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Edição 455

Ortodoxos celebraram o Natal

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Na Trofa, os cristãos ortodoxos da paróquia de Santa Catarina celebraram, em Dia de Reis, o nascimento de Jesus, com uma celebração na Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado.

À primeira estrela a aparecer no céu na noite do dia 6 de janeiro, segundo o nosso caléndário, os cristãos ortodoxos reúnem-se nas suas casas à volta da mesa de jantar, antes de seguirem para a missa vespertina. Este é, segundo o rito bizantino oriental, o momento que marca o início da véspera de Natal.

A ceia, que encerra o período da “Pelêpivka” (quaresma de preparação ao nascimento do Filho de Deus), conta com uma ementa de 12 pratos de peixe, onde não pode entrar nenhum tipo de carne ou gordura animal, que correspondem a cada um do apóstolos de Jesus e às 12 tribos de Israel, um número que na Bíblia está associado ao conceito de plenitude. Nesta noite, o prato principal dos ortodoxos é a “Kutia”, doce à base de trigo cozido com mel e sementes de papoila moída, ingredientes usados na doçaria oriental. Na ceia não pode ainda faltar o alho, a cebola, o sal e o pão, símbolos de riqueza e prosperidade na Igreja Ortodoxa. Já no dia de Natal e nos dois dias subsequentes, os almoços e jantares dos cristãos ortodoxos são à base de carne fumada.

Pelas 21.30 horas, dezenas de cristãos ortodoxos reuniram-se na Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado, para a Divina Liturgia (ou missa), onde celebraram o nascimento do Menino Jesus.

Antes da cerimónia litúrgica, que corresponde à Missa do Galo católica, os ortodoxos cumprimentaram-se dizendo que “Jesus vai nascer”. A celebração foi marcada por muitas canções natalinas, onde todos cantam e saúdam-se com a saudação típica para a festa do Natal: Xrestós Rodêvcia – Slavimo Iohó (Cristo nasceu – Glorifiquemo-lo). No final, quando o sacerdote se despede profere o cumprimento “Jesus Nasceu”, que é usado pelos ortodoxos durante os três dias de festa. Durante a cerimónia, tanto o pão (sem fermento e sal) como o vinho, utilizados durante a Consagração, são, previamente, cozidos/fervidos pelo sacerdote.

No dia em que os cristãos católicos celebraram os Reis, os ortodoxos comemoraram o nascimento do Menino Jesus. A explicação do porquê de os ortodoxos só agora celebrarem o Natal é simples. É que a Igreja Ortodoxa nunca aceitou a reforma do calendário, feita em 1582 pelo papa Gregório XIII, continuando a utilizar o calendário juliano, criado por Júlio César (em 45 antes de Cristo), que tem mais 13 dias do que o calendário gregoriano, adotado pelos católicos apostólicos romanos. Isto significa que o dia 25 de dezembro do calendário pelo qual se guiam os cristãos ortodoxos corresponde ao dia 7 de janeiro do calendário pelo qual se guiam os católicos apostólicos romanos. Apesar de serem fiéis ao mesmo Deus, católicos e ortodoxos distinguem-se pelas cerimónias e ritos litúrgicos. Esta é uma entre várias diferenças.

Em declarações à agência Lusa, o sacerdote ortodoxo Alexandre Bonito explicou ainda que nesta noite não há o hábito de oferta de presentes nem a “figura” do “Pai Natal”, como acontece no Natal dos católicos. A troca de presentes também existe, mas no dia 4 de dezembro, dia de S. Nicolau, um santo popular entre os cristãos e conhecido pela sua generosidade.

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Segundo Alexandre Bonito, para os ortodoxos mais importante do que o Natal é a Páscoa, que este ano celebra-se exatamente na mesma data em que os católicos romanos a festejam.

Reza a história, que católicos e ortodoxos fizeram parte da mesma Igreja, tendo se separado definitivamente em 1054. Além de calendários diferentes, os ortodoxos não reconhecem a autoridade do papa e apenas admitem nas igrejas pinturas de santos. Um sacerdote pode ser casado.

Contudo Alexandre Bonito referiu que há uma aproximação entre as duas Igrejas, admitindo que “com este papa penso que o avanço ainda vai ser mais visível”.

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Edição 455

Coronado recebe Rali a 2 de fevereiro (c/video)

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A terceira edição do Rali dos Patrocinadores, promovido pelo Gondomar Automóvel Sport, realiza-se a 2 de fevereiro na freguesia do Coronado.

As estradas da Vila do Coronado vão transformar-se numa pista de rali no dia 2 de fevereiro. As melhores máquinas do circuito nacional vão deixar a sua marca no percurso, com pilotos de renome ao volante. A novidade da prova é a participação ativa dos patrocinadores, que vão sentir de perto as emoções do desporto automóvel.

São eles, aliás, que dão o nome à prova promovida pelo Gondomar Automóvel Sport (GAS) que, depois de duas edições em Valongo, experimenta agora a freguesia do Coronado.

A prova foi apresentada na sexta-feira, 10 de janeiro, na Junta de Freguesia do Coronado. “Fomos bem acolhidos, houve uma recetividade excelente”, referiu Paulo Magalhães, presidente do GAS, convicto que esta será uma prova “muito interessante”. Desde logo pelas características, pois “além da corrida normal, ao segundo, terá a participação dos patrocinadores que farão de pilotos juntamente com os patrocinados”. “Esse é objetivo primordial, de forma a aliciar e a cativar os patrocínios. Hoje em dia, dado o período económico em que se vive, não é fácil arranjá-los e esta é uma forma de fazer com que os anunciantes tenham o conhecimento da realidade e perceber onde é que foi desenvolvido o seu investimento”, explicou.

Por seu lado, José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado, parceira na organização, espera que a iniciativa seja um sucesso, sustentando que provas desta natureza “atraem e são apelativas para a grande maioria das populações”. “Vai ser interessante para a nova freguesia, que será promovida e dinamizada e onde serão dadas a conhecer as nossas paisagens”, acrescentou.

O percurso será feito em asfalto, paralelo e terra e, segundo José Ferreira, foi pensado para “causar o mínimo de constrangimentos à população”. Mesmo assim, a Estrada Nacional 318 “estará cortada ao início da tarde”, assim como outras artérias, mas “estão asseguradas as devidas alternativas”, salvaguardou o autarca, que apelou compreensão à população.

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O piloto Zé Pedro Fontes é o padrinho desta prova, da qual tece elogios por “recompensar os patrocinadores” e devolver o rali aos centros urbanos. “Eu sou adepto que os ralis têm de voltar a estar dentro dos grandes centros urbanos e ótimo estarmos tão perto do Porto. Espero que isto seja uma forma de, quem sabe, termos um rali do campeonato nacional nesta zona”, afiançou.

Assim como Zé Pedro Fontes, outros nomes de destaque do automobilismo português, como “João Barros, Vítor Pascoal, Ricardo Moura e o Adruzilo Lopes vão marcar presença na prova”, anunciou Paulo Magalhães, do GAS.

Pela primeira vez envolvida numa organização desta natureza, o executivo do Coronado considera que os encargos financeiros a si imputados, com as forças de segurança e bombeiros, “não irão comprometer” a gestão da Junta de Freguesia.

A organização espera ter na pista do Coronado “entre 30 a 40 pilotos”.

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Edição 455

A troika vai embora este ano. Finalmente!

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Já lá vão quase três anos, que uma missão técnica da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a Portugal, para iniciar negociações sobre o programa de ajuda financeira ao país, a pedido do então primeiro-ministro, José Sócrates, que anunciou, numa comunicação, que o Governo tinha conseguido “um bom acordo”. A assistência financeira internacional era para garantir condições de financiamento a Portugal e ao seu sistema financeiro. É preciso recordar!

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