Exposição de bordados está patente na Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado até domingo. Mostra é composta por trabalhos “riquíssimos” e de valor “incalculável” de 13 mulheres.

Bordado tradicional português, bainhas abertas, richelieu, ponto cruz, ponto de pé, ponto de cadeia, ponto de grilhão, ponto cheio, lançado, matiz. A lista parece interminável, mas a variedade é que faz dos bordados uma arte como poucas. Treze mulheres de S. Romão do Coronado alimentam esta paixão uma vez por semana com a professora Amália Silva.

O resultado da aprendizagem – algumas delas contam mais de cinco anos de aulas – está compilado numa exposição patente na Junta de Freguesia romanense até domingo, 2 de outubro.

São mais de 60 trabalhos, entre toalhas de mesa, lenços de namorados, napperons e muitos outros objetos expostos com um “valor incalculável” que fazem com que “nenhuma aluna os venda”. É o caso de Inês Silva, uma “apaixonada pela agulha e o dedal”, que não se desprende de nenhum trabalho. “Se tivesse de trabalhar disto para comer, bem que morria de fome, porque não me consigo desprender”, frisou.

A modalidade favorita de Inês é o ponto cruz, pois é “mais alegre e colorido”. Já perdeu a conta aos trabalhos que fez, mas está convicta que ultrapassa os 50.

Todas as terças-feiras, durante duas horas, Amália Silva transmite todos os seus conhecimentos às 13 formandas.

Entre o beje e o branco há muito que ver nesta exposição, que mostra também um trabalho criativo feito por uma formanda que decidiu decorar a sala de jogos de sua casa com toalhas de mesa inspiradas no bilhar ou no jogo de cartas.

 

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