quant
Fique ligado

Edição 676

Petição para exigir intervenção nas pontes ainda sem assinaturas suficientes

Publicado

em

A petição surgiu no fim de 2016 e dava conta da preocupação da população com o estado de degradação das pontes existentes sob a antiga linha ferroviária, na freguesia do Muro. Mas até agora, o documento ainda não tem o número suficiente de assinaturas para ser entregue no Parlamento, de modo a exigir ao Governo uma avaliação e recuperação das estruturas. Em janeiro de 2018, o NT atestou que, por exemplo, na ponte que está situada junto ao cemitério da freguesia, notam-se fissuras e infiltrações de água nos pilares, o que deixa a população em sobressalto.

Dolores Ribeiro, uma das caras do abaixo-assinado, teme, um dia, assistir a “uma tragédia”, vaticinando o colapso de uma das estruturas. “É a segurança das pessoas que está em causa”, disse, na altura, ao NT. Agora, volta a deixar o alerta e a apelar à participação cívica da população, através da subscrição do abaixo-assinado, que pode ser encontrado no Café da Estação, de que é proprietária.

Recorde-se que o abaixo-assinado sugere a salvaguarda do património afeto ao antigo canal, referindo-se às “condições estruturais das duas pontes que cruzam o canal da linha na zona do lugar da Carriça e da que cruza a linha na zona do cemitério do Muro, com fissuras enormes nas junções, infiltrações de água nos pilares, aumentando exponencialmente a probabilidade de ruir por causa da degradação a que estão votadas”.

A petição coloca ainda a nu um problema de saúde pública, com referência de que “há imensos anos que se convive com a escorrência, ao longo do canal da linha que passa junto a habitações, de águas residuais compostas por dejetos humanos e animais de vacarias que existem nas imediações”.

Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Edição 676

Memórias e Histórias da Trofa: Os últimos momentos de Heliodoro Salgado

Publicado

em

Por

A vida de Heliodoro Salgado era vivida a um ritmo alucinante, escrevia, discursava e viajava por todo o Portugal vivendo em exclusivo para alimentar o seu trabalho político. Um trabalho desgastante, muito intenso a nível psicológico que iria causar graves transtornos na sua saúde.

O dinheiro era curto, nunca teve uma fonte de dinheiro fixa, vivia dos seus escritos quando era pago e pelo menos no Porto conseguiu dar algumas aulas. A sua alimentação era fraca por não ter dinheiro e contribuiu para o agravamento da sua saúde, alimentando-se apenas de duas maças ou outras peças de fruta durante o dia. Deu a sua vida pela causa republicana, da igualdade de servir o mais pobre e mais desfavorecido.

Fernando Rosas e Fernando Rollo destacam na obra, História da Primeira República Portuguesa, que Heliodoro Salgado teve uma ligação bastante próxima com o movimento operário e organizado com os trabalhadores.
Morte prematura, com quarenta e poucos anos e devido ao seu fervor anticlerical, muitos apontam para uma possível morte motivada por uma conspiração clerical que pretendia eliminar um dos seus maiores opositores.

A sua morte foi uma enorme surpresa, sofreu um ataque de raquitismo que lhe fez perder mobilidade, contudo não impediu que trabalhasse da mesma forma intensa que o tinha feito ao longo da sua vida. As dores eram imensas, mas no último dia de vida teria saído três vezes de casa.

Existem relatos que apontam para o seu estado de saúde aparentemente não apontava receios e inclusive tinha mesmo melhorado na quinta feira anterior à sua morte e nesse mesmo dia tinha inclusive saído para dar um pequeno passeio regressando a casa aparentemente bem-disposto.

Contudo passou a noite agitado e a dona da casa onde estava hospedado foi às seis horas da manhã a perguntar se precisava de alguma coisa ao que ele terá respondido que não e a senhora ao ver que aparentemente ele estava com bom aspeto ter-se-á retirado e quando voltou meia hora depois ele tinha falecido. Os boatos apontavam a razão da morte para uma angina de peito.

Vivendo num quarto na Rua dos Mouros nº312, não acumulou fortuna ao longo da sua vida, tendo uma vida bastante modesta, viveu muito pobre às vezes encontrando-se numa situação de extrema penúria, contudo nunca recusou fazer trabalho gratuito quando lhe era pedido em nome da causa que defendia.

No periódico “O Mundo”, afirmava-se que um homem como Heliodoro era raro, passou uma vida inteira a defender a causa dos pobres, dos oprimidos, os miseráveis – se um ato egoísmo sem uma exibição de vaidade, infinitamente bom, incomparavelmente justo.

Publicidade

O seu funeral estava previsto acontecer dois dias depois da sua morte, pelo meio dia, ficando em câmara ardente o seu corpo no Centro Democrático Eleitoral. Antes do seu caixão ser soldado, foram-lhe colocadas as insígnias da Maçonaria por parte do diretor do periódico “O Mundo”, António Pereira, também ele maçon.

Transladado do local da sua morte a Rua dos Mouros, momentos antes o seu corpo estava deitado na cama, todo vestido de negro com as insígnias da Maçonaria sobre o seu corpo.

Assim foram os últimos momentos de vida do maior vulto da história política natural da Trofa.

José Pedro Reis

Continuar a ler...

Edição 676

Trofenses no pódio do Troféu Urban Race

Publicado

em

Por

Daniel Santos, da Ruprec Team, sagrou-se vencedor, em elites, do Troféu Urban Race, ao vencer a última prova pontuável, as 3 Horas de BTT de Vila Nova de Famalicão, no sábado, 15 de setembro.

Este nem era um objetivo da época, “mas foi-se tornando” à medida que o corredor ia somando boas prestações durante as seis provas do Troféu. “Dedico esta vitória a todos os patrocinadores da equipa e amigos”, referiu o ciclista de Alvarelhos.

Em duplas femininas, a vitória sorriu à equipa trofense Feitos Pro Monte/Only Bikes, composta por Juliana Santos e Ana Rocha. Em 2.º lugar ficou a dupla Célia Costa/Maria Monteiro, da Bottagaz Dacar Team.
Domingos Ferreira, da Ruprec Team, fez parte da equipa dupla masculina, que ficou em 2.º lugar no Troféu nesta categoria.

Em 3.º lugar nas triplas masculinas ficou a equipa Feitos Pro Monte/Only Bikes/Papelix/Semogue, composta por Nuno Ferreira, Joaquim Soares e Teresa Arantes. 

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);