tiago-vasconcelosHoje, tenho mais esperança no futuro de Portugal do que há um mês atrás. Bastante mais!

Primeiro, porque o atual Primeiro-Ministro ganhou eleições sem necessitar de prometer este mundo e o outro. Falou verdade aos portugueses, colocou as suas ideias à consideração de todos nós sem qualquer demagogia. Até pelo contrário.

Os primeiros dias de Passos Coelho como Primeiro-Ministro têm correspondido ao que esperava. Moderado no festejo da vitória eleitoral, prático nas negociações para formar a coligação com o PP, rápido e hábil na formação do Governo, firme no Conselho Europeu e exemplar nalgumas atitudes já tomadas.

Na noite da vitória eleitoral, afirmou que a altura não era para festa, mas de trabalho e responsabilidade.

Depois, logo no dia seguinte, iniciou as conversações para acordar a coligação com o PP. Aqui, fez-se respeitar como líder e, é bom dizer, contou com o bom senso do PP. Ambos os partidos deram um exemplo de recato e sentido de Estado. No dia em que assinou o acordo político com o PP, Pedro Passos Coelho teve uma declaração própria de um Senhor, “Não usaremos nunca a situação que herdámos como uma desculpa para aquilo que tivermos de fazer. Daremos, por uma vez, um bom exemplo de poupar ao país durante meses o exercício de evocar a circunstância que herdámos. O país conhece-a, e conhece-a suficientemente bem para não ter tido nenhuma dúvida quanto à necessidade de mudar e de mudar profundamente”.

Uma semana depois já tinha anunciado o elenco governativo, com o recato que não se assistia há alguns anos. Um Governo que se estranha e que depois se entranha, como escreveu António Costa, Diretor do “Diário Económico”, seguindo o velho slogan de Fernando Pessoa – Esta é a melhor classificação do Governo que me ocorre escrever.

No Conselho Europeu, Passos mostrou ao que foi e tratou de transmitir o que pretendia fazer. Sereno e de convicções, deixou tranquilos os seus congéneres europeus. A primeira imagem do Primeiro-Ministro foi positiva.

Optou por fazer a viagem em classe económica. É certo, e dirão os mais desconfiados, que o Primeiro-Ministro não paga viagens oficiais. Os mais “Passistas” afirmam que pode não pagar, mas ao deslocar-se em classe económica a TAP pode realizar mais dinheiro ao vender viagens em primeira classe. Eu diria que pode ser um pequeno exemplo, mas é com pequenos exemplos de quem comanda o País que se pode exigir que todos os outros também façam alguns sacrifícios.

Nestes dias é apresentado o Programa de Governo. Ninguém espera facilidades, mas respira-se outro clima de esperança e credibilidade. Os portugueses acreditam na Coligação PSD/PP. Tenham garra, engenho e determinação para dar a volta à situação porque será a sorte de todos nós

 

Tiago Vasconcelos

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