Honório Novo, deputado do PCP na Assembleia da República questionou o Governo sobre as implicações da decisão de cancelamento da linha do Metro para a Trofa.

Os níveis “inaceitáveis” de “desinvestimento público no Norte e no distrito do Porto” e o cancelamento da linha do Metro para a Trofa motivaram o deputado do PCP na Assembleia da República, Honório Novo, a colocar algumas questões ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

No assunto o deputado chama à atenção para as “consequências da anulação do concurso da construção da linha do Metro para a Trofa”, no entanto aproveita para lembrar que os “projectos de referência e essenciais para melhorar a mobilidade das populações em geral” estão a ser “adiados ou metidos na gaveta” e que “as reiteradas promessas e actos de pura propaganda” destinam-se apenas “a tentar enganar a opinião pública”. “É o caso dos projectos de investimento do Metro do Porto, e de forma mais especial da construção da linha para a Trofa, a qual, não obstante ter feito parte da primeira fase do projecto global do metro ligeiro da Área Metropolitana do Porto, foi na prática eliminada pelo actual Governo da rede deste meio de transporte público. A última machadada foi recentemente dada pelo Governo com o anúncio da anulação do concurso público destinado à construção da linha ISMAI-Trofa, o qual se encontrava já em fase de adjudicação”, refere.

Depois de tomada esta decisão Honório Novo pretende agora alguns esclarecimentos. Assim, pretende saber “quais foram as empresas ou consórcios que concorreram ao recente concurso do Metro ISMAI-Trofa” e se haverá ou não “algum processo indemnizatório passível de ser accionado pela anulação do concurso”. Em segundo lugar Honório Novo questiona sobre “a verba estimada gasta, até agora, em estudos, anteprojectos, avaliações de impacto, etc, desde que a rede do metro ligeiro da AMP passou a incluir com a ligação para a Trofa” e por último qual era a estimativa que existia “quanto aos impactos decorrentes da construção da linha ISMAI-Trofa”, referindo-se em concreto ao emprego directo envolvido na construção e no emprego indirecto.