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Ano 2008

Orçamento do Estado para 2009

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Em Portugal, o Orçamento do Estado, é um instrumento de gestão que envolve a previsão das receitas e despesas públicas. Este documento, é apresentado pelo Governo à Assembleia da Republica, sob a forma de Proposta de Lei, até ao dia 15 de Outubro de cada ano e é acompanhado pela Proposta de Lei das Grandes Opções do Plano. O debate destas iniciativas, está sujeito a um processo legislativo especial.

O governo tentou apresentar um OE simpático, nas actuais circunstâncias, para um ano com três eleições, incluindo as legislativas. O primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates, descreveu o Orçamento do Estado para 2009, como um meio para ajudar as empresas e as famílias, a enfrentar e resistir aos efeitos da crise financeira.

O Presidente da República, parece pouco convicto quanto à eficácia do Orçamento do Estado, para fazer frente à crise financeira que se vive actualmente. Cavaco Silva, advoga que o crédito deve chegar às famílias e empresas e mostra-se preocupado com o futuro, principalmente com a possibilidade de crescimento da taxa de desemprego. Esta preocupação deve-se ao facto de que não é credível a previsão da taxa de desemprego de 7,6 por cento, a menos que haja um recuo da produtividade. É bom lembrar que José Sócrates dizia, quando era deputado, que 6 por cento de taxa de desemprego, era uma situação de alarme social. O que dirá ele agora, quando o desemprego pode ser infelizmente bastante superior e tem tendência para se agravar?

Um Orçamento do Estado que deverá ser um instrumento de gestão, é para o Governo Socialista, um documento de malabarismo estatístico. José Sócrates anunciou pomposamente uma redução para metade da taxa de IRC nos primeiros 12.500 euros de matéria colectável para as empresas e o Ministério das Finanças, mais tarde, explicou que a medida beneficiaria até 80% das empresas, contudo, os números não passam de um malabarismo estatístico.

É conveniente não esquecer que para pagar IRC é necessário obter lucro, e segundo dados de 2006, do próprio Ministério das Finanças, apenas 36% das empresas registaram lucros suficientes para pagar IRC. Em plena crise financeira é pouco provável que os resultados das empresas melhorem. As 302 mil empresas que iriam beneficiar na íntegra desta redução do IRC, nascem de uma fórmula criativa do Governo: em 2007, cerca de 100 mil obtiveram lucros até 12.500 euros; a estas somam-se, sabe-se lá porquê, 201 mil que tiveram lucro zero ou prejuízos. Como facilmente se verifica, os beneficiários desta medida, serão provavelmente, bastante menos, qualquer coisa como 50 a 70 mil empresas. É verdade que a propaganda é um mal necessário na política, mas há limites…

Outro dado que dá para pensar, é o facto do Orçamento de Estado prever que em 2009, cada português deverá entregar ao Estado 75 euros em taxas e multas, incluindo as de trânsito, pois o Governo prevê um crescimento de 28,6% destas receitas. Esta receita não fiscal, garante ao Estado 780,8 milhões de euros, no próximo ano, fazendo aumentar o esforço das famílias em Portugal.

Nas previsões do OE, enquanto que a economia quase que estagna, a receita fiscal continua a subir. É um paradoxo a subida da previsão da receita fiscal quando desce a previsão do crescimento económico. Este paradoxo quer dizer duas coisas, ou quer dizer que vem aí mais um tempo de arbitrariedade fiscal, em que o fisco quer à força ir buscar dinheiro às pequenas e médias empresas e aos portugueses com dificuldades, ou o valor da receita foi inflacionado e essa inflação contaminará todos os dados do orçamento, nomeadamente o do défice.

A avaliação do Orçamento do Estado, agora entregue para debate na Assembleia da Republica, tem de ser, em termos globais, negativa e preocupante, pois este OE representa o final de um ciclo; uma economia que não cresce, que não gera emprego nem oportunidades quando deveria ser uma proposta eficaz para ajudar as pequenas e médias empresas e as famílias com maiores dificuldades.  

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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