Em quatro jogos marcaram 17 golos e não sofreram nenhum. Amanhã, jogam as meias finais com os padres bósnios

Os portugueses estão apurados para as meias-finais do IV Torneio Europeu de Futsal para padres. Após a realização de quatro jogos, a baliza da selecção dos padres portugueses continua inviolável. Os futebolistas portugueses marcaram 17 golos e não sofreram nenhum. Amanhã, Portugal joga com a Bósnia e a Croácia «lutará» com a Polónia por um lugar na final.

Antes do início do torneio, o Pe. Iolando Pereira, da diocese de Vila Real, era apontado como um dos potenciais vencedores do prémio para melhor jogador e marcador. Depois dos dois golos marcados à Hungria, o português lesionou-se. “Tive uma pequena rotura muscular, mas espero jogar amanhã” – disse à Agência ECCLESIA. Para debelar a lesão, o jogador está a ser medicado. “Quero recuperar o mais rapidamente possível” – afirma.

Se os avançados da Croácia, Hungria, Itália e Áustria não festejaram nenhum golo deve-se muito à agilidade e atenção permanente de Custódio Branco, da diocese de Viana do Castelo, e André Ferreira, da diocese do Porto. O futebolista da diocese de Viana do Castelo explicou à Agência ECCLESIA que “os avançados portugueses ajudam muito na defesa” e “torna-se mais fácil assim”. Apesar de jogar na posição de guarda-redes na selecção, o Pe. Custódio lembra que nos torneios joga noutras posições. “Sou um jogador polivalente”.

Depois do esforço do primeiro dia, os padres das várias selecções deslocam-se hoje ao Santuário de Fátima. Uma espécie de estágio para os últimos compromissos futebolísticos. Este torneio reúne cerca de centena e meia de padres e os jogadores encaram os jogos com seriedade e profissionalismo. “Até tivemos refeições como os futebolistas, com muitos hidratos de carbono” – sublinhou o Pe. Hermínio Bernardo, um dos padres futebolistas.

Com rotatividade constante e muito transpiração, os jogadores portugueses mostram dotes técnicos para a prática deste desporto. “Somos latinos e gostamos de tratar bem a bola” – refere o Pe. Hermínio Bernardo, da diocese do Porto. As cidades de Marco de Canavezes e Famalicão acolhem este torneio de futsal. O público “está muito entusiasmado e estão a gostar de nos ver jogar”. E explica o sucesso deste evento: “as pessoas não estão habituadas a ver os padres jogarem à bola”.

Mesmo que a taça da vitória fique em território luso, nenhum dos padres pensa “fazer um contrato profissional”. “Gostamos do desporto pelo desporto e do convívio” – realça o Pe. Hermínio.

Treinados por José Gonçalves, técnico do Alpendorada (equipa da primeira divisão de Futsal), os jogadores portugueses levam a lição estudada para dentro do ringue. “O técnico é muito exigente” – confessou o sacerdote da diocese do Porto. Todos querem vencer, mas “tem havido muito «fair-play»”.

O Pe. Marco Gil, capitão da selecção portuguesa e da diocese de Braga, afirma à Agência ECCLESIA que a equipa é constituída por padres das dioceses acima do Rio Douro porque “nos torneios inter-diocesanos são estes que ficam nos primeiros lugares”. O quatro lugar está garantido, mas “este ano queremos mais” – finaliza.