O Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas lançou mais um desafio à comunidade escolar e promoveu uma recolha de sangue no dia 27 de setembro, terça-feira. Esta inciativa teve boa adesão por parte dos pais, professores e auxiliares de ensino.

Quem passou pela Escola Básica 2/3 de S. Romão do Coronado, no dia 27 de setembro, terça-feira, não ficou indiferente ao autocarro do Instituto Português do Sangue (IPS), que se encontrava no átrio do estabelecimento. Estava a decorrer mais uma campanha de recolha de sangue, realizada pelo Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas.

Entre as 9 e as 12.30 horas passaram pelo autocarro do IPS 25 pessoas e foram realizadas 14 dádivas de sangue. Nesta colheita, o sexo feminino superou o masculino uma vez que foram apenas três os homens que deram sangue.

Esta iniciativa já tinha sido realizada este ano, no dia 26 de maio, e segundo Rui Magalhães, adjunto do diretor do Agrupamento de Escolas, teve boa adesão. “Tivemos 33 consultas que resultaram em 14 recolhas efetivas. Os pais têm aderido muito a esta campanha e os professores também aderem, pois são parte ativa deste processo e têm, de uma forma altruísta, ajudado nesta campanha”, assegurou Rui Magalhães.

Se muitos têm fobia às agulhas, outros há que as confrontam porque a causa é maior. Deolinda Santos é a prova disso mesmo. Ao início estava apreensiva e nervosa, pois era a primeira vez que ia dar sangue, mas decidiu fazê-lo para “ser útil e ajudar os outros”. Esta mãe foi à secretaria da escola e teve conhecimento desta recolha de sangue, decidindo abraçar a causa.

Já Cláudia Martins é o exemplo de que dar sangue não faz mal nenhum, muito pelo contrário. Esta professora do 1º ciclo da escola da Portela é dadora de sangue desde os 18 anos e assim que teve conhecimento desta iniciativa através do Agrupamento, decidiu dar o seu contributo ao IPS. Para esta jovem professora dar sangue “é um ato normal, quase rotineiro”. Cláudia Martins acredita afincadamente na velha máxima que “com um pequeno gesto podemos estar a salvar uma ou mais vidas” e apesar de “nunca sabermos quem estamos a ajudar, temos a certeza que estamos a ajudar muita gente”.

É a segunda vez este ano que o IPS visita a EB 2/3 de S. Romão do Coronado. Teresa Oliveira, técnica profissional da promoção da dádiva, fez questão de salientar que o sangue existente nos hospitais nunca é o suficiente e que por isso nunca é demais a dádiva de sangue. “Dar sangue é um ato cívico e por isso aconselho a que todas as pessoas que têm mais de 18 de anos e que se encontram em boas condições para o fazer, colaborarem e pensem que hoje é para os outros, amanhã pode ser para nós”, aconselhou Teresa Oliveira.

Esta campanha de recolha de sangue para o IPS é uma iniciativa que o Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas pretende continuar a realizar.“Enquanto o Instituto Português do Sangue solicitar a nossa colaboração e enquanto eu tiver esta recetividade por parte dos pais, professores, auxiliares e de toda a comunidade, é claro que este tipo de iniciativas serão para repetir”, asseverou Rui Magalhães.

 

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