Neste momento, em que os portugueses são chamados mais uma vez a votar, a primeira reflexão que tem de ser feita é à volta do que o governo fez, do que deixou de fazer e do que terá de ser feito nos próximos tempos. É para isso que servem as eleições; para julgar a governação com liberdade, inteligência e sem qualquer sofisma. Sempre na convicção de que o voto não tem dono.

O ato de se fazer a cruz no boletim de voto, deve ser livre de qualquer tipo de “clubismo”, sem preconceitos e na convicção de se estar a contribuir para que se saia do atoleiro, para o qual a governação irresponsável socialista empurrou todo o País, obrigando as instituições internacionais a virem cá dizer “basta”. A situação de crise, talvez a maior de sempre, provocada pela teimosia do PS, levou a dívida pública quase a duplicar apenas em seis anos, passando de 82 mil milhões de euros para mais de 170 mil milhões de euros.

São muitos os factos que apontam para uma péssima governação socialista nos últimos seis anos; é a segunda recessão em dois anos, que o País enfrenta: é a situação muito grave, de desemprego que assola numerosas famílias portuguesas; é a juventude que tem um presente “envenenado” e um “futuro “hipotecado”; é o endividamento e as falências em número recorde das empresas; é o número de pobres que tem vindo a aumentar; é a justiça que não funciona; é o ensino que anda sempre em polvorosa; é a saúde que está “muito doente”; é a segurança dos cidadãos que está ameaçada; são os escândalos de corrupção que surgem constantemente na comunicação social.

As recentes eleições municipais e regionais em Espanha, mostraram que os espanhóis não são diferentes dos portugueses. A vitória estrondosa do PP espanhol arrasou e fez varrer o PS espanhol (PSOE) de quase todo o território espanhol. O PP venceu as eleições a nível nacional com a maior vitória de sempre em eleições regionais e municipais. Lá como cá, o voto não tem dono e serve para isso mesmo; correr do poder os incompetentes e colocar no seu lugar aqueles que dão garantias de trabalho, honestidade e competência.

E para que serviu o nosso voto nas anteriores eleições? Quem premiou? Quem elegemos e como se portaram os nossos eleitos ao longo da legislatura? São estas e outras interrogações que nos ajudam a decidir o voto nas próximas eleições legislativas. E se tivermos de mudar o nosso voto, qual é o problema? Não é para isso que servem as eleições? É bom, é necessário, é exigível que haja alternância do poder.

É a altura de começarmos a avaliar os políticos como são avaliados os trabalhadores, os empresários, os alunos ou os professores. Pelo seu trabalho e pelo que produzem. A equipa parlamentar do CDS/PP, desenvolveu um trabalho notável. Com apenas 21 deputados, que representam só 9,3% de toda a Assembleia da República, o grupo parlamentar do CDS/PP foi responsável por 34% das iniciativas legislativas. Foi o partido que mais iniciativas fez aprovar na Assembleia da República.

Portugal está numa situação excecional. As políticas acordadas com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), para serem implementadas nos próximos anos, exigem políticos excecionais. Em virtude do excelente desempenho, consistência e confiança que inspira, no próximo domingo, dia 5 de junho, o CDS/PP merece o voto dos portugueses. Para bem de Portugal!   

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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