Quatro meses é o período previsto para as obras no Parque das Azenhas, que começaram na semana passada.

 Construir uma nova paisagem, equilibrada e potenciadora da biodiversidade, estabelecendo um contacto muito direto da população com o rio. Esta é a base que sustenta o projeto do Parque das Azenhas, cuja intervenção já está no terreno desde a semana passada e que tem um custo de mais de 2,1 milhões de euros.

Com vista a “melhorar o aspeto visual da paisagem”, uma das primeiras ações passou por fazer a “desmatação das margens ribeirinhas, incluindo a intervenção no próprio leito, bem como numa faixa de dez metros paralela à margem do rio/ribeira, abarcando os taludes marginais e as praias fluviais e integrando igualmente a retirada de resíduos dispersos presentes na área de intervenção”, informou a autarquia.

Com a “imagem limpa” está “salvaguardada a saúde pública” e aberto o caminho para a “preparação do terreno para a consolidação da galeria ripícola e execução do percurso pedonal e ciclável, procurando em simultâneo, a melhoria das condições de circulação da água”.

“Foi ainda desenvolvida a ação de controlo e erradicação de espécies alóctones invasoras, que teve como principal objetivo a diminuição de impactos negativos ao nível da economia de recursos e na saúde pública, no fornecimento de água, na biodiversidade e sustentabilidade destas espécies invasoras”, acrescentou fonte autárquica.

O Parque das Azenhas abrange mais de quatro quilómetros de percurso ribeirinho, envolvendo mais de cem hectares de uma área que, segundo a mesma fonte, “apresenta-se muito rica em património, sobretudo pelo conjunto de azenhas existentes nas margens do Ave”.

A empreitada, que deverá estar concluída dentro de quatro meses, prevê a construção de um percurso pedonal e ciclável na margem esquerda do Rio Ave, implementação de um Centro de Apoio à Visitação e promoção de várias atividades de animação e sensibilização ambiental.

O projeto envolve um investimento de cerca de três milhões de euros, comparticipados em 85 por centro por fundos comunitários e para Joana Lima, presidente da Câmara Municipal, “favorece a qualidade de vida da população e melhora substancialmente as condições de atratividade do município que fruto deste enorme investimento vai criar um novo polo de atração pontuado com importantes equipamentos desportivos e ambientais que vão elevar a qualidade de vida em todo o concelho, devolvendo o rio à população”.