O Coliseu do Porto, sala de espetáculos emblemática da cidade nortenha, recebeu na noite de 3 de Novembro os britânicos Placebo, que vieram até ao nosso país fazer a apresentação das novas músicas do sétimo álbum Loud Like Love, o sucessor de Battle for the Sun. O mais recente trabalho de estúdio foi produzido por Adam Noble e gravado nos Rak Studios em Londres, tendo sido editado em 2013.

Com uma carreira já longa, que começou há vinte anos, a banda de Brian Molko tem visitado Portugal assiduamente e o mais recente regresso acontece agora que estão passados quatro anos sobre a atuação no Festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia.

Na noite de segunda-feira, o Coliseu do Porto encheu-se de fãs da banda britânica que esgotaram a capacidade da sala para mais um concerto que provou que os Placebo continuam em grande forma e que têm uma massa de seguidores muito fiéis. 

Antes mesmo da entrada dos músicos em palco ouviu-se uma versão remisturada de Pure Morning que começou a animar as hostes do Coliseu que já desesperavam pela chegada da banda. O concerto arrancou com B3For What It’s Worth e Loud Like Love, seguidas de Every You Every Me. O alinhamento que se seguiu contou com Scene of the Crime, A Million Little Pieces, Twenty Years, Too Many Friends, Rob the Bank, One of a Kind, Exit Wounds, Meds Song to Say Goodbye. Houve ainda tempo para escutar o muito aplaudido Special K e The Bitter End, antes de a banda se retirar de palco, no meio de uma entusiasmante onda de aplausos.

O muito exigido regresso aconteceu de seguida e foi preenchido com Begin the EndRunning Up That Hill (original de Kate Bush), Post Blue e Infra-Red.

O típico som glam rock com mescla eletrónica misturado com uma raiva quase adolescente presente na postura da banda tem garantido aos Placebo um estatuto especial junto de um público português que os recebe fielmente em cada passagem pelo nosso país. E tal garantiu que esta noite recebe-se o estatuto de “noite ganha à partida”.

Antes do concerto de Placebo, tinha cabido aos espanhóis Oso Leone uma primeira parte recheada de belas canções pop minimalistas.

Texto: Joana Vaz Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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