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Edição 676

Opinião: Não hesite em dispor, Eng.º Luís Pinheiro

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Caro engenheiro
Luís Pinheiro,

Foi com alguma surpresa que assisti à sua intervenção, no período de intervenção do público da Assembleia Municipal da passada Quinta-feira. Não por ter pedido consequências para a minha pessoa, um clássico entre os apoiantes mais fervorosos do actual executivo, mas pela forma como se referiu a este jornal, apesar de ter assinado várias crónicas num pasquim partidário, nascido de uma campanha eleitoral, com o qual inclusivamente colaborou durante o período em que foi cancelado pela ERC e em que o seu director, Miguel Ângelo Pinto, exercia funções de assessoria de imprensa junto do PSD de Santo Tirso, algo ilegal à luz da lei. Entre outras irregularidades.

Contudo, não me cabe a mim fazer a defesa d’O Notícias da Trofa. Existem pessoas devidamente credenciadas para o efeito. A mim cabe-me apenas a tarefa de responder pelos meus artigos, que, ao contrário daquilo que acontecia, vezes sem conta, no jornal partidário com o qual o senhor colaborava, não são encomendados ou escritos por pessoas que usam testas-de-ferro para o efeito. É por esse motivo que tanto posso criticar como elogiar o executivo. Que posso criticar quem o antecedeu, apesar de há anos não estar em funções. No fundo, caro engenheiro Luís Pinheiro, posso escrever o que bem me apetecer, porque não estou condicionado pela cartilha partidária que condicionou o defunto Correio da Trofa.

Depois de enunciar algumas passagens do meu texto, que considerou ofensivas para a honra e dignidade dos autarcas trofenses, o caríssimo Luís Pinheiro questionou-se sobre se esse artigo não estaria guardado há uns anos e se referia ao anterior executivo. Portanto, e repare bem na ironia, as palavras do meu artigo são, no seu entender, uma ofensa à dignidade e honra dos autarcas trofenses, mas já podem ser usadas para classificar os autarcas que o antecederam. Não é lá muito coerente da sua parte, não acha, senhor engenheiro?

Contudo, notei que não deu igual relevância a outras passagens, nomeadamente aquelas que dizem respeito às dezenas de milhares de euros em ajustes directos contratualizados entre este executivo e as várias pessoas que trabalharam para a coligação e para o Correio da Trofa, ou ao épico caso de despesismo e eleitoralismo que no ano passado teve lugar na Quinta da Malafaia, e que este ano, para comprovar o carácter despesista e eleitoralista, não se repetiu. Será que não lhes fez referência por saber que nada mais reflectem do que a verdade? Fica a dúvida.

Não obstante, teria todo o gosto em sentar-me com o senhor, caro engenheiro Luís Pinheiro, para, num local, dia e hora à sua escolha, lhe demonstrar, factualmente, a veracidade de cada uma das acusações presentes no meu texto. Como aliás já tive oportunidade de lhe expressar por mensagem escrita, através da rede social Facebook. Isto se estiver disposto e preparado para encarar a realidade dos factos, claro está. J

Aproveitaria também para lhe mostrar as críticas que no passado fiz ao anterior executivo (muito saudadas por muitos daqueles que agora tecem acusações infundadas e absurdas, não raras vezes encomendadas, como bem sabe), bem como os vários elogios que já fiz a este executivo, apesar do negacionismo desonesto demonstrado pelo autarca Sérgio Humberto na resposta que lhe deu. Como estou convencido da sua independência, e de que não alinha com encomendas ou similares, acredito piamente que pretenderá ver as suas dúvidas esclarecidas. Porque contra factos, para aqueles que têm estômago para os encarar, não há argumentos.

Não hesite em dispor.

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Memórias e Histórias da Trofa: Os últimos momentos de Heliodoro Salgado

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A vida de Heliodoro Salgado era vivida a um ritmo alucinante, escrevia, discursava e viajava por todo o Portugal vivendo em exclusivo para alimentar o seu trabalho político. Um trabalho desgastante, muito intenso a nível psicológico que iria causar graves transtornos na sua saúde.

O dinheiro era curto, nunca teve uma fonte de dinheiro fixa, vivia dos seus escritos quando era pago e pelo menos no Porto conseguiu dar algumas aulas. A sua alimentação era fraca por não ter dinheiro e contribuiu para o agravamento da sua saúde, alimentando-se apenas de duas maças ou outras peças de fruta durante o dia. Deu a sua vida pela causa republicana, da igualdade de servir o mais pobre e mais desfavorecido.

Fernando Rosas e Fernando Rollo destacam na obra, História da Primeira República Portuguesa, que Heliodoro Salgado teve uma ligação bastante próxima com o movimento operário e organizado com os trabalhadores.
Morte prematura, com quarenta e poucos anos e devido ao seu fervor anticlerical, muitos apontam para uma possível morte motivada por uma conspiração clerical que pretendia eliminar um dos seus maiores opositores.

A sua morte foi uma enorme surpresa, sofreu um ataque de raquitismo que lhe fez perder mobilidade, contudo não impediu que trabalhasse da mesma forma intensa que o tinha feito ao longo da sua vida. As dores eram imensas, mas no último dia de vida teria saído três vezes de casa.

Existem relatos que apontam para o seu estado de saúde aparentemente não apontava receios e inclusive tinha mesmo melhorado na quinta feira anterior à sua morte e nesse mesmo dia tinha inclusive saído para dar um pequeno passeio regressando a casa aparentemente bem-disposto.

Contudo passou a noite agitado e a dona da casa onde estava hospedado foi às seis horas da manhã a perguntar se precisava de alguma coisa ao que ele terá respondido que não e a senhora ao ver que aparentemente ele estava com bom aspeto ter-se-á retirado e quando voltou meia hora depois ele tinha falecido. Os boatos apontavam a razão da morte para uma angina de peito.

Vivendo num quarto na Rua dos Mouros nº312, não acumulou fortuna ao longo da sua vida, tendo uma vida bastante modesta, viveu muito pobre às vezes encontrando-se numa situação de extrema penúria, contudo nunca recusou fazer trabalho gratuito quando lhe era pedido em nome da causa que defendia.

No periódico “O Mundo”, afirmava-se que um homem como Heliodoro era raro, passou uma vida inteira a defender a causa dos pobres, dos oprimidos, os miseráveis – se um ato egoísmo sem uma exibição de vaidade, infinitamente bom, incomparavelmente justo.

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O seu funeral estava previsto acontecer dois dias depois da sua morte, pelo meio dia, ficando em câmara ardente o seu corpo no Centro Democrático Eleitoral. Antes do seu caixão ser soldado, foram-lhe colocadas as insígnias da Maçonaria por parte do diretor do periódico “O Mundo”, António Pereira, também ele maçon.

Transladado do local da sua morte a Rua dos Mouros, momentos antes o seu corpo estava deitado na cama, todo vestido de negro com as insígnias da Maçonaria sobre o seu corpo.

Assim foram os últimos momentos de vida do maior vulto da história política natural da Trofa.

José Pedro Reis

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Trofenses no pódio do Troféu Urban Race

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Daniel Santos, da Ruprec Team, sagrou-se vencedor, em elites, do Troféu Urban Race, ao vencer a última prova pontuável, as 3 Horas de BTT de Vila Nova de Famalicão, no sábado, 15 de setembro.

Este nem era um objetivo da época, “mas foi-se tornando” à medida que o corredor ia somando boas prestações durante as seis provas do Troféu. “Dedico esta vitória a todos os patrocinadores da equipa e amigos”, referiu o ciclista de Alvarelhos.

Em duplas femininas, a vitória sorriu à equipa trofense Feitos Pro Monte/Only Bikes, composta por Juliana Santos e Ana Rocha. Em 2.º lugar ficou a dupla Célia Costa/Maria Monteiro, da Bottagaz Dacar Team.
Domingos Ferreira, da Ruprec Team, fez parte da equipa dupla masculina, que ficou em 2.º lugar no Troféu nesta categoria.

Em 3.º lugar nas triplas masculinas ficou a equipa Feitos Pro Monte/Only Bikes/Papelix/Semogue, composta por Nuno Ferreira, Joaquim Soares e Teresa Arantes. 

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