A delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa angariou 230 quilos de arroz e outros alimentos, que vão permitir suprir algumas das necessidades do refeitório social “Porta de Sabores”.

As temperaturas baixas que se fizeram sentir na noite de sábado, 7 de dezembro, não impediram que dezenas de pessoas fossem solidárias e contribuíssem com 230 quilos de arroz, 17 pacotes de massa e outros géneros alimentícios para a delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). Em troca podiam assistir a um espetáculo proporcionado por muitos artistas que se quiseram associar a esta causa.

Pelo palco do auditório do edifício sede da Junta de Freguesia de Bougado passaram o grupo de música “Os Acesos”, constituído por Fernando Jorge, Paulino Lima e Joaquim Torres, a Escola Passos de Dança e a Escola Pé de Dança. A noite ficou ainda marcada por um momento de fado protagonizado por Ercília Araújo e Joaquina Rodrigues, com Mário Lima na guitarra e Ricardo Reis na viola, declamação poesia e música com António Sousa e Ivo Machado, e música tradicional portuguesa interpretada pelo grupo “A Rapaziada”.

Numa “Noite Mágica” – foi este o epíteto da atividade – a comunidade foi convidada a “fazer magia” através do “valor de entrada” de “dois quilos de arroz”, que vão permitir “suprir necessidades que a Cruz Vermelha tem para dar resposta aos crescentes pedidos que, diariamente, são encaminhados”.

Para a presidente da delegação da Trofa da CVP, Daniela Esteves, o balanço da iniciativa “é positivo”, pois “algumas pessoas venceram o frio e colaboraram” com a instituição, permitindo a angariação de arroz e “mais alguma verba”. Daniela Esteves denotou que as pessoas se mostraram “recetivas” e prova disso foi que, “durante a semana” houve pessoas a dirigirem-se à sede para explicar que “não podiam participar, mas que queriam colaborar”. O mesmo aconteceu momentos antes do espetáculo começar: “As pessoas vieram trazer o arroz e diziam que iam para casa, porque estava muito frio ou por motivos de doença, mas quiseram participar”.

A presidente fez “um agradecimento a quem promoveu e dinamizou este evento”, o voluntário António Moreira, assim como a “todos os artistas que gentil e gratuitamente” colaboraram com a Cruz Vermelha, para que “juntos possam trabalhar e ir mais longe”.