Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa assinalou o 13.º aniversário com lançamento do conto “O Pássaro das Cores”. A sessão contou com a atuação de alunas da Escola Passos de Dança.

“Preparem os lança-chamas de liberdade, as bombas de igualdade, as granadas da paz e os mísseis de amor”. Este é um dos lemas do conto O Pássaro das Cores, que pretende sensibilizar as crianças, os jovens e a comunidade para a necessidade de se elevarem os valores da igualdade e da liberdade na sociedade atual. O livro já se encontra à venda e tem “um custo de dez euros”.

Segundo a ilustradora Filipa Viana, “as ilustrações” surgiram “inicialmente para uma agenda” sobre a igualdade do género e como os responsáveis da delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa “gostaram do projeto, quiseram criar uma narrativa para as imagens”, que ficaram “bastante valorizadas com a escrita” do autor Bruno Marques.

O escritor mencionou que o conto “aborda a liberdade e a igualdade” com o intuito de “fazer com que estes temas sejam abordados logo desde muito cedo com os jovens”. “É um conto que também se pode aplicar aos mais adultos que muitas vezes não têm a noção desses valores. É importante falar desses valores aos mais jovens mas também aos adultos”, referiu.

Escrever para “um público mais jovem” é, segundo Bruno Marques, “complicado”, pois “é preciso saber contar a história de outra forma, escolher bem as palavras para não causar confusão e para que a mensagem que lhe chegue e passe a quem lê o livro”. “O tema é difícil, o público também é dificil mas não é nada que não se consiga com alguma inspiração, que vem sempre do momento. As ilustrações feitas pela Filipa acabaram por também ajudar a construir e a transformar em palavras as imagens e as ilustrações que tinham para o conto”, explicou.

Para a presidente da delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa, Daniela Esteves, fazia todo o sentido “perpetuar os 15 meses de trabalho” sobre a igualdade de género desenvolvida no projeto “A Outra Face”, uma vez que “não há perspetivas, por agora, de continuar a existir a possibilidade de financiamento para um projeto a este nível”.

Como o livro “não tem o financiamento do projeto para ser vendido”, a delegação da Trofa contou com “apoios externos”, uma vez que, “felizmente, há quem acredite no trabalho, quem tenha gostado da ideia e se tenha associado” ao projeto. “Há duas pessoas anónimas que apoiaram muitissimo esta obra, assim como outras empresas que já constam no livro como patrocinadores e depois falta muito pouco para conseguirmos que o custo deste livro tenha sido na totalidade suportado por apoios e patrocinios. É de facto quase na totalidade que o valor vai reverter para a cruz vermelha para continuarmos a fazer outras ações, tirando aquela que já fazemos todos os dias que é fundamental e precisa de apoio”, mencionou.

O lançamento do conto marcou o 13.º aniversário da delegação da Trofa da CVP. Há 15 meses à frente da delegação, Daniela Esteves denotou que o seu mandato foi “de mudança”, mas que “mais mudanças virão para muito breve para que depois se consiga este período de afirmação desta delegação no terreno”. Durante estes primeiros meses de mandato, o que mais marcou Daniela Esteves foi “ver pessoas com quem se relacionavam e as que tinham como pessoas com uma vida equilibrada, mediana e perceber que afinal esta ou aquela pessoa, de uma forma silenciosa, tinha muitas dificuldades encobertas por vergonha social”. “Existem muitas pessoas que recorrem à CVP, mas que muitas mais não recorrem e isso não quer dizer que não tenham mais dificuldades ainda. É sobretudo em especial por estas pessoas que estamos disponíveis para ajudar. Continuaremos sempre a trabalhar a favor dos mais desfavorecidos, na luta contra a fome e sobretudo a promover direitos iguais para todos aqueles que precisam e recorrem a esta instituição”, adiantou.