Obras do intercetor de Covelas caducaram no fim de janeiro. Responsáveis pela empreitada têm de abrir novo procedimento para a concluir.

O atraso do Governo na emissão de uma Declaração de Utilidade Pública (DUP) em cerca de um ano terá estado na origem da caducidade do prazo da obra do intercetor de Covelas, que prevê a eliminação dos maus odores gerados pela laboração da empresa Savinor. Segundo fonte da autarquia, o coletor “já está concluído”, faltando apenas “terminar duas ligações”, que motivaram o pedido de emissão da DUP.

A Câmara Municipal da Trofa, responsável pela empreitada, reuniu com a Águas do Noroeste, que elaborou o projeto, e com a empresa para descortinar uma solução para este problema. Ao ver terminado o prazo da obra, no fim do mês de janeiro, a autarquia terá que “abrir um novo procedimento para a concluir”, assegurou Joana Lima, presidente da Câmara Municipal. 

Recorde-se que as obras para a construção do intercetor de Covelas começaram a 13 de abril de 2011. A empresa municipal Trofáguas, em parceria com a Savinor, estava responsável por instalar esta infraestrutura numa extensão de 7,5 quilómetros, entre a ponte sobre o rio Trofa na EN 14 e a área envolvente à empresa que trata de subprodutos animais. A obra foi avaliada em 393 mil euros, financiada pela Savinor em cerca de 80 por cento.

De acordo com o departamento de comunicação da empresa, “é de todo o interesse que o mesmo seja cumprido com a maior brevidade”, salvaguardando que “todas as obrigações da parte da Savinor têm vindo a ser escrupulosamente cumpridas, quer nos prazos previstos, quer ao nível do teor do contrato”. “No sentido de acelerar o processo irão decorrer brevemente duas reuniões técnicas de forma a desbloquear a situação. A Savinor está em crer que este processo será resolvido brevemente uma vez que este intercetor irá beneficiar a população de S. Romão do Coronado e de Covelas, tendo a empresa mantido contacto com alguns representantes da comunidade local e sabendo que é um projeto com grande valor para toda a população. 

No início da obra, Luís Rebelo, presidente da Trofáguas, afirmava que a empreitada iria “permitir o restabelecimento do tão desejado equilíbrio ambiental no concelho, em particular nas freguesias de S. Romão do Coronado e Covelas”.

PCP Trofa questionou executivo sobre intercetor

A comissão concelhia do Partido Comunista Português está atento ao desenvolvimento da obra. Na última Assembleia Municipal, o comunista Paulo Queirós questionou a presidente da Câmara acerca do intercetor.

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