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Edição 774

Obra de 2 milhões vai transformar centro urbano de Alvarelhos

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A Assembleia Municipal da Trofa autorizou a repartição de encargos em mais do que um ano económico do procedimento relativo à empreitada de requalificação do espaço público do centro urbano de Alvarelhos.
A proposta, apreciada na reunião de 30 de setembro, foi aplaudida pelo presidente da Junta de Freguesia de Alvarelhos e Guidões, Lino Maia, que reiterou “a urgência” de avançar com aquela obra.
O presidente da Câmara Municipal, Sérgio Humberto, explicou que o investimento resulta do pedido de empréstimo feito pela autarquia “o ano passado”, com a intenção de conseguir aceder a fundos comunitários colocados em “overbooking”. Nesta modalidade, o Município da Trofa, garantiu Sérgio Humberto, está já habilitado “a ir buscar dez milhões de euros”.
Sobre a empreitada em Alvarelhos, o autarca sublinhou que se trata de uma intervenção de “dois milhões de euros”, que, mais tarde, será complementada com “a criação de acessos pedonais” à Junta de Freguesia, Centro de Saúde e futuro lar residencial da Santa Casa da Misericórdia. “Vamos transformar o centro de Alvarelhos num espaço digno”, sublinhou.

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Edição 774

Memórias e Histórias da Trofa: Crises de Identidade

Relativamente à falta de desenvolvimento de identidade, não é apenas no assunto dos santeiros que isso se verifica, poderíamos falar da questão do património industrial que se limita à valorização da antiga fábrica das rações em edifício municipal e também a colocação da máquina do “Sampaio” na alameda.

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Um dos elementos que nos define como comunidade é a nossa identidade que se interliga com a nossa cultura, sendo imperioso o seu desenvolvimento para a consolidação do nosso crescimento e sobretudo da nossa sociedade.
Assumo que durante dezenas de anos a nossa identidade era um elemento forte, alicerçado no bairrismo que tantas lutas venceu, desde, por exemplo, a criação do código postal da Trofa (possivelmente o primeiro grande momento que contribuiu para a nossa emancipação relativamente a Santo Tirso), a evolução a vila, cidade, e fundamentalmente, a concelho.
Somos senhores do nosso destino desde há mais de duas épocas, os elementos exteriores à nossa identidade tentam ainda vender o célebre discurso: “… a Trofa é uma rotunda”, todavia, é facilmente percetível que esse tipo de discurso é apenas e somente dores passadas ainda mal resolvidas.
O caminho percorrido para ultrapassar esse tipo de situações e inverter esse cenário tem tido alguns avanços positivos, concretamente a valorização da arte santeira, o esforço de valorizar o legado dos caminhos de ferro, como também, timidamente, e de forma praticamente despercebida o nosso histórico industrial.
Ouvir alguns dos agentes políticos locais a falarem de cultura e políticas culturais é extremamente penoso, até porque, o discurso é sempre o mesmo, a valorização é sempre a mesma, mas… e o resto? Que me interessa elogiar a minha esposa todos os dias se não faço depois mais nada além disso? É necessário sempre mais e mais e apenas afirmar que os Santeiros do Coronado fizeram a imagem de Nossa Senhora de Fátima, repetindo isto até à exaustão e nada mais fazer é apenas e só se me permitem o abuso para aborrecer.
Se existe uma valorização com este pilar da nossa cultura/identidade, porque não passar ao passo seguinte e definir um plano forte, que seja possível de executar e, sobretudo, que valorize investimentos já efetuados. Até, fundamentalmente, fundamentar esses referidos investimentos, porque senão não passará de desperdício de verbas públicas.
Relativamente à falta de desenvolvimento de identidade, não é apenas no assunto dos santeiros que isso se verifica, poderíamos falar da questão do património industrial que se limita à valorização da antiga fábrica das rações em edifício municipal e também a colocação da máquina do “Sampaio” na alameda.
Atendendo ao parágrafo anterior, até pode ser falácia da minha parte, mas, muitas pequenas coisas podem fazer a diferença. Sobretudo, se atendermos à não existência de uma agenda contínua e apenas meros atos isolados de valorização do património que surgem pontualmente e por vezes deslocadas de contexto.
Concluindo, as grandes caminhadas começam com pequenos passos, contudo, não são impossíveis de concretizar e a soma das pequenas ações seguramente que irá permitir um grande resultado, minimizando por momentos o esforço inicial.
Não nos devemos envergonhar do nosso passado como território industrial, devendo valorizar o nosso património e os elementos ligados a essa área, como também devemos tentar eliminar os mitos “urbanos” da história que em nada nos engradece e apenas faz com que vivamos numa mentira.
Recentemente comemoramos o 92.º aniversário da instituição desportiva da cidade, quando a mesma já existe desde 1928… como este, muitos outros exemplos poderiam ser dados…

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Edição 774

Homenagem a comandante João Silva marca aniversário dos Bombeiros

Lavado em lágrimas, João Silva demonstrou, com elevada emoção, que não esperava tamanha surpresa na sessão solene comemorativa do 46.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa.

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Lavado em lágrimas, João Silva demonstrou, com elevada emoção, que não esperava tamanha surpresa na sessão solene comemorativa do 46.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa.

O comandante do quadro de honra foi agraciado com o crachá de ouro da Liga dos Bombeiros, numa homenagem que, para o próprio João Silva, prova que “a justiça tarda, mas não falha”. “Não contava com esta homenagem”, confessou ao NT, ainda com os olhos brilhantes, a mostrar “gratidão à direção e aos elementos de comando” por considerarem que era “digno desta condecoração”. “Eles sabem com quem lidam e, afinal, eu ainda estou aqui para as curvas. Mas não é fácil, estou ligado à corporação de bombeiros há 45 anos. Fui o primeiro motorista do primeiro corpo de bombeiros da Trofa. Esta é a minha segunda casa”, confessou.
A atribuição do crachá de ouro a João Silva foi o momento alto da sessão solene, mas houve outros igualmente simbólicos. Luís Elias, presidente da direção da Associação Humanitária, reiterou a “justiça” da homenagem ao comandante do quadro de honra, mas também sublinhou o crachá de cidadania e mérito atribuído ao presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, “por aquilo que tem sido a colaboração com a Associação, excedendo as suas obrigações como autarca”.
Foram ainda, como é tradição, entregues distinções aos bombeiros voluntários com cinco, dez, 20, 25 e 30 anos de serviço à corporação.
E nesta distribuição de “presentes”, juntou-se outra com quatro rodas. Com fundos próprios, a Associação Humanitária adquiriu um veículo tanque tático urbano (VTTU) que, segundo o comandante João Pedro Goulart será importante para “colmatar alguma falha que poderá ser mais significativa no futuro, no que concerne às questões de seca”.
Quanto ao recurso a fundos próprios e não ao mecenato como tem sido hábito na Associação Humanitária, Luís Elias explicou que foi “decisão” da direção não sobrecarregar particulares, nem empresas, durante o período pandémico. No entanto, já avisou que irá voltar ao figurino tradicional e, no próximo ano, “pedir ajuda aos beneméritos para a aquisição de três viaturas de transporte de doentes não urgentes”.
Na senda dos pedidos de presentes, Luís Elias deu o toque à Câmara Municipal para um apoio suplementar no próximo ano, que ficará marcado pelo elevado investimento no edifício da creche. “O orçamento do próximo ano vai passar os dois milhões de euros e o Estado comparticipa muito pouco, nomeadamente no socorro e extinção de incêndios, o que nos obriga a fazer um grande esforço para equilibrar as finanças desta casa”, explicou.
Durante a sessão solene foi ainda anunciado pelo presidente da Associação Humanitária que está já “para assinatura” na Câmara Municipal o protocolo para a criação de uma terceira Equipa de Intervenção Permanente (EIP). Trata-se de uma equipa composta por cinco bombeiros que se vinculam profissionalmente à instituição, para garantir o socorro num turno laboral. “A intenção é que esta nova EIP funcione em horário noturno, para que a primeira intervenção seja sempre assegurada por profissionais”, referiu Luís Elias.
A ideia é “diminuir o esforço dos voluntários nas horas noturnas e fins de semana” e não suprimi-los. “O voluntariado é fundamental”.
Ideia repetida pelo comandante João Pedro Goulart, que justifica a urgência da constituição de mais uma EIP com a necessidade de haver “disponibilidade imediata”. “Hoje, o socorro tem de ser rápido e eficiente na primeira intervenção. Ter uma EIP garante-nos esse estado de prontidão, que precisará sempre de ser complementado com o reforço de equipas voluntárias. Precisamos de avançar para uma terceira EIP e atrevo-me a dizer que vamos precisar de uma quarta, porque temos de assegurar as 24 horas por dia, os sete dias da semana, sem esquecer de cumprir as determinações legais do regime laboral”.
A esta boa notícia, o comandante acena também com a jovialidade do corpo de bombeiros, que em dia de aniversário se apresentou com um grupo de novos estagiários. A crise do voluntariado “não se vai sentindo, no momento”, na corporação da Trofa, também graças à campanha de recrutamento, que contou com o apoio precioso das escolas, que “abriram as portas e deixaram que os bombeiros transmitissem a mensagem aos jovens”, sublinhou João Pedro Goulart.

Apoio do PRR para alargar capacidade da creche
A Associação Humanitária conseguiu um apoio de cerca de 500 mil euros do Plano de Recuperação e Resiliência para fazer obras de remodelação na creche situada em S. Martinho de Bougado. Os fundos do PRR cobrem “93 por cento” do valor estipulado para a obra, pensada para “alargar a capacidade de 40 para 80 vagas”.
“Estamos a lançar o concurso e preocupa-nos os preços dos materiais que, pelas nossas estimativas, poderão aumentar muito o valor da empreitada, mas estamos a fazer um esforço para começar os trabalhos entre meados de outubro e novembro”, anunciou Luís Elias.

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