Em entrevista ao NT, o presidente da Juventude Socialista da Trofa, Amadeu Dias, enumerou as atividades que tem promovido ao longo do seu mandato, para promover a discussão política na praça pública.

O Notícias da Trofa (NT): Qual o balanço que faz deste mandato?
Amadeu Dias (AD): Desde início do mandato, delineamos uma estratégia que passava pela aproximação da estrutura aos trofenses. O caminho traçado por uma equipa renovada está a superar as expectativas. Deixámos o conforto das nossas sedes partidárias e procurámos devolver a discussão política à praça pública. Deste modo, reavivámos o debate político, costume perdido pela sociedade. A participação dos trofenses nas várias sessões da iniciativa JS Café comprova que a nossa aposta foi acertada.
Os roteiros de proximidade, desenvolvidos em parceria com os núcleos de residência da JS Trofa, são igualmente uma marca deste mandato. Visitar as diversas freguesias, auscultando as  pessoas e tomando conhecimento dos seus problemas é uma prioridade da nossa estrutura. Casa a casa, família a família, registámos os anseios e preocupações, transmitindo-os assertivamente nas respetivas Assembleias de Freguesia e Municipal. Assim, cumprimos com o nosso compromisso! Mas o nosso crescimento não se fica pela aproximação à sociedade. Desde 2013, cerca de duzentos jovens ingressaram na estrutura concelhia da Juventude Socialista da Trofa. Este crescimento é vital para o rejuvenescimento da mesma, refletindo-se na maior representatividade de sempre da JS Trofa nos órgãos distritais e nacionais da Juventude Socialista e do Partido Socialista.

NT: Que atividades têm vindo a ser feitas?
AD: Como já referi anteriormente, afirmamos a voz dos trofenses através da JS Trofa em todas as freguesias através dos roteiros de proximidade, uma iniciativa que tem como objetivo conhecer os problemas dos trofenses. Além destes roteiros, os JS Café servem para debater, em conjunto com a sociedade, temáticas estruturantes para o desenvolvimento do concelho e do país, trazendo à Trofa figuras políticas de relevo nacional onde se destacam, Teixeira dos Santos, Augusto Santos Silva, Manuel Pizarro, Tiago Barbosa Ribeiro, João Paulo Correia, Luísa Salgueiro e João Torres, entre muitos outros. A Juventude Socialista da Trofa marca a agenda do concelho nas comemorações do 25 de Abril. Desde 2013, com diferentes parcerias, dinamizámos o centro da Trofa. Arte, música e cinema, são as apostas culturais da JS para esta comemoração. Num outro âmbito, a organização de atividades lúdicas (torneio FIFA) e atividades desportivas, como o recente torneio de basquetebol que levamos a cabo no Parque Nossa Senhora das Dores são igualmente apostas da JS Trofa que vieram para ficar.

NT: Que atividades têm pensado para o futuro?
AD: Dentro do plano anual estratégico da Juventude Socialista da Trofa inserem-se inúmeras iniciativas. Além das atividades referidas anteriormente na entrevista, outras surgirão nos próximos meses. Desvendando um pouco o futuro próximo da estrutura, posso anunciar algo inédito e inovador no nosso panorama, a Academia de Verão JS Trofa. A primeira edição decorrerá ainda durante o mês de Julho. Fomentar o companheirismo, a partilha de experiências, a prática de desporto, e a formação política são os objetivos a que nos propomos. Com estas iniciativas queremos aproximar os jovens de todo o concelho da Trofa à política, de forma a torná-los cada vez mais participativos na vida da sua freguesia e do seu concelho.

NT: Que projetos devem ser implementados no concelho da Trofa?
AD: Infelizmente, o caminho para alcançar o concelho que idealizamos ainda está muito distante. Nesse sentido, a Juventude Socialista da Trofa lançou o repto a um grupo de jovens de diferentes quadrantes políticos, para elaborarem um programa eleitoral autárquico com propostas abrangentes, onde se evidenciam as propostas de ações e projetos direcionados aos  jovens de todas as freguesias do nosso concelho. São ainda muitas as carências em termos de infraestruturas, de projetos e obras, e quando falo de obras não me refiro ao betão ou asfalto. Refiro-me às obras que se podem levar a cabo com o excelente capital humano que temos no nosso concelho. A maior riqueza do nosso concelho são as pessoas, todas as pessoas contam para nós e queremos viver num concelho onde as pessoas não sejam números e não sirvam apenas para pagar impostos com as taxas máximas e a água mais cara do país.

NT: Considera que os jovens estão mobilizados para a política? O que é preciso ser feito?
AD: Ao contrário do preconceito generalizado pela sociedade, os jovens interessam-se cada vez mais pela esfera política. No entanto, e em especial no caso da Trofa, o caminho de proximidade entre os jovens e a política não se trilha recorrendo à intimidação e à violência, seja ela verbal ou física. Infelizmente, como é do conhecimento de todos os trofenses, a falta de argumentos políticos leva o PSD e a JSD a utilizarem estas estratégias ditatoriais e absolutistas.
Nós, Juventude Socialista, não nos revemos, não permitimos e não pactuamos com esta forma de estar e fazer política na Trofa.