Constitui uma das ligações mais utilizadas pelos automobilistas que têm de circular entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão e entre a Trofa e Vila Nova de Famalicão, mas entre 22 de janeiro e 31 de maio vai estar interdita.

A Ponte da Lagoncinha, em Lousado, está em obras de conservação e valorização, graças a um financiamento garantido por ter integrado, recentemente, a Rota do Românico do Ave. Segundo Carlos Franco, chefe da Divisão de Mobilidade, Vias e Trânsito da autarquia famalicense, a empreitada “era desejada há muito tempo” e com o financiamento surgiu a oportunidade de a executar. “As obras vão passar pela limpeza da ponte, depois será feito o levantamento e reposição do pavimento da via”, explicou. E é nessa última fase que a ponte, construída sobre o Ave no século XII, será interdita ao trânsito. De 22 de janeiro a 30 de março, a interdição é feita entre as 7.30 horas e as 17.30 horas. Depois, até 31 de maio, o trânsito não poderá circular em qualquer período do dia.
A intervenção vai causar constrangimentos a quem utiliza aquela estrutura e o melhor é já ir estudando as alternativas, que passam pela utilização da Estrada Nacional 204 ou a ponte sobre o Rio Ave, na Estrada Nacional 14. A autoestrada número 3, com custos associados, constitui a melhor opção em termos de distância e tempo de viagem.
Paulo Cunha, presidente da autarquia, salientou que “o constrangimento é tão grande por força da grande utilização que essa travessia tem”. “As pessoas, nomeadamente as que vêm de Santo Tirso para Famalicão, usam aquela ponte para aceder à Forave e às empresas”, acrescentou o edil famalicense, que crê que “as pessoas compreendem esta intervenção, porque é necessária”, garantindo ainda “fazer a obra no mais curto espaço de tempo”.
“Eliminar os fatores de risco e de degradação infraestrutural” e “salvaguardar os elementos patrimoniais” são os principais objetivos da obra que, com a duração prevista de seis meses, prevê o tratamento e limpeza das cantarias em granito, o restauro e nivelamento do tabuleiro da ponte com pendentes para a drenagem das águas pluviais e consolidações estruturais e pontuais de fissuras existentes nos paramentos e intradorso do tabuleiro.
Paulo Cunha não deixou de salientar que esta obra não resolve o problema de acessibilidades, só solucionado com “uma nova travessia”. “Temos procurado apelar ao Governo para que reúna condições para que essa intervenção se faça. Estou certo que este tempo que vamos viver de constrangimentos na travessia sobre o Ave vai servir para mostrar o quão essa nova travessia é necessária”, sublinhou.
Essa nova ponte, na opinião de Paulo Cunha, também é importante até para que o tráfego na Ponte da Lagoncinha diminua e assim se reforce a preservação da estrutura que é património nacional.
As várias intervenções implicam um investimento de cerca de 154 mil euros contando com o cofinanciamento de cerca de 128 mil euros, pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).