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Honório Novo apresentou um projeto de resolução para ver o projeto do metro até à Trofa resolvido. Comunistas falam de uma “questão de justiça”.

O Partido Comunista Português (PCP) pretende encontrar uma solução para o metro da Trofa. O PCP entregou na sexta-feira, na Assembleia da República, um projeto de resolução com solução financeira para a Metro do Porto (MP). Os comunistas defendem que se trata de uma “questão de justiça” e que por isso “os trofenses têm direito a ter o metro”.

Honório Novo, deputado do PCP, defende que as populações, “da Maia até à Trofa, estão a ser defraudadas há mais de dez anos quando lhes foi retirado o comboio que ligava a antiga estação ferroviária da Trindade (Porto) ao centro da Trofa e não construída, em sua vez, a linha do metro”. O deputado voltou a levar este problema à Assembleia da República, onde defendeu o aumento do investimento público a fundo perdido.

O PCP acredita que se o Governo colocar a obra da linha do metro à frente das suas prioridades “é possível avançar de imediato com a segunda fase” do projeto. Os comunistas defendem que o financiamento a fundo perdido deve ser alterado de 30 para 60 por cento e sugerem que isso possa ser feito através da “reprogramação, reafetação e, eventualmente, da alteração regulamentar nos programas operacionais de valorização do território, no fundo de coesão e também no Programa Operacional Norte”.

A linha ISMAI- Trofa já fez parte da primeira fase da construção do metro do Porto, mas foi sendo sempre adiada. Depois de ter sido lançado a 22 de Dezembro de 2009, o concurso para o lançamento da extensão da Linha Verde entre o ISMAI e a Trofa acabou por ser adiado, devido a “uma significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira do país”. A anulação, publicada a 3 de Dezembro de 2010 em Diário da República, a pedido da MP, é também sustentada pelas “apertadas e urgentes medidas determinadas pelo Governo que assumem o objectivo de reduzir drasticamente o défice público e de controlar o crescimento da dívida pública”, que “impõem a supressão de alguns investimentos e adiamento temporal de outros”.

A 3 de janeiro de 2011, Ricardo Fonseca, presidente da MP, assegurou, em declarações à Sic Notícias, que a extensão da Linha Verde até à Trofa só seria construída depois de 2014 e estava “dependente de estudos”. “Este é um projeto que ainda integra a primeira fase, teve que ser adiado apesar de termos lançado o concurso para a sua execução, para atingirmos os limites de endividamento que o Governo nos impôs. É uma linha que um dia poderá ser desenvolvida, não em regime de subconcessão, mas em regime de empreitada. Será certamente numa data posterior a 2014. Até lá não será construída, numa fase posterior, os estudos dirão”, referiu.

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