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Plataforma logística poupa 40 por cento da RAN da Vila do Coronado

Plataforma logística poupa 40 por cento da RAN da Vila do Coronado

A Subcomissão de Agricultura esteve esta terça-feira nos terrenos da futura plataforma logística Maia/Trofa para ouvir as preocupações dos agricultores dos dois concelhos e e ouviu da boca dos autarcas a proposta de redução da aérea de implantação daquela infraestrutura que o Governo quer construir no âmbito do programa Portugal Logístico. Segundo Bernardino Vasconcelos, autarca da Trofa, "esta solução permite salvaguardar uma área de 40 por cento reserva agrícola da Trofa".

  A proposta conjunta enviada pelas autarquias da Maia e da Trofa ao Ministério das Obras Públicas sugere a diminuição da área de implantação da plataforma logística que o Governo projectou para uma área de Reserva Agrícola Nacional, retirando cerca de 90 hectares aos 226 propostos pelo ministério, desviando a implantação da plataforma para a Zona Industrial da Maia e foi tornada publica durante a visita dos deputados da Subcomissão de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas chefiada pelo socialista Miguel Ginestal.Subcomissão ouviu agricultores

Se do lado da Maia com esta proposta, os terrenos da RAN ficam libertos, do lado da Trofa as coisas não são bem assim. Segundo adiantou Bernardino Vasconcelos "apenas 40 por cento dos terrenos da RAN ficaram de fora da Plataforma", o que para os agricultores "não é satisfatório". Vitor Maia da Cooperativa de Agricultores da Trofa garante que, apesar de não conhecer a proposta visto só agora ter conhecimento dela, não me parece que seja suficiente para resolver o problema dos agricultores e da Cooperativa", adiando para mais tarde a resposta "depois de analisar o dossier que foi enviado ao Ministério pelas autarquia da Trofa e Maia".

O vice-presidente da Câmara da Maia, Silva Tiago, adiantou que o novo plano de implantação do projecto foi entregue à Secretaria de Estado das Obras Públicas e das Comunicações, "a equipa que está a coordenar este trabalho aceitou-a, mas aceitou-a de uma forma informal, mas aquilo que nós desejamos é que o Governo aceite a nossa contraproposta conjunta de uma forma oficial".

Bernardino Vasconcelos adiantou ainda que "a contraproposta visa "duas questões fundamentais, que são a minimização do impacto ambiental,e acautelar a construção da rede viária como a variante à EN 14, para permitir o escoamento do transito e retirar os veículos pesados das freguesias de S. Mamede e S. Romão do Coronado".

O deputado do PCP Honório Novo já conhecia esta proposta das autarquias e explicou que " o Ministério das Obras Públicas respondeu a um requerimento do PCP sobre a localização da infra-estrutura", revelando que havia uma nova localização proposta pelas autarquias. Honório salienta no entanto que "se a proposta for a mesma que viemos conhecer, temos que a analisar, mas retira toda a conflitualidade que existia em relação aos terrenos da Maia (Folgosa), e apresenta uma redução considerável nos terrenos agrícolas da Trofa", não deixando ainda de salientar que "há que avaliar se a redução vai ou não provocar o empobrecimento dos terrenos que ficaram de fora".

Em declarações ao jornalista o presidente da subcomissão parlamentar, explicou que a visita surgiu a convite das cooperativas agrícolas dos dois concelhos, e afirmou que "ninguém está contra a instalação da plataforma, ela reúne o consenso das câmaras municipais e mesmo das cooperativas, o que se está a procurar, e há uma proposta em concreto dos municípios da Maia e da Trofa, é minorar os impactos da instalação da plataforma logística nas explorações agrícolas". Ginestal garantiu ainda que o Governo é sensível a toda esta problemática e não está de má fé neste processo. O Governo está neste momento a negociar directamente com as autarquias o que, para os agricultores, parece-me ser um passo muito importante para a resolução deste problema", adiantou.

Os deputados da Subcomissão foram recebidos na Camara Municipal da Trofa pelo edil Bernardino Vasconcelos que os acompanhou depois na visita que fizeram a uma exploração leiteira em S. Mamede do Coronado e aos terrenos da futura plataforma. A visita terminou na Maia, com a visita a alguns terrenos e com um almoço.

 Proposta apresentada pelas autarquias

A proposta das câmaras da Maia e Trofa, apresenta uma redução da aérea de implantação, que passa a rondar os 135 hectares, com uma retirada quase completa do lado da Maia, dos terrenos da reserva agrícola. Do lado da Trofa, "como a maior parte do terreno da plataforma estava em reserva agrícola, diminuímos cerca de 40 por cento da implantação na reserva, portanto, já minimizámos esse impacto negativo; agora há que analisar nesta matéria o custo-benefício, as vantagens que temos para a economia da região Norte e do próprio vale onde estamos inseridos. Também há que pôr no prato da balança a criação de empregos e de riqueza que esta plataforma vai trazer para a Trofa", adiantou Bernardino Vasconcelos.

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