Fomos recentemente questionados do motivo porque voltamos a escrever para a Comunicação Social. Resposta simples. Temos apenas como objectivo "levar" o leitor a reflectir sobre alguns temas e assim contribuir para um melhor conhecimento. Muito embora possam parecer numa primeira análise irrelevantes, podem, na nossa opinião, contribuir para um melhor conhecimento da actual realidade onde vivemos, tentando assim, que não se venda "gato por lebre".  

Hoje optamos por escrever sobre um tema muito caro para todos: o TRABALHO.

Durante milhares de anos, a maior parte do trabalho foi feito pelos escravos, sendo toda a mão-de-obra realizada por eles. Assim foram construídas as pirâmides do Egipto, exploradas as minas de prata da Grécia, e não é exagero afirmar, foi sustentado o Império Romano. Subjugados pela violência, explorados, discriminados, pois a sua condição era sub-humana, continuando isso durante toda a Idade Média sem possibilidades de modificação. Foi apenas no século 19 que findou a escravatura em quase todo o Mundo. Contudo, a abolição foi desrespeitada em muitos lugares, só melhorando a situação no começo do século 20, quando se formaram os sindicatos e foram criadas Leis que "beneficiaram" o trabalhador. Hoje, felizmente, não se pode falar de escravos e dos seus donos, pelo menos com o mesmo sentido de outrora.  

O Homem conseguiu melhorar as condições de trabalho, com o seu próprio esforço e principalmente quando o mesmo foi feito em parceria. Muito embora existam ainda algumas irregularidades, o empregado, actualmente, tem (ou deveria ter) mais noção quanto aos seus direitos e deveres, logo tem maiores possibilidades de mudança de actividade, o que pode ajudá-lo a progredir. Naturalmente, como em tudo, "não há regra sem excepção"! Mas uma coisa é certa: Precisa que lhe dêem essa oportunidade. Tudo isto faz crer que a relação empregado – empregador tende a tornar-se cada vez mais estável, mais justa, mais humana, mais socialmente correcta. No entanto, não nos podemos esquecer de que esta desejável parceria só trará bons resultados, para ambas as partes, se por parte de ambos existir o cumprimento de algumas regras básicas, ou seja, a parceria será uma realidade e frutuosa se existir competência, disciplina, profissionalismo, autoridade, educação, rigor, honestidade e bom senso. Nesta perspectiva não temos dúvidas de que a nossa produtividade, eficácia e eficiência sairão substancialmente melhoradas, para o bem de todos.  

É óbvio que neste apontamento poderíamos falar, também, dos DESEMPREGADOS, cerca de 445.000 e na situação angustiante que vivem, quer no aspecto psicológico, quer no aspecto físico. Isto para não falar dos prometidos 150.000 novos postos de trabalho, da emigração de 145.000 portugueses! Mas ficará para uma próxima oportunidade.  

Naturalmente que as regras que foram mencionamos são básicas, dirão, mas então comecemos por aí e não nos esqueçamos de que devem aplicar-se, quer nas actividades privadas, quer nas actividades públicas e por TODOS. Terminamos dizendo:

EMPREGO SIGNIFICA TRABALHO E RESPONSABILIDADE!

                                                                                                                                                    

Alberto Maia