Carlos Martins está há um ano, como independente, a liderar os destinos da freguesia do Muro. Em entrevista ao NT, o autarca afirmou que a obra na zona envolvente à capela de S. Pantaleão, uma das mais importantes do mandato, está prestes a arrancar.

O Notícias da Trofa (NT): Qual é o balanço que faz do primeiro ano de mandato?

Carlos Martins (CM): Muito positivo. Estamos a realizar tudo aquilo que tínhamos proposto. Vamos arrancar com a obra de requalificação da zona envolven-te à capela de S. Pantaleão, que já está adjudicada e entregue para começar no próximo mês. Tem prazo de execução de 150 dias e tem que ficar pronta no dia 30 de abril.
Na próxima semana, também arranca a empreitada no entroncamento da Estrada Nacional 14 com a Avenida de S. Gens. É uma obra da Junta de Freguesia no valor de 35 mil euros, compar-ticipada pela Câmara Municipal em 20 mil euros e cinco mil pela empresa que gere o posto de combustível junto à estrada nacional. O restante está imputado à Junta.
Embora tendo sido realizada pela autarquia municipal, destaco a repavimentação da Estrada Nacional 318, na zona da Carriça, uma grande obra na nossa freguesia, com um custo de 200 mil euros. A Junta desembolsará cerca de sete mil euros para os passeios.
Temos repavimentado algumas ruas e apostado em ativi-dades culturais e vamos publicar um boletim com as atividades da Junta de Freguesia. O mandato está a correr melhor do que estávamos à espera, dada a conjuntura da autarquia e do país: Com menos dinheiro temos conseguido realizar mais coisas do que quando tínhamos mais verbas.

NT: Então não tem encontrado dificuldades na gestão autárquica?

CM: As dificuldades existem sempre, devido às restrições financeiras. Aumentaram algumas despesas, como a eletricidade e o IVA, e diminuíram as receitas. Perdemos mais de 30 por cento do valor que conseguíamos angariar antigamente.

NT: Quais são os projetos para os próximos três anos de mandato?

CM: Vamos continuar as atividades culturais. Em termos de obra, vamos executar o alargamento do cemitério para se iniciar entretanto, um ou dois parques infantis, continuar a requalificação das ruas e fazer com que todas as vias da freguesia fiquem pavimentadas.

NT: E a luta pela chegada do metro vai continuar?

CM: Vamos continuar com a reivindicação, porque estamos a ver que, de facto, o metro morreu. Vimos pela união dos parques da cidade e pelas verbas do QREN 2014-2020, em que a obra não está contemplada . O metro não é um parque, é uma infraestrutura que vai trazer retorno económico para a empresa que o concessiona e para o concelho. A freguesia do Muro é pequena, mas vai continuar a bater o pé, cada vez mais e eu não tenho qualquer problema em relação aos partidos, como sou independente é mais fácil lutar.