O Museu Batista Andrade abriu portas para receber a visita de mais de uma dezena de amantes das "maquinas antigas" de quatro rodas, que se quiseram associar ao terceiro passeio da Grande Área Metropolitana do Porto.

Dezenas de automóveis antigos, alguns deles com mais de 50 anos integraram o terceiro passeio de Automóveis Antigos da Grande Área Metropolitana do Porto, que decorreu de sexta a domingo. No sábado a paragem  obrigatória foi no Museu Batista Andrade, na trofa onde os amantes das quatro rodas foram recebidos por Batista Andrade, proprietário do Museu e também ele um aficionado dos automóveis antigos (tem mais de setenta), tendo sido até piloto de competição.

Sob a organização do jornal Motor, esta concentração de velhas estrelas não podia ter corrido melhor já que o triângulo e as ferramentas nem precisaram sair da bagageira."Tivemos muita sorte com o tempo. Não há qualquer percalço a registar. O objectivo desta iniciativa foi cumprido. As autarquias ficaram satisfeitas e a pretensão de mostrar às pessoas estas relíquias foi inteiramente conseguida", refere Costa Lima, elemento da organização.

Este Passeio da Grande Área Metropolitana do Porto tem sido "muito bem aceite" por todas as entidades e a adesão de proprietários só não é superior porque alguns problemas com os carros obrigam a uma ausência. No entanto, entre os participantes já há presenças assíduas: "Há repetentes desde a primeira edição. Neste ano, tivemos pelo menos quatro".

A quarta edição do passeio já está a ser idealizada "em 2008, pensamos repetir uma parte do percurso da Área Metropolitana do Porto. Não queremos que este evento coincida com o Circuito da Boavista, quando formos para o rio Douro", explica Costa Lima. A próxima corrida a favor do tempo promete…

Um Opel Kadett, de 1951, o Citroën do 007 foram apenas algumas das preciosidades que rodaram pelas estradas da AMP e prometem voltar em 2008 para mais alguns quilómetros de asfalto e muitas histórias para contar.

 

Museu Batista Andrade

Batista Andrade é um empresário trofense, que desde muito cedo se interessa por carros antigos.

Esta paixão começou quando nasceu o seu primeiro filho, na altura tinha 23 anos de idade e decidiu comprar um Citroên Patinho, que mais tarde ofereceria ao seu primogénito. O mesmo fez mais tarde com o nascimento do segundo filho e a partir daí continuou a comprar os carros mas com a finalidade de os coleccionar.

Durante cerca de quarenta anos o ex-piloto do Circuito de Vila do Conde, adquiriu cada um dos carros no nosso país mais precisamente na alfândega , à excepção de um Pontiac "white" vindo de New Jersey.

Este coleccionador tem na sua posse cerca de 70 carros das mais diferentes marcas, um espólio de várias cores e modelos, que pode ser visitado no Museu Batista Andrade, situado na Trofa, desde 22 de Fevereiro de 2003.