De entre os outros medalhados contam-se o empresário Joaquim Abreu (Medalha de Honra), o homem de cultura, José Andrade (Medalha de Mérito Cultural) e, ainda a Casa de Beneficiência Dias Machado e o Grupo Folclórico de S. Martinho do Campo (ambas com Medalhas de Mérito Municipal) 

 Eram 10h45 quando no salão nobre dos Paços do Concelho de Santo Tirso se iniciou hoje a Sessão Solene Comemorativa do "25 de Abril" organizada pela Câmara Municipal de Santo Tirso. Num primeiro momento dedicado à poesia, coube aos poetas Maria João Reynaud (que leu o poema "retrato" de Daniel Faria), Ivo Machado (com os poemas "magnificat", "deus" e "dívida em dádiva") e Aurelino Costa (com os poemas "religiogio em Singeverga" e "cântico do silêncio") a responsabilidade de encherem a sala com versos. 

Num segundo momento houve música clássica e de intervenção devidamente interpretada pelo "Projecto Gnomom" uma dupla de jovens guitarristas portuenses. 

O terceiro momento foi preenchido pela curta intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso,  Castro Fernandes, que começou por referir que "as comemorações do 25 de Abril são um momento alto no exercício do poder autárquico. Isto porque o próprio poder autárquico, na sua forma democrática em que hoje o exercemos, é resultado do 25 de Abril de 74". E adiantou: "Ninguém poderá negar que as autarquias foram, ao longo destes trinta anos, um exemplo enquanto promotores do desenvolvimento local". 

Sobre a cerimónia de evocação e homenagem que hoje era levada a efeito pela Câmara Municipal de Santo Tirso, Castro Fernandes disse tratar-se de "um dia de evocação, de memória, em que se devem homenagear todos quantos se distinguiram e distinguem na prática dos valores humanos e sociais e por isso no exercício de uma cidadania responsável e democrática". E, reconhecido, o autarca adiantou: "Cumpre-nos marcar esta data com um acto solene de reconhecimento para com aqueles que, pela sua actividade fizeram e fazem a história do nosso concelho, enriquecendo-a com a excelência das boas práticas, rompendo as fronteiras da temporalidade. Deste modo atribuindo medalhas de mérito e honra concelhia estamos a eternizar os seus nomes na memória de todos os habitantes do Concelho de Santo Tirso".  

Mais adiante Castro Fernandes referiu que "a distinção dos conventos e mosteiros instalados no nosso município é um dever incontornável. Por isso, este ano, decidimos fazê-lo publicamente nesta sessão solene. Não podemos esquecer-nos que Santo Tirso está desde a sua origem ligado aos beneditinos e ao Mosteiro de São Bento". Sobre o trabalho desempenhado pelas instituições que estavam em vias de receber medalhas de mérito municipal, o Autarca referiu que "nunca serão exagerados os elogios, quando falamos de cinco instituições que marcam social, cultural e espiritualmente o nosso município. A sua acção tem sido determinante para a manutenção de valores como a solidariedade e a coesão social, tão necessários nas regiões mais industriais e vulneráveis às regras de mercado". E concluiu: "Este é o modo mais nobre de, em nossa opinião, celebrarmos este dia inesquecível em que nos foi devolvida a liberdade e a democracia. Viva o 25 de Abril!" 

A sessão solene passou então para o seu quarto e último momento – o da entrega das seguintes medalhas: 
 

1 . MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL

GRUPO FOLCLÓRICO DE SÃO MARTINHO DO CAMPO

O Grupo Folclórico de São Martinho do Campo, fundado em 23 de Abril de 1957, na Freguesia de S. Martinho do Campo, do Concelho de Santo Tirso, é membro da Federação do Folclore Português, tendo desenvolvido ao longo dos anos um trabalho todo ele vocacionado para a procura das raízes do verdadeiro folclore da região de Entre-Douro e Minho, contribuindo dessa forma para as transmitir às gerações vindouras e dá-las a conhecer ao mundo. Com actuações de Norte a Sul de Portugal, efectuou já também digressões por Espanha, França e Bélgica. Tendo como primordial objectivo a preservação e divulgação genuína do folclore da Região de Entre-Douro e Minho, esta instituição muito tem prestigiado o Concelho de Santo Tirso no âmbito cultural, pelo que a Câmara Municipal de Santo Tirso decidiu atribuir a Medalha de Mérito Cultural ao Grupo Folclórico de São Martinho do Campo por ocasião da celebração do seu 50º Aniversário.

 

2 – MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL

Sr. JOSÉ JORGE AMARAL DE ANDRADE

José Jorge Amaral de Andrade, natural de Santo Tirso, filho de Bernardino de Andrade e de Palmira Amaral de Andrade, desde sempre esteve ligado às artes, nomeadamente ao teatro, à fotografia, à pintura e à poesia. Desempenhou um papel importante como actor nas revistas "SONHEI CONTIGO", "FOGO PRESO" e "ARCO-ÍRIS", de autores tirsenses. O teatro foi durante muitos anos a sua preocupação maior, levando-o a frequentar, à noite, a Escola de Teatro Experimental do Porto, sob a orientação de Moniz Jacinto e António Pedro. Sempre a fazer fotografia, José de Andrade conseguiu uma expressão de relevo no panorama nacional, como atestam os prémios que obteve nos concursos fotográficos a que concorreu. Faz também Fotopintura (e são muito poucos os que em Portugal a fazem) que é uma associação das técnicas de pintura e de fotografia cujo impacto final resulta, necessariamente, dum possível "casamento" harmonioso. Faz ainda poesia (já obteve vários prémios). Foi elemento fundador do Ginásio Clube de Santo Tirso e do Grupo Fotográfico Efepontosete. A sua actividade em muito tem prestigiado o Concelho de Santo Tirso, sendo assim merecedor do apreço desta Câmara Municipal com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural. 

3 – MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL

CASA DE BENEFICIÊNCIA DIAS MACHADO – (S. MARTINHO DO CAMPO)

Em 28 de Fevereiro de 1894, na Casa de Arnozela, começou-se a leccionar as primeiras aulas para as crianças pobres de S. Martinho do Campo e S. Salvador do Campo, tendo como grandes impulsionadores os Srs. João Evangelista Machado da Cunha Faria e Almeida, que pertencia à Casa de Arnozela e Manoel Dias Machado, um homem de negócios regressado do Brasil. A partir daqui fundaram a Irmandade e Misericórdia de Santa Maria, datando a redacção definitiva e aprovação dos seus estatutos de 20 de Fevereiro de 1899. A intenção destes dois fundadores era dotar as freguesias de S. Martinho e S. Salvador do Campo de escolas de ensino gratuito, de ambos os sexos, para as crianças pobres e desprotegidas daquelas localidades do concelho de Santo Tirso, de lhes fornecer uma refeição diária e, se possível, livros, artigos escolares e vestuário. O ponto de viragem na história centenária da Casa de Beneficiência Dias Machado dá-se no princípio da década de 80, quando o empresário José Machado de Almeida surge como o grande impulsionador desta Instituição, devolvendo-lhe as condições necessárias para repor a importância que teve na freguesia, no concelho e mesmo na região. Enquanto José Machado de Almeida financiava as obras de restauro do edifício e o espaço envolvente, o Presidente da Direcção, seu filho Alfredo Almeida dedicava-se a normalizar e a estruturar as vertentes financeira e administrativa da Casa, ficando a área pedagógica entregue à Superiora da Comunidade das Irmãs e Coordenadora da Instituição. A 20 de Dezembro de 1986, a freguesia de S. Martinho do Campo desperta em festa. Inaugurava-se com pompa e circunstância o novo edifício, após as obras de restauro e a construção dos novos espaços. 

4 – MEDALHA DE MÉRITO MUNICIPAL

MOSTEIRO DE S. JOSÉ – CLARISSAS ADORADORAS (VILA DAS AVES)

O Mosteiro de S. José – Clarissas Adoradoras, situa-se na Rua de Santa Clara, 318, em Vila das Aves, Concelho de Santo Tirso. A sua fundação obedeceu ao pedido instante de alguns sacerdotes Franciscanos que desejavam ver em Portugal restaurada a II Ordem Franciscana ou Ordem de Santa Clara. Foi no dia 17 de Junho de 1955 que, vinda de Menorca – Baleares –  a  Madre Clara, com mais três Irmãs (uma das quais vive ainda no Mosteiro e uma outra em Barcelona) fundou a comunidade das irmãs Clarissas de Vila das Aves. O edifício fora pertença das Irmãs Visitandinas que se deslocaram para Coimbra até regressarem novamente a Vila das Aves, agora no Longal. O Mosteiro foi dinamizador da Federação das Clarissas em Portugal, da qual foi primeira Presidente a Madre Clara. Era este mosteiro a Sede Federal e ao mesmo tempo o Noviciado Comum. De carisma contemplativo, a presença das irmãs clarissas é, essencialmente, voltado para a vida espiritual e nessa dimensão acolhem sobretudo as pessoas que acodem a pedir apoio. No entanto, dada a impossível separação da dimensão corpórea e espiritual do ser humano, a vertente material e psicológica é amparada sempre que possível a todos os que chegam ao Mosteiro. O Mosteiro tem estado aberto a iniciativas culturais como jornadas culturais, auto orientadas ou paroquias, etc. Sem carisma especificamente voltado para determinada acção social, a comunidade das Irmãs Clarissas, tendo como modelo S. Francisco e Santa Clara, procura acolher, dentro das possibilidades, em espírito evangélico, os que acodem ao Mosteiro.

 
 

5 – MEDALHA DE MÉRITO MUNICIPAL

CONVENTO DE SÃO JOSÉ – SANTO TIRSO

O Convento de São José, na quinta da Bela, pertence à paróquia de Fontiscos, freguesia de Santo Tirso. Trata-se de um edifício novecentista com planta em forma quadrangular. Para além do claustro, existe a capela, um lago artificial na zona central, sendo o edifício constituído por três pisos. Quando, em 1957, a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição adquiriu a quinta da Bela, fê-lo com a intenção de aí construir o Convento de São José que se dedicaria, sobretudo, ao Noviciado. Até hoje, o Convento formou milhares de novas religiosas que trabalharam de Norte a Sul do País e em terras de missão. Funcionando ainda hoje como casa de formação, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição dedicam-se também ao acolhimento e apoio religioso às Irmãs com idade avançada que, terminando o seu trabalho de missão, aqui regressam para receber todo o amparo necessário. Actualmente, estão no Convento cerca de 100 Irmãs, entre missionárias e outras Irmãs. Desde a primeira hora, o Convento abriu as suas portas à comunidade, nomeadamente com a abertura de um espaço onde recebiam as crianças após o horário escolar, como apoio social às famílias desta zona mais carenciada do nosso concelho  
 
 

6 – MEDALHA DE MÉRITO MUNICIPAL

MOSTEIRO DE SANTA ESCOLÁSTICA, RORIZ

O Mosteiro de Sta. Escolástica de Roriz, das Monjas Beneditinas da Rainha dos Apóstolos foi fundado em 18 de Dezembro de 1935, por um grupo de irmãs enviadas pelo Mosteiro de Nossa Senhora de Betânea, Loppem – Bruges – na Bélgica. Este grupo estava na Bélgica a preparar-se para fazer uma fundação na Ilha da Madeira, em vista a dar resposta ao projecto pastoral do Bispo do Funchal de então: entretanto, a pedido da Abadia de S. Bento de Singeverga, que necessitava de ajuda de comunidades monásticas femininas em Angola, mudaram-se os planos e a fundação foi feita em Roriz, sem nunca se abandonar a hipótese inicial de se vir a fundar um Mosteiro na Madeira, o que hoje ainda não se concretizou. Em Roriz esta Comunidade é constituída por 22 irmãs, que, a par do essencial, que é a sua vida de Oração e Louvor, trabalham sobretudo:No Acolhimento de pessoas desejosas de se refazerem espiritualmente, proporcionando orientação espiritual, retiros, encontros pessoais ou de grupos, cursos de iniciação à Bíblia, à Oração, à Liturgia ou outros;No fabrico de bolachas, compotas, algum artesanato (terços, p. ex.);Na confecção de alfaias litúrgicas, paramentos, toalhas de altar, etc.; Em quase todas as suas actividades dão emprego a elementos da população, pois não conseguem fazer face a todo o trabalho a que se propõem e que lhes é pedido.  
 
 

7 – MEDALHA DE HONRA

Sr. JOAQUIM FERREIRA DE ABREU

O Senhor Joaquim Ferreira de Abreu nasceu no ano de 1931, na Vila das Aves, Concelho de Santo Tirso, residindo actualmente na Rua Manuel Afonso da Silva. Descendente de uma família simples, o Senhor Joaquim Ferreira de Abreu cedo começou a trabalhar para ajudar o agregado familiar. Até 1961 exerceu algumas actividades por conta de outrem, chegando a responsável por vários serviços técnicos e manutenção na área da metalomecânica e equipamentos industriais. A partir de 1961 fundou duas empresas; primeiro a Abreus, Lda. (empresa de construções metálicas), depois a Abreus & Sousa, Lda. (empresa de construção civil). Em 1972, em consequência da necessidade de materiais para a sua actividade de então, fundou a Fibrolite – Empresa de Fibrocimentos, Lda. Em 1975, fundou a Termolan – Isolamentos Térmicos Acústicos, Lda.. Esta empresa tem a tecnologia de ponta das mais avançadas do Mundo e refira-se que é pioneira e única em Portugal nos produtos que fabrica, lã de rocha, material que se destina a isolamentos termo – acústicos. Actualmente é proprietário em Vila das Aves de uma piscina, ginásio e health club, abertos ao público. É o maior accionista de todas as Empresas que fundou, mantendo-se como Presidente do Conselho de Gerência do Grupo de Empresas, empregando actualmente mais de 400 trabalhadores. Também, a par do desenvolvimento das suas empresas, não descurou o seu espírito social, contemplando Associações desta região, principalmente aquelas ligadas às Crianças e aos Jovens,  à Terceira Idade, aos Bombeiros, à Cultura, à Igreja e outras Instituições de Utilidade Pública. Actualmente é Cônsul do Zimbabwe em Portugal.A exemplaridade do seu desempenho em muito tem contribuído para o desenvolvimento no sector industrial, quer no plano local, nacional e mesmo internacional, pelo que é merecido o reconhecimento desta Câmara Municipal pelo seu prestigioso contributo, atribuindo-lhe a Medalha de Honra. 
 
 

8 – MEDALHA DE HONRA

MOSTEIRO DA VISITAÇÃO DE SANTA MARIA – VILA DAS AVES

José Maria de Almeida Garrett, descendente duma ilustre família do Porto entregou-se inteiramente a uma vida de piedade, retirando-se com a sua mãe para uma casa de campo que possuía na Vila das Aves, onde viveu durante alguns anos a vida de um verdadeiro penitente. Sendo o Senhor José Maria de Almeida Garrett um verdadeiro admirador dos escritos de S. Francisco de Sales dirigiu-se ao Mosteiro da Visitação do Porto, a pedir Irmãs para a fundação na Vila das Aves, garantindo-lhe a sua subsistência material, e prometendo legar-lhe todos os haveres que possuía nesta terra. Sendo recente a fundação do Mosteiro do Porto (agora em Braga), a Comunidade não tinha ainda Irmãs bem formadas em número suficiente para satisfazer o pedido do ilustre Fundador, mas acolheu-o com muita bondade e interesse, oferecendo-se para receber no Noviciado, algumas das jovens de que lhe falava, para se formarem e poderem ser mais tarde do número das fundadoras. De facto, entraram algumas jovens no Mosteiro no dia 29 de Agosto de 1883, permanecendo ali durante 4 anos. Entretanto, o Senhor Garrett, auxiliado pelo Reverendo Padre José Torrinha Machado, angariavam muitas esmolas por meio das quais se puderam fazer obras importantes na Casa, transformando-a num pequeno Mosteiro e chegada a hora marcada por Deus e vencidas todas as dificuldades, resolveu-se definitivamente a fundação do Mosteiro de São Miguel das Aves. No dia 2 de Outubro de 1887, primeiro domingo do mês, festa de Nossa Senhora do Rosário e dos Santos Anjos, foi o designado para a instalação definitiva das Religiosas no seu novo Mosteiro. De boa vontade partilham os seus recursos com os que são mais pobres do que elas.  

9 – MEDALHA DE HONRA

MOSTEIRO DE SINGEVERGA – RORIZ

O Mosteiro de S. Bento de Singeverga, sito na freguesia de Roriz, concelho de Santo Tirso, foi fundado em 25 de Janeiro de 1892 pelo Mosteiro de S. Martinho de Cucujães, na Casa e Quinta daquele mesmo nome, propriedade da Família Gouveia de Azevedo. E assim se pode dizer que a fundação de Singeverga, nos finais do séc. XIX, marca, com a recuperação do Mosteiro de Cucujães, o início da restauração da Ordem Beneditina em Portugal, empreendida por D. João de Santa Gertrudes Amorim, Abade daquele Mosteiro. Em 1938, o Mosteiro de S. Bento de Singeverga era agraciado pela Santa Sé com o título de Abadia, sendo nomeado seu primeiro Abade D. Plácido de Carvalho (1938-1948). As décadas de trinta, quarenta e cinquenta foram de grande desenvolvimento e irradiação, com uma acentuada afluência de vocações, a indispensável ampliação dos edifícios e a fundação doutras comunidades: as Missões do Moxico, em Angola, onde chegaram a trabalhar cerca de cinquenta monges; O Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto; o Colégio de Lamego; e a Cela de Nossa Senhora da Graça, em Lisboa. Em 1963 era nomeado Bispo do Luso (Angola) D. Francisco Esteves Dias, Prior Claustral. Entretanto, e tendo-se tornado muito pequena a primitiva Casa, construiu-se o novo Mosteiro de Singeverga, ainda incompleto, mas habitado já desde 1957, durante o abaciado de D. Gabriel de Sousa (1948-1966). Sucederam-lhe no cargo abacial D. Teodoro Monteiro (1969-1977) e D. Lourenço Moreira da Silva (1977). Actualmente é Abade D. Luís Bernardo Sacadura Botte Aranha desde 1995.

Para o monge beneditino, o Mosteiro e a Comunidade são o lugar privilegiado da experiência que eles fazem da presença activa do Espírito do Senhor Jesus na sua Igreja. A vocação monástica, segundo a Regra de S. Bento ("Ora et Labora"), implica algumas características específicas como sejam: A leitura e escuta da Palavra de Deus no silêncio, no recolhimento e na contemplação; o trabalho quotidiano, que pode ser de ordem pastoral, intelectual, artesanal, manual, agrícola, etc; o acolhimento, na hospedaria, de todos quantos vivem no mundo e procuram no Mosteiro espaços e tempo de reflexão, descanso e oração e a inserção na Igreja e na sociedade local, segundo as necessidades dos tempos e numa linha de fidelidade às exigências da vida monástica. È nesta linha de fidelidade que a Comunidade do Mosteiro de S. Bento de Singeverga procura viver o dia-a-dia. Refira-se, a propósito, o excepcional trabalho feito pela Ordem Beneditina no campo educativo ao longo de dezenas e dezenas de anos, no Mosteiro de Singeverga e na Escola Claustral, fomentando não apenas o ensino das vocações mas também o ensino básico preparatório