O padre Simão Pedro encabeça a organização de uma angariação de bens, que deixam, esta terça-feira, o Porto de Sines, num navio, com destino ao Porto da Beira, em Moçambique. Os dois contentores estão preenchidos com artigos têxteis, medicamentos, alimentos, material escolar, livros, louça, utensílios agrícolas e de construção, brinquedos, imagens de Nossa Senhora de Fátima e outros santos, terços, crucifixos e missais dominicais em chinungwe. Estes bens serão doados à diocese de Tete.

Depois de terem sido carregados por 35 voluntários, os bens seguem numa viagem que durará 39 dias. A previsão de chegada a Moçambique é 1 de janeiro. Este envio de bens é organizado pelos Missionários da Consolata e pela sua instituição, a Fundação Allamano, contando com o apoio do projeto “Um grito por Cabo Delgado”.

Entre os beneméritos, estão os Armazéns Carriço e o próprio pai do padre Simão Pedro, que construiu as enxadas para ajudar aquele povo moçambicano. De Ribeirão há a doação do material escolar foi doado pela papelaria Cruzmapa.

Em declarações à revista Fátima Missionária, Simão Pedro afirmou estar de “coração cheio” com a demonstração de caridade. “É mesmo uma maravilha. É tudo grátis. Estou mesmo feliz e maravilhado com a união de forças que houve para conseguirmos juntar estes dois contentores. Vai ser fundamental para a saúde da diocese de Tete, porque vai cheio de medicamentos e material médico, coisas que lá não existem, e que através de Diamantino Antunes, bispo em Tete, vão chegar aos vários postos de saúde, em colaboração com o Ministério da Saúde de Tete, que deu o parecer e que fez o pedido de isenção às alfândegas de Moçambique. O segundo contentor é de bens necessários. Os missais são essenciais para as celebrações semanais, são fundamentais para a assistência espiritual de toda aquela população de uma diocese que é maior que Portugal. Os cinco mil crucifixos feitos por José Afonso, irmão Missionário da Consolata, vão servir para divulgar a espiritualidade e fomentar este espírito evangélico em todas as pessoas daquela grande diocese”, explicou.

Simão Pedro sublinhou que toda esta mobilização de esforços mostra que a sociedade consegue “pensar naqueles que estão distantes e que são mais desfavorecidos, mais pobres”, e que perante uma realidade dura, os cidadãos conseguem ser “solidários em todas as vertentes, seja a nível da alimentação, da educação, ou a nível espiritual”.