quant
Fique ligado

Ano 2011

Pilotos testaram novo percurso (c/ vídeo)

Publicado

em

Milhares de pessoas assistiram à quarta edição da Super Especial da Trofa, vibrando com as manobras e a habilidade dos pilotos, que se estrearam num novo circuito, junto à Estação da CP.

Velocidade, manobras perigosas, perícia e alguns acidentes sem gravidade. Foi assim ao longo de toda a tarde de domingo, 10 de julho, junto à zona da nova Estação da CP. A 4ª edição da Super Especial da Trofa juntou cerca de vinte mil pessoas (dados da organização) no maior evento de automobilismo do concelho.

A prova deste ano contou com mais de 70 pilotos inscritos, que tiveram a possibilidade de participar nas duas mangas. E ainda que o início tinha ficado marcado por alguns acidentes numa curva enganadora, o novo percurso junto à nova Estação da CP parece ter agradado a público e organização.

O diretor da prova, Carlos Cruz, defendeu que “este traçado é totalmente diferente do anterior”, que era “muito mais estreito, na Estrada Nacional 14, que tem apenas duas faixas de rodagem”. “Também o público que aqui esteve de forma nenhuma poderia ser suportado no anterior circuito”, uma vez que os espaços que existiam “eram diminutos e as pessoas acabavam por se cansar. De facto, aqui uma pessoa, em qualquer lugar, vê uma grande parte do percurso. Tentámos fazer com que nunca estivessem muito tempo sem ver o carro”, acrescentou.

Manuel Rocha veio da Póvoa de Varzim de propósito à Trofa para ver a Super Especial, que considerou um evento “bom e interessante”. Já José Carneiro teve de andar pouco para chegar ao local da prova, já que é da aldeia de Ervosa, em S. Martinho de Bougado. A acompanhar a Super Especial pelo segundo ano, garantiu que “este percurso é melhor que o anterior”. Também a jovem Tânia Costa não quis perder nenhum momento da prova e embora reconheça que este é um desporto mais apreciado “pelos homens”, achou a prova “divertida”. “Está bem organizada e, pelo menos, é melhor aqui do que lá em cima (EN 14)”.

Rui Alves faz parte da organização e também participou na prova, mas confessou que preferia “a pista anterior”.

Publicidade

O colega da organização, Rui Azevedo, explicou que “há duas componentes que é necessário analisar”: “A desportiva, da qual o piloto tira partido e, nesse sentido, o anterior trajeto tem mais-valias, e em termos de impacto para o público e deste ter possibilidade de visionar melhor o próprio trajeto”.

Aleixo Roriz, elemento da organização, piloto e representante da Ford Daro na Super Especial da Trofa, não podia estar mais de acordo: “O traçado incluía quatro passagens na mesma reta, o que também permitiu evitar custos adicionais na vedação e houvesse, acima de tudo, mais segurança e as pessoas puderam estar sentadas na esplanada a ver o espetáculo. Na pista anterior era difícil ver todo percurso e todo o recinto e nesta havia a possibilidade de ver os carros na zona de parque de assistência e no trajeto”.

Esta prova contou ainda com algumas acrobacias especiais. Depois de anos de expectativa, o avião da Ford encheu os céus da Trofa. “Tinha comentado com algumas pessoas que, se tudo corresse bem, o avião estava cá. Estava tudo combinado, mas poderia haver um imprevisto e depois ficávamos mal vistos. Foi uma dívida que eu tinha para com a Trofa e desta vez conseguimos trazer o avião”, explicou Roriz.

A Daro é uma das patrocinadoras da prova e Aleixo Roriz diz que esta é “uma aposta bem ganha”.

Apesar de existirem menos pilotos que o ano anterior, houve mais carros em pista, uma vez que, ao contrário do que acontecia em anos anteriores, um carro podia apenas ser conduzido por um piloto. “Esta forma é bem melhor, porque assim as pessoas não vêm o mesmo carro duas vezes. Por outro lado, o ano passado chegamos ao final e só os 20 melhores é que faziam uma segunda manga. Este ano, demos oportunidade a todos de fazerem uma segunda passagem”, declarou Carlos Cruz.

Também Rui Alves garantiu que “houve mais qualidade”.

 

Publicidade

 

Alcino Ferreira homenageado

A tarde foi também de reconhecimento pelos feitos de uma antiga glória trofense no mundo do automobilismo. Alcino Ferreira participou em mais de 800 provas ao longo de 40 anos e a organização decidiu fazer-lhe uma homenagem no intervalo da prova. O antigo piloto não escondeu a surpresa: “Quando me chamaram pensei que fosse para me disponibilizarem um carro para eu dar uma volta, mas na verdade foi melhor, porque uma volta eu posso dar em qualquer altura”. “Estou grato às pessoas que se lembraram de mim”, acrescentou, sem esconder que esta é uma homenagem “um pouco merecida”. “A verdade é que em todas as corridas que eu fiz nunca levei mais nada a não ser o Cinoco, que é a minha casa, e a Trofa. Nunca levei mais publicidade nenhuma. Em certa medida acho que divulguei bastante o nome da Trofa e que incentivei um pouco o lançamento de alguns dos atuais pilotos, como por exemplo, o Rui Azevedo, que começou rapazinho como meu navegador em ralis. Não quero elogiar-me, mas acho que talvez merecesse qualquer coisa, porque dinamizei um pouco o automobilismo desportivo na Trofa”, explicou.

Rui Alves e Rui Azevedo anunciaram no final da prova que não pretendem continuar a ser os responsáveis pela organização da Super Especial da Trofa: “Vamos continuar de fora, sem deixarmos de estar envolvidos, mas todos nós temos a nossa vida profissional e não pode acontecer o que aconteceu desta vez, em que tivemos quase quase oito dias dedicados em pleno a uma iniciativa destas. Ajudaremos, mas de outra forma”.

Joana Lima, presidente da Câmara Municipal, assistiu às prestações dos pilotos, tecendo vários elogios à organização: “Servindo a Trofa, servindo os trofenses, deram um contributo fundamental para que esta prova tivesse o sucesso que tem”.

Talvez por isso, a autarca espere que a decisão de abandonarem a organização não seja definitiva. “Sem eles será quase impossível organizar a Super Especial da Trofa e tenho quase a certeza que eles não vão deixar a prova morrer”, referiu.

Publicidade

Aleixo Roriz vai mais longe e apelida mesmo a decisão dos companheiros de “conversa de treta”. É certo que “passam-se muitos dias e muitas noites” na organização da prova e “há algumas coisas que têm de ser alteradas”, incluindo “mais elementos” da comissão responsável, mas “quando acabam estas pessoas, acaba o evento”.

Em relação à alteração do local de realização da corrida, Joana Lima garantiu que “foi uma aposta ganha”. A edil trofense garantiu que esta é uma iniciativa para continuar, podendo o futuro passar pela separação entre a prova e os automóveis clássicos, uma vez que “excedeu as expectativas”. “Assim, os trofenses têm o prazer de apreciar os carros antigos de uma outra forma e estarão também mais atentos à Super Especial”, reiterou.

O vencedor da Super Especial 2011 foi Luís Barros e o melhor trofense em prova foi Rui Alves, que fez o segundo melhor tempo da geral. Já Cátia Silva foi a única piloto feminina a participar na prova.

A Super Especial da Trofa é uma organização da Câmara Municipal, com o apoio das Juntas de Freguesia de S. Martinho e Santiago de Bougado, da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, do Clube de Desportos Motorizados do Porto e do Clube Trofense de Automóveis Antigos.

{fcomment}

Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

Publicado

em

Por

A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

Publicidade

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

{fcomment}

(mais…)

Continuar a ler...

Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

Publicado

em

Por

O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

{fcomment}

Publicidade
Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);