai causar imenso transtorno”, contou, sublinhando que a estrada vai estar condicionada “durante algum tempo, se calhar durante alguns meses”.

O trânsito vai ser “todo canalizado” para a Rua Vale do Coronado e para a EN318, o que vai causar “um transtorno muito grande”, devido à “afluência de trânsito muito grande” e por as estradas “não estarem em bom estado, sobretudo a EN318”.

Segundo José Ferreira, esta situação aconteceu porque, quando foi construída a ponte, a “estrutura metálica”, por onde passa a linha de água do Rio Mamoa, já estava “deficitária, com alguma corrosão e com algum estado de degradação”. Para o presidente da Junta esta é uma situação “lamentável”, uma vez que esta é “uma obra nova e toda aquela estrutura podia ter sido modificada”, também na altura alertado para esse facto. “Penso que os técnicos da Câmara que acompanharam a obra deviam ter alertado para essa situação e hoje teríamos evitado uma situação destas que causa o transtorno que todos nos conhecemos que é o corte de uma rua com a necessidade e o trânsito que ali se faz sentir e com a proximidade da C+S”, acrescentou.

A obra vai estar à “responsabilidade da Brisa”. Para José Ferreira, a “estrutura metálica”, que “suporta o peso daquela viaduto”, vai ter que “ser substituída” por “uma estrutura de betão”. O presidente referiu que “infelizmente não há prazos” para o início da obra, “nem foram adiantados nenhuns factos”, uma vez que há, “infelizmente, casos idênticos a estes nessas linhas de água”. O concessionário está, “juntamente com o empreiteiro que fez a obra”, a resolver os casos, sendo o caso no Coronado “o último que aconteceu e, por ordem de intervenção, será o último”. “Espero que seja o mais breve possível, mas ainda é uma obra com alguma complexidade e que vai exigir algum tempo. Certamente que a rua vai ter que permanecer cortada durante o tempo de intervenção”, finalizou.

Contactado a concessionária  da Autoestrada nº3, esta fez saber que “o que está em causa, neste caso concreto, não é a passagem superior, a qual não oferece qualquer risco em termos de segurança, mas sim uma passagem hidráulica”, que ficou “danificada como consequência das fortes chuvas que se fizeram sentir nos últimos dias”. Ao final do dia de quarta-feira estava a decorrer “uma reunião técnica para definir a solução a implementar”.