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Ano 2011

Pais preocupados com escolas de Alvarelhos

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Assembleia de Freguesia de Alvarelhos debateu as alterações do próximo ano letivo para as escolas locais. Acessibilidades e o Castro foram outros dos temas mais falados.

Considerado monumento nacional desde 1910, o Castro de Alvarelhos foi o tema levado à Assembleia de Freguesia pelo grupo de alunos do curso EFA (Educação e Formação de Adultos) da EB 2/3 de Alvarelhos, que marcou presença, no âmbito da disciplina de Formação Cívica, na sessão de segunda-feira, 27 de agosto.

Duas das formandas questionaram o executivo alvarelhense sobre a possibilidade de “uma maior divulgação” daquele espaço, único no concelho. Irene Moreira quis ainda saber “quem é que tem competências sobre o Castro”.

O presidente da Junta de Freguesia, Joaquim Oliveira, esclareceu que a entidade competente é o IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), que “delegou competências na Câmara Municipal da Trofa”. “Ninguém tem autonomia para fazer seja o que for, sem a autorização da autarquia”, reiterou.

Em relação à divulgação do monumento, o edil assegurou que esta está a ser feita, embora “seja natural que algumas pessoas que tenham vindo residir para Alvarelhos recentemente não conheçam o espaço”. Para dar a conhecer o único monumento nacional, no stand da ExpoTrofa, no dia de Alvarelhos, estará patente uma exposição sobre o Castro.

O “mau estado” das ruas e estradas da freguesia voltou a ser assunto desta sessão, com o alvarelhense Pedro Sousa a anunciar que “o piso da Rua de Cidoi cedeu um pouco”. Também “os buracos” na Rua Padre Alves Amorim foram referidos. Pedro Sousa indagou a Junta sobre a possibilidade de resolver o problema de forma mais definitiva. Joaquim Oliveira recordou que “o estado da ruas deve-se às obras de saneamento”.

Os limites entre Alvarelhos e as demais freguesias foram igualmente abordadas, no período de intervenção do público. Pedro Sousa verificou que, na sessão da Assembleia Municipal de quinta-feira, “o ponto quatro faz referência à ‘proposta de Delimitação Administrativa dos Limites Internos das Freguesias do Concelho da Trofa – Limites Concertados’, querendo ver esclarecido se estes limites incluem o que dizem respeito à sua freguesia. O presidente da Junta esclareceu que esse ponto apenas está relacionado com os limites já acordados entre freguesias.

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No caso de Alvarelhos, não houve acordo com nenhuma das freguesias limítrofes. “Fui, efetivamente, convocado para uma única reunião para debater esse assunto, marcada apenas com dois dias de antecedência, para o início da manhã. Uma vez que tinha compromissos profissionais, e não sou presidente a tempo inteiro, informei que não poderia estar presente. De qualquer forma, a Junta de Freguesia de Alvarelhos só aceita discutir esse assunto se forem tidas em conta, não só a matriz atual dos terrenos, mas também as originais, porque algumas foram alteradas, mas algumas pessoas não querem ouvir falar disso”, explicou. O edil defendeu ainda ser mais necessário “resolver a delimitação entre concelhos antes de definirem os limites internos”. “Isso o município não quer fazer”, acrescentou.

 

Novo ano letivo não é consensual

 

O presidente da Associação de Pais da Escola de Giesta 2, Vítor Silva, marcou presença na Assembleia para alertar para a situação deste estabelecimento de ensino.

Numa reunião entre Câmara Municipal, Agrupamento de Escolas do Castro e Associação de Pais, Vítor Silva foi informado de que, “embora sem caráter definitivo”, a solução passaria pela “retirada da Giesta 2 dos alunos do 1º ano – quando há dez matrículas -, que iriam completar a turma de Giesta 1”. O presidente da Associação de Pais sublinhou que não tem “nada contra a outra escola”, mas que não entende o porquê de estarem a “sobrecarregar uma escola sem condições, quando as há no outro estabelecimento”. Vítor Silva foi mais longe e assegurou que “existem pais dispostos a lutar contra o fecho da EB1 Giesta 2” e que “muitos recusam que os filhos vão para Giesta 1”. O responsável referiu que um dos motivos para a vontade de encerrar a escola é a existência de “uma vacaria” nas imediações.

Ao tomar conhecimento desta situação, Joaquim Oliveira mostrou o seu desagrado: “Nada se fez e querem, à revelia da Junta de Freguesia e dos pais, fechar uma escola sem dar satisfações”. “A escola é anterior à vacaria. Se essa infraestrutura é um impedimento ao funcionamento da escola, o que está a mais é a vacaria e não o estabelecimento de ensino e a Câmara Municipal deveria intervir”, acrescentou o autarca. Joaquim Oliveira garantiu que os pais “podem contar com a Junta e a Assembleia de Freguesia, porque o que pretendem fazer é uma barbaridade”. “Enquanto pudermos vamos continuar a fazer barulho, porque a razão tem de prevalecer”, reiterou. Esta vontade de defender a escola de Giesta 2 valeu-lhe uma salva de palmas do muito público presente na sessão.

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Contactada a Câmara Municipal, a vereadora da Educação, Teresa Fernandes, esclareceu que “os normativos legais em vigor, a necessidade de racionalização de recursos e a realidade demográfica obrigam a Câmara Municipal da Trofa a intervir na rede escolar tendo como principal preocupação garantir o direito das crianças a uma educação de qualidade”. “Na preparação da rede escolar de Alvarelhos, a autarquia reuniu com as Direções do Agrupamento do Castro e das Associações de Pais e Encarregados de Educação de forma a concertar a estratégia de resolução dos problemas e desafios existentes: inexistência de condições no Jardim de Infância de Giesta para salvaguardar o direito à saúde e à educação das crianças e número reduzido de inscrições na Escola de Giesta 2 para garantir o seu funcionamento no respeito pela Lei e por critérios de qualidade pedagógica”, pode ler-se no documento enviado.

A Câmara Municipal “não pode ignorar a informação da delegação de saúde de que o Jardim de Infância de Giesta, devido à sua localização junto de uma vacaria, apresenta riscos para a saúde das crianças” e que “o edifício apresenta problemas estruturais e de acesso de difícil e onerosa solução”.

Para solucionar estes problemas, a autarquia “reuniu no passado dia 22 de Junho com as Direções das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Jardim de Infância de Giesta, da EB1 de Giesta 1 e EB1 de Giesta 2 para, em conjunto, se encontrar a solução mais adequada aos interesses das crianças”.

Em cima da mesa estavam as seguintes inscrições para o próximo ano letivo: Na EB1 de Giesta 2, dez alunos para o 1.º ano, cinco para o 2º, oito alunos para o 3º e dez para o 4º ano. Na Giesta 1, estavam inscritos 15 alunos para o 1º anos, 19 para o 2º, 20 alunos para o 3º ano e 21 alunos para o 4º ano. Assim, a autarquia propôs “o encerramento do Jardim de Infância de Giesta pelos motivos ligados à falta de condições, passando a funcionar nas instalações da Escola de Giesta 2, com duas turmas” e a “integração dos alunos inscritos na EB1 de Giesta 2 na EB 1 de Giesta 1”. “Tal obrigaria a criar mais uma sala em Giesta 1, de forma a permitir a concentração de alunos do 1.º ciclo nesse estabelecimento de ensino”, esclarece a autarca.

“A maior objeção à proposta foi levantada pelo presidente da Associação de Pais de Giesta 2, que manifestou discordância da solução apresentada, tendo sido avançada uma proposta alternativa de manter na Escola EB1 de Giesta 2 uma turma de 3º e 4.º ano, com 18 alunos, instalando no recinto da escola um contentor, desde que tal fosse possível, mediante estudo a realizar pelos serviços técnicos da Câmara Municipal. Os alunos do 1.º ano, em número de 10, os cinco alunos do 2.º ano passariam para a Escola EB1 Giesta 1, onde integrariam turmas de um só nível”.

A autarquia garantiu que iria “transportar todos os alunos afetados por esta deslocação, nos termos legais e que depois de uma reunião com a Direção do Agrupamento, se reuniria com todos os pais para, então, tomar uma decisão definitiva, a agendar o mais brevemente possível. A Câmara Municipal já reuniu com a Direção do Agrupamento de Castro e esta ficou convocar os pais para a referida reunião onde todos serão ouvidos para que se possa decidir no respeito pelos direitos e interesses dos verdadeiros destinatários das políticas de educação que são naturalmente as crianças”, conclui o documento.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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