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Foram muitos os que na passada segunda-feira sopraram as oito velas do Centro Comunitário da Trofa (CCT) e ASAS – Associação de Solidariedade e Acção Social da Trofa. Numa noite fria a sala encheu-se de calor humano dos utentes, familiares e amigos do centro para festejar os oito anos ao serviço da comunidade trofense.

A sala decorada com vários peluches de diferentes tamanhos da mascote “Asinhas”, recebeu as actuações dos utentes e os convidados especiais, os Meninos Cantores do Município da Trofa que também animaram a festa.

Por ordem de actuação, o espectáculo começou com as sombras chinesas com as quais contaram a história do nascimento do CCT em sombras chinesas, seguiram-se as músicas com um “cheirinho” a Natal cantadas pelos Meninos Cantores do Município da Trofa. Os utentes dos espaços Saberes C(OM) Sentidos e ABC Criativo soltaram algumas gargalhadas aos presentes com um momento de teatro. Para terminar o leque de actuações o Grupo de Cantares Saberes C(OM) Sentidos, com os mais velhos mostraram os seus dotes vocais.

Dos miúdos aos graúdos, todos deram asas à imaginação e subiram ao palco e mostraram as suas capacidades como comediantes, actores, músicos e cantores.

Ester Azevedo, a contar quase 80 anos, é uma das utentes do Centro Comunitário da ASAS há pelo menos quatro anos e é com as actividades que desenvolve todas as semanas que se sente “feliz”. “Desde que ando aqui faço ginástica e piscina duas vezes por semana, também canto e faço teatro. Aqui sinto-me bem, porque com estas oportunidades fico feliz”, confidenciou.

Com mais um ano do que o Centro Comunitário, Beatriz Rodrigues, também é uma das utentes assíduas de todas as actividades do espaço. Pratica desporto, dança e música, mas o que mais gosta é “o desporto”, onde faz “muitos amigos”.

Mais do que amigos, no CCT todos são “uma família” e a adesão às actividades é “crescente”, de acordo com Tânia Sampaio, Coordenadora Técnica do Centro Comunitário da Trofa – ASAS, que se mostrou satisfeita com a adesão da comunidade à comemoração do aniversário.

Entre os utentes estavam também vários convidados como José Pinto, presidente da ASAS, Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, José Magalhães Moreira, vice-presidente e vereador do pelouro da Acção Social da autarquia e Natália Soares da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado.

Satisfeita com a actuação do Centro Comunitário no concelho, Joana Lima, evidenciou o “excelente trabalho no apoio às famílias carenciadas”. E porque em dia de aniversário a tradição manda pedir um desejo, Joana Lima pediu a continuidade do trabalho desenvolvido pela ASAS e pelo Centro Comunitário. “A ASAS tem desenvolvido um excelente trabalho no apoio social à população trofense e espero que a autarquia possa continuar a contar com a colaboração desta e de outras instituições, porque só um trabalho responsável e conjunto entre Câmara e Associações pode ajudar a suprir as carências dos nossos trofenses”, concluiu.

Trabalhamos para as famílias e comunidade”

Com uma média mensal de 150 utilizadores, o Centro Comunitário da Trofa – ASAS faz “um balanço positivo dos últimos anos”.

Coordenadora Técnica do Centro Comunitário da Trofa há três anos, Teresa Sampaio valoriza o trabalho realizado no centro em prol das famílias e da comunidade trofense: “Trabalhamos com toda a comunidade. Com os idosos temos vários ateliers e actividades, formamos um grupo de cantares e um grupo de teatro, eles fazem piscina, e esperamos durante o ano 2010 conseguir gravar um CD com as músicas dos idosos. Criamos também um atelier de alfabetização, os ateliers de ocupação para crianças, o espaço ABC Criativo, onde vamos buscá-los à escola e até às 19 horas ocupam os seus tempos livres, trabalhamos também ao nível do acompanhamento das famílias mais desfavorecidas e neste momento temos cerca de 300 processos”.

Motivo de orgulho no Centro Comunitário é também o processo “(Re)Inserir na Trofa”, financiado pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência. “Neste momento temos a casa cheia diariamente. As pessoas vão aderindo às nossas iniciativas, como por exemplo, na área da toxicodependência que é uma área mais complicada, onde não há tanta adesão, mas temos conseguido fidelizar as pessoas e temos feito um trabalho bastante positivo”, garantiu Tânia Sampaio.