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Edição 433

Políticas de Juventude : Os Pilares do Nosso Futuro Coletivo

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 Os recentes eventos destinados à juventude no concelho, além de eventos focalizados para um público mais jovem, devem servir de ponto de partida para uma reflexão sobre as políticas de juventude no nosso concelho.

Como todos bem sabemos a época de verão é uma época propícia à realização de eventos ao ar livre. Eventos festivos, que em ano de eleições ficam imunes à crise e exponenciam-se por todo o concelho. Certamente já constataram que muitos desses eventos festivos têm a chancela de eventos destinados ou vocacionados para a juventude. Aquela juventude que durante quatro anos permaneceu esquecida ou simplesmente ignorada (quer pelo executivo municipal, quer pelos partidos que representam atualmente a oposição), mas que em ano de eleições por artes quase mágicas, assume um papel de relevante destaque.

Mas, estes são eventos festivos pontuais, que não conseguem disfarçar junto da população (especialmente da juvenil) a inexistência de políticas concelhias para a juventude e uma total insensibilidade para os temas e problemas que dizem respeito aos jovens.

Tal como em muitos outros municípios, a Trofa dispõe de um Conselho Municipal de Juventude, cuja ação tem sido até ao presente momento incipiente e até impercetível. Continua a existir uma pavorosa falta de equipamentos culturais, de desporto e de lazer, de programas de incentivo ao empreendedorismo e ao emprego jovem, assim como de habitação a custos controlados destinados aos jovens casais.

Tal como noutras áreas, também as políticas de juventude na Trofa têm-se resumido no essencial a pontuais festividades, por vezes excessivamente mediatizadas. A única honrosa exceção é o OPJ. Mas, o montante excessivamente reduzido (para não considerar até ridículo) e o modelo adotado, condicionam o seu sucesso e abrangência.

Também no domínio da juventude a Trofa tem vontade de mudar. O BLOCO DE ESQUERDA TROFA aposta numa Câmara Municipal capaz de ouvir e de dialogar de perto com os jovens. Capaz de oferecer verdadeiras políticas de juventude, que vão ao encontro das aspirações e reais necessidades dos jovens do concelho.

Assim, o BLOCO DE ESQUERDA TROFA propõe um conjunto de medidas capaz de revolucionar as políticas de juventude no concelho. Um conjunto de medidas que colocarão o nosso jovem concelho na vanguarda das políticas de juventude. Um concelho capaz de responder às exigências dos jovens do século XXI.

No Bloco, entendemos que não há políticas de juventude sem um espaço condigno dedicado à juventude do concelho. Assim, propomos a reconversão da antiga estação da Trofa num Centro Municipal de Juventude. Neste espaço propomos a criação de uma Academia Municipal de Música e Artes, onde será ministrada gratuitamente aos jovens do concelho formação nas áreas da música, do teatro, do cinema, da fotografia, da pintura e da escrita.

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Propomos ainda a recuperação e reconversão do velho armazém junto à antiga estação, num espaço de exposições e atelier, destinado aos jovens artistas trofenses. Os espaços exteriores, seriam utilizados para a instalação de esplanadas (com internet gratuita), de um anfiteatro ao ar livre e de infraestruturas desportivas, como campos de futebol de cinco, campos de basquetebol, campos de ténis ou um parque radical.

Esta é uma reabilitação que não deve cingir-se apenas à área envolvente à antiga estação. Deverá expandir-se a toda a área da antiga linha no centro da cidade. Assim, defendemos a elaboração de um protocolo com as entidades detentoras dos terrenos, no sentido de ser possível a utilização desse espaço para a criação de um novo espaço verde no centro da cidade, com um circuito de manutenção e uma pequena ciclovia citadina.

Com estas infraestruturas destinadas à juventude, a Trofa estaria em condições de avançar com verdadeiras e necessárias políticas de juventude, como o espaço saúde jovem; concursos de música, pintura, fotografia, teatro, cinema, dj’s; sessões de teatro amador e de cinema ao ar livre; debates sobre temáticas relacionadas com a juventude; workshops; cursos intensivos e livres; programas de férias ativas; laboratórios tecnológicos e parcerias várias com o IPJ.

O BLOCO DE ESQUERDA TROFA sugere ainda, a criação de incubadoras de empresas em todas as freguesias, com vagas exclusivas para jovens. A criação de condições para a instalação na Trofa de um polo de uma instituição de ensino superior (pública ou privada). Ao nível da habitação para jovens, propomos uma redução das tarifas da água, do saneamento e do IMI para os fogos detidos ou alugados a jovens até aos 30 anos (em especial para edifícios reabilitados no centro da cidade).

 

Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

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gualter.costa@outlook.com

 

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Edição 433

O país não precisa de um líder (in)Seguro

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O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, meteu-se numa alhada tremenda, ao travar a remodelação governamental anunciada pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que propôs uma nova estrutura governamental com o líder do CDS, Paulo Portas, a vice-primeiro-ministro, com a coordenação da área económica, das negociações com a “troika” e da reforma do estado. Em alternativa, Cavaco Silva decidiu fazer uma intervenção pública a apelar aos três partidos políticos do arco da governabilidade (PSD, PS e CDS) para se entenderem num “compromisso de salvação nacional”.

As conversações entre o PSD, CDS e PS, para um “compromisso de salvação nacional” foram um exercício de hipocrisia política, pois sabia-se à partida que ia ficar tudo na mesma. As pressões exercidas, desde o início, sobre o líder do PS, António José Seguro, foram muitas. O líder do PS, que ficou entalado entre a espada (Presidente da República) e a parede (alguns dinossauros do Partido Socialista), teve uma oportunidade de se afirmar como um verdadeiro líder, mas decidiu escolher o caminho do “suicídio político” ao terminar, de forma abrupta e desastrada, o fim das conversações. O seu tempo de liderar os socialistas chegou ao fim do prazo de validade

O líder socialista mostrou que é um líder fraco, com um fim à vista e sem margem de manobra para negociar com quem quer que seja. Se António José Seguro tivesse assinado o acordo, teria ganho aos olhos dos portugueses, uma dimensão de Estado, que nunca teve. O próprio Partido Socialista mostrou que é um partido só preocupado com o seu interior e com a ambição do poder. Atingir o poder a qualquer custo é típico de um partido pouco responsável, politicamente.

Em toda a nossa História, nunca estivemos tão dependentes como agora e, também por isso, precisamos de partidos e de políticos que coloquem o país e os portugueses acima dos seus interesses partidários. O país não precisa de um líder (in)Seguro. Um governo socialista, com este líder, conduziria o país a uma tragédia e assim sendo, não fazia qualquer sentido convocar eleições antecipadas para entregar o poder a este partido, que não merece. O país e os portugueses merecem muito melhor.

Cavaco Silva, depois de mais este erro que cometeu, inclusive ter anunciado uma coisa inédita em Democracia: a “morte a prazo” da Assembleia da República, retificou o erro e não marcou eleições antecipadas. Foi uma excelente decisão, pois a incerteza dos resultados eleitorais, poderiam deixar o país numa situação ingovernável.

Com toda esta crise, a maioria saiu mais forte e até mais reforçada. O Governo, como órgão de soberania que o é, não responde perante “assembleias populares” de rua, organizadas pelos tradicionais “comités”, mas responde perante a Assembleia da República. É assim desde a revisão constitucional de 1982, a tal Constituição que muitos acenam quase permanentemente para falar de “direitos adquiridos”, mas que se esquecem dela quando não lhes convém. É a nossa democracia no apogeu da política “bolorenta”. A Assembleia da República é eleita pelos portugueses para um mandato de quatro anos. Cumpra-se!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 433

Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro, fez balanço de mandato

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“Em termos de qualidade de vida temos praticamente tudo, só nos falta o metro”

 Numa entrevista ao NT, o presidente da Junta de Freguesia do Muro, Carlos Martins, elencou as obras que gostaria de ver realizadas antes de terminar o mandato. A não vinda do metro para a Trofa é o único ponto que considera negativo.

 O Notícias da Trofa (NT): Como avalia a sua presidência na Junta de Freguesia do Muro?

Carlos Martins (CM): Quem faz a avaliação são os murenses e não propriamente eu, mas tenho a consciência que é uma avaliação positiva, porque se já fomos eleitos para dois mandatos é porque os murenses gostaram e gostam do nosso trabalho. Tentamos ser uma Junta de Freguesia que correspondesse à necessidade de toda a gente, tentamos sempre fazer o bem comum e coletivo e tratar, independentemente da ideologia, da raça, cor ou religião, toda a gente por igual na sua freguesia.

Leia a reportagem completa no jornal O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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