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Ano 2011

Agrupamento de escolas promove recolha de sangue

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O Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas lançou mais um desafio à comunidade escolar e promoveu uma recolha de sangue no dia 27 de setembro, terça-feira. Esta inciativa teve boa adesão por parte dos pais, professores e auxiliares de ensino.

Quem passou pela Escola Básica 2/3 de S. Romão do Coronado, no dia 27 de setembro, terça-feira, não ficou indiferente ao autocarro do Instituto Português do Sangue (IPS), que se encontrava no átrio do estabelecimento. Estava a decorrer mais uma campanha de recolha de sangue, realizada pelo Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas.

Entre as 9 e as 12.30 horas passaram pelo autocarro do IPS 25 pessoas e foram realizadas 14 dádivas de sangue. Nesta colheita, o sexo feminino superou o masculino uma vez que foram apenas três os homens que deram sangue.

Esta iniciativa já tinha sido realizada este ano, no dia 26 de maio, e segundo Rui Magalhães, adjunto do diretor do Agrupamento de Escolas, teve boa adesão. “Tivemos 33 consultas que resultaram em 14 recolhas efetivas. Os pais têm aderido muito a esta campanha e os professores também aderem, pois são parte ativa deste processo e têm, de uma forma altruísta, ajudado nesta campanha”, assegurou Rui Magalhães.

Se muitos têm fobia às agulhas, outros há que as confrontam porque a causa é maior. Deolinda Santos é a prova disso mesmo. Ao início estava apreensiva e nervosa, pois era a primeira vez que ia dar sangue, mas decidiu fazê-lo para “ser útil e ajudar os outros”. Esta mãe foi à secretaria da escola e teve conhecimento desta recolha de sangue, decidindo abraçar a causa.

Já Cláudia Martins é o exemplo de que dar sangue não faz mal nenhum, muito pelo contrário. Esta professora do 1º ciclo da escola da Portela é dadora de sangue desde os 18 anos e assim que teve conhecimento desta iniciativa através do Agrupamento, decidiu dar o seu contributo ao IPS. Para esta jovem professora dar sangue “é um ato normal, quase rotineiro”. Cláudia Martins acredita afincadamente na velha máxima que “com um pequeno gesto podemos estar a salvar uma ou mais vidas” e apesar de “nunca sabermos quem estamos a ajudar, temos a certeza que estamos a ajudar muita gente”.

É a segunda vez este ano que o IPS visita a EB 2/3 de S. Romão do Coronado. Teresa Oliveira, técnica profissional da promoção da dádiva, fez questão de salientar que o sangue existente nos hospitais nunca é o suficiente e que por isso nunca é demais a dádiva de sangue. “Dar sangue é um ato cívico e por isso aconselho a que todas as pessoas que têm mais de 18 de anos e que se encontram em boas condições para o fazer, colaborarem e pensem que hoje é para os outros, amanhã pode ser para nós”, aconselhou Teresa Oliveira.

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Esta campanha de recolha de sangue para o IPS é uma iniciativa que o Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas pretende continuar a realizar.“Enquanto o Instituto Português do Sangue solicitar a nossa colaboração e enquanto eu tiver esta recetividade por parte dos pais, professores, auxiliares e de toda a comunidade, é claro que este tipo de iniciativas serão para repetir”, asseverou Rui Magalhães.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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