O país está confrontado com uma grave crise económica e social em resultado de 35 anos de políticas desastrosas protagonizadas por governos do PS, do PSD e do CDS. A situação pode agravar-se com a aplicação do desastroso pacto assinado entre a Troika e aqueles três partidos responsáveis pelo afundamento do país. Nas eleições de 5 de junho há, por isso, uma justa centralidade nas questões económicas e nas questões de âmbito nacional.

Mas nas próximas eleições legislativas também há duas questões que interessam particularmente à população da Trofa mas que não estão a ter a atenção que, na minha opinião, deviriam ter. Falo da questão do Metro e da reforma administrativa.

A primeira, relativa ao Metro, deve fazer com que todos os trofenses questionem os partidos que acordaram o fim do investimento público com a Troika. Na verdade, é impossível avançar com a linha do Metro até à Trofa se cumprirem o acordado com o FMI. Por muito que o PS, o PSD e o CDS afirmem as suas boas intenções, deixaram claro que não querem o Metro na Trofa ao “ajoelharem-se” perante os mandantes estrangeiros.

É por isso que o governo e a Câmara da Trofa se preparam para nos próximos meses darem a “machadada final” no Metro para a Trofa. Com o silêncio cúmplice do PSD e do CDS, querem fazer um arranjo urbanístico na antiga linha (nos parques Senhora das Dores e Lima Carneiro) apresentando esta obra como a compensação da população da Trofa, adiando para sempre o Metro.

Mas há alternativas. Alternativas no plano das opções e prioridades políticas, mas também alternativas no plano do financiamento desta importante obra. A CDU apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução que resolveria o problema do financiamento deste projeto. Estes três partidos procuram esconder que, se tivessem vontade política, não haveria dificuldades de financiamento para a obra e o problema já poderia estar ultrapassado.

Há ainda um outro assunto que foi alvo de acordo do PS, do PSD e do CDS com a Troika estrangeira, mas que estes partidos não querem falar. Acordaram, pela calada, reduzir o número de freguesias e de concelhos. Mas não dizem quais as freguesias nem quais os concelhos que querem acabar. Será que querem agora recuar no tempo e tentar apagar a luta da população da Trofa pelo seu concelho? E querem juntar freguesias? Que freguesias? Com que critérios?

 

Serão aqueles três partidos tão irresponsáveis que deram o seu acordo à redução de concelhos e de freguesias sem saber de que concelhos e de que freguesias em concreto estavam a falar?

Sobre este tema, apenas um cabeça de lista pelo distrito do Porto – Honório Novo, da CDU – assumiu de forma clara a rejeição de uma reforma administrativa deste tipo. A CDU não está de acordo em andar para trás, não vai ignorar a justa luta de várias gerações de trofenses pela criação do seu concelho.

Por estas razões, é fundamental clarificar que em 5 de junho vamos eleger deputados para a Assembleia da República. Será por isso o momento para castigar aqueles que nos trataram mal e premiar aqueles que não se esqueceram de nós após terem recebido os votos. Mais do que quaisquer outros deputados, Honório Novo e Jorge Machado estiveram várias vezes na Trofa, apresentaram na Assembleia da República diversas propostas para a resolução de problemas concretos deste concelho. Nenhum outro deputado pode dizer o mesmo.

Tenhamos memória, saibamos defender o futuro da Trofa e de Portugal, votando em quem não nos vira as costas após as eleições.

Jaime Toga

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