A gestão da recolha seletiva de resíduos no concelho da Trofa é uma “preocupação” para a comissão política concelhia do PAN.

Em comunicado, esta estrutura política sustenta-se nos dados publicados pela PORDATA, que dão conta que “a Trofa reciclou menos em 2019 do que em 2010, apresentando em 2019 um rácio de resíduos recolhidos seletivamente de 49,8 kg/habitante, o que representa menos de metade da média nacional do mesmo ano (109,6 kg/habitante)”.

“O concelho da Trofa fica também bastante aquém do rácio de concelhos vizinhos como a Maia (143,8 kg/habitante) ou Vila Nova de Famalicão (80,0 kg/habitante)”, argumenta ainda o PAN, que, nesse sentido, questionou o executivo camarário a fim de perceber “os motivos para que esta situação se verifique”.

Para o partido, estes números são ainda mais difíceis de aceitar, tendo em conta a “informação” vinda do Município, de que “a Trofa está entre os municípios portugueses com melhor rácio de ecopontos por habitante (um ecoponto por cada 199 habitantes)”.

Para Fernando Geração, estes factos demonstram que “na Trofa, há ainda muito a fazer em matéria de gestão dos resíduos urbanos”. “Sendo estes sinónimo de perda de recursos materiais e energéticos, é reconhecido que a sua gestão representa um problema ambiental da maior importância, não só no nosso país, como em toda a UE, onde se tem verificado um aumento das quantidades de resíduos produzidos. Assim, é fundamental que a sua gestão e recolha seja feita de modo eficiente e otimizado”, acrescentou.

E apesar de “positivo”, o aumento do número de ecopontos, argumenta Fernando Geração, “não chega”, pois deve ser complementado com “políticas complementares que incentivem de uma forma efetiva a população a reciclar cada vez mais”. “A urgência climática que vivemos é real e todos os esforços para a travar são poucos”, concluiu.


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