Santiago de Bougado aprumou-se para celebrar a Páscoa. Famílias abriram as portas de casa para receber a cruz. Pároco bougadense deixou mensagem aos jovens. 

Na Trofa, a tradição ainda é o que era. No domingo, fora algumas casas que se mantiveram encerradas, na maior parte, os tapetes de flores indicavam que as portas estavam abertas para receber o compasso. Em Santiago
de Bougado, as cruzes percorreram as ruas dando a boanova: Cristo ressuscitou. As famílias, aprumadas para receber e beijar a cruz, esperavam na mais nobre divisão da casa, com a vela acesa e um copo para receber a água benzida. 

Depois de repetir “aleluia”, recolhiam-se à volta da mesa, convivendo e reconfortando o estômago. Ao fim do dia, os compassos reuniram-se em Cidai, no largo onde a estátua de Nossa Senhora de mãos entrelaçadas figura, envolta de flores. É a seu lado que Armindo Gomes, pároco de Santiago de Bougado, diante das cruzes e da população, repete: “A Páscoa é a festa da alegria”. 

Louvando o empenho pela continuidade da festa da Páscoa, agora da responsabilidade da Associação Cultural Recreativa e Social de Cidai (ACRESCI), o sacerdote sublinhou que é importante “não deixar cair” esta celebração. “A Páscoa é alegria, estamos a cantá-la e temos que nos alegrar, porque temos motivos para isso. Estamos a cantar a vitória número um da humanidade inteira. A Páscoa semeia a alegria cristã, é vivida em família”, frisou. Armindo Gomes citou ainda o papa Bento XVI, nas Jornadas Mundiais da Juventude, em agosto de 2011, que afirmou que os jovens devem ser “missionários da alegria”, daquela “livre e bela”, em detrimento da “alegria barulhenta”. Na mensagem aos jovens, o pároco frisou que “a Igreja precisa de vós e vós da Igreja”. “Em Madrid houve um grande temporal, creio que foi um sinal de Deus a sacudir a nossa juventude”, sustentou.

Depois das palavras de Armindo Gomes, os compassos seguiram em desfile até à igreja matriz de Santiago de Bougado, na Lagoa.

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