Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho. Quem acredita nEle tem a vida eterna (Jo. 3, 16)

Só quem oferece Natal aos outros pode ter Natal para si. (Bispos de Portugal)

Queridos amigos/as e irmãos/ás do Noticias da Trofa.

No ambiente natalício que vivemos desejo estar presente na vida dos muitos, amigos e conhecidos, que de múltiplas maneiras partilham comigo a Missão em Ribaué, Nampula Moçambique.

Quero que no meio das várias cartas, cartões, SMS, mensagens, e e-mails, apareça também a minha presença como sinal da amizade e gratidão que tenho por todos/as vós.

Digo isto porque experimento no quotidiano da Missão a vossa presença: na oração, na solidariedade e na partilha de vida.

Asseguro-vos que no meio do mundo em crise, no qual estamos a maior parte, tenho-vos presente diante do “Emanuel” o Príncipe da Paz!

Comunico-vos mais um episódio da vida missionária, nesta quadre de Natal, com um abraço fraterno extensivo a todos os que mais amais.

Santo Natal 2012 cheio de Deus e novo ano 2013 com todas as graças do Emanuel.

Vosso irmão Alberto Vieira

Na necessidade de caminhar diariamente por motivos de saúde estão a surgir novas oportunidades de evangelização. Eis mais uma:

Ontem durante a caminhada matinal apareceu um cristão que descia a avenida do hospital. Dirigia-se a mim. Vinha eufórico e contente!

Parei para o ouvir, como manda a cultura e como sinal de atenção e acolhimento. Porém, ele mesmo me disse: “pode continuar a andar. Eu caminho também para não fazer perder tempo ao meu padre”.

Extravasou então o seu contentamento.

A esposa estava na “casa mãe-espera” (como aqui se chama) mesmo ao lado da maternidade, aqui, no hospital de Ribaué, esperando dar à luz uma criança. Esperava, de novo, ser mãe. Dei-lhe também a ele os parabéns com o seguinte conselho: “se nascer menino o seu nome será Teófilo”.

“Muito bem padre não esqueço: Teófilo” disse ele.

Todos sabemos que Teófilo significa amigo de Deus. E continuei: “mas se for menina será Maria”.

“Muito bem meu padre: Maria”, concluiu ele.

Depois perguntei-lhe qual era a sua comunidade pois não me estava a lembrar dele e do local onde rezava.

Respondeu-me: “Sou do bairro de Mulipiha e a minha comunidade é da Igreja União Batista”.

Aí vi que não era católico e que tinha errado ao sugerir-lhe o nome de Maria para o caso de nascer uma menina. Na verdade aqui as igrejas protestantes não têm muito apreço por Nossa Senhora. Mas o conselho já estava dado.

P. Alberto Vieira (bertovieira@gmail.com)

Missionários Combonianos

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3100 NAMPULA

Moçambique

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