Os membros da Assembleia de Freguesia de Guidões reuniram no dia 20 de Dezembro para discutir os assuntos de interesse para a freguesia. Orçamento e Plano do executivo para 2011 foram aprovados por unanimidade.

Esta poderá ter sido a Assembleia mais curta dos últimos tempos na freguesia de Guidões. Durante cerca de uma hora, PS e PSD discutiram alguns assuntos de interesse para a freguesia. Atanagildo Lobo, único elemento da CDU eleito para aquele órgão, não esteve presente por motivos profissionais.

No período da ordem do dia foram discutidos as Opções e o Orçamento da Junta de Freguesia para 2011 e António Cruz, membro social-democrata, foi o primeiro a comentar: “É um Plano ambicioso e olhando para ele vê-se que não é para cumprir”. O membro considerou que as opções poderiam ter sido “mais rigorosas” e que se forem realizadas “dez por cento das obras, neste momento, é óptimo”.

Fátima Campos, também do PSD, concordou: “Este Plano é uma utopia, mas apraz-me saber que o senhor presidente é ambicioso”.

Bernardino Maia, presidente do executivo, agradeceu os comentários, mas explicou: “Todos os anos colocamos no Plano tudo aquilo que a freguesia necessita e temos que as rubricar, porque pode ser preciso fazer alguma rua que está aqui. E se essa rua não constar no documento estamos tramados”.

Além disso, Bernardino Maia considera que é preciso ter “ânimo” e lutar para “que se faça alguma coisa”. “Temos no Plano da Câmara para 2011 as drenagens das águas pluviais na nossa freguesia”, acrescentou.

O Orçamento e Plano do executivo para 2011 acabaram por ser aprovados por unanimidade.

Antes da Ordem do Dia, Henrique Araújo, do PSD, interpelou o executivo sobre a “cedência temporária” de um terreno no lugar de Vilar à Associação de Reformados da Trofa. O espaço destina-se à construção de um Lar, que irá colmatar a carência da freguesia de Guidões nesta área de cuidados à terceira idade. Bernardino Maia foi peremptório: “Foi feita uma escritura (16 de Fevereiro de 2007) de cedência do terreno com a condição de que a associação faça algo com benefício social dentro de seis anos”. O autarca salvaguardou que “se nada for feito para o destino que está na escritura, o terreno continua a ser da Junta de Freguesia”.

No entanto, Bernardino Maia acredita que “o projecto não tem viabilidade” tendo em conta “as condições económicas, principalmente da Câmara”. “Infelizmente penso que nada irão fazer naquele terreno”, reiterou.