Em cerimónia realizada no salão nobre dos Paços do Concelho de Santo Tirso decorreu na  sexta-feira, dia 25 de Maio, às 21h30, a escritura pública de constituição da Confraria do Jesuíta.

Marcaram presença neste acto público os seguintes 31 confrades fundadores da associação:Oito instituições/entidades: Câmara Municipal de Santo Tirso, Associação Comercial e Industrial de Santo Tirso, Irmandade e Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso, ASAS – Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso, Adega Cooperativa de Santo Tirso, Hotel Cidnay, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo e a Confeitaria Moura. 23 personalidades: Engº Eurico de Melo, Padre Celestino Ramos, Padre Carvalho Correia, Eng. Castro Fernandes, Dr. António Miranda, Dr. Edgar Botelho Moniz, Sr. Vasco Ferreira, Dra. Elizabette Lopes, Dra. Júlia  Godinho, Sr. Manuel Calem, Dr. Henrique Pinheiro Machado, Eng. Luciano Gomes, Dr. José Dias, Dr. Mário Vieira da Silva, Dr. Joaquim Martins de Almeida, Dr. Miguel Moreira Dias, Dr. Rui Ribeiro, Dr. Sérgio Moinhos, Dr. Gonçalves Afonso, Dr. Álvaro Moreira, Dr. Luís Pereira da Silva, Eng. José Alberto Cruz Vieira da Silva e o Dr. Joaquim Faria de Almeida.

 Na cerimónia usaram da palavra o engº Castro Fernandes que, para além de ter aproveitado a ocasião para lembrar que foi do Sr. Vasco Ferreira a ideia da criação da Confraria do Jesuíta, explicou também porque coube à Câmara Municipal de Santo Tirso a decisão de coordenar nesta primeira fase o processo da criação da associação. O presidente da Autarquia Tirsense não deixou de se congratular com a presença e a participação de tão nobres instituições e ilustres personalidades do concelho, lembrando que a Confraria do Jesuíta é uma associação cultural sem fins lucrativos, com sede em Santo Tirso mas de âmbito nacional, que visa defender e divulgar a gastronomia e doçaria regionais, especialmente o célebre «jesuíta» (o pastel mais célebre do concelho e um dos mais famosos do país).  JESUÍTA – UM PASTEL COM 115 ANOS DE EXISTÊNCIAAo Reverendo Padre Carvalho Correia coube a tarefa de proceder a uma pequena resenha histórica do «jesuíta», ficando nós a saber, entre outras coisas, que o pastel faz no próximo dia 28 de Junho, 115 anos de existência. Segundo este investigador, o jesuíta – assim como os restantes folhados da Pastelaria Moura – surge pelas mãos de um pasteleiro espanhol, empregado de Guilherme Ferreira de Moura, então proprietário da Pastelaria Moura.

 Embora não haja relação directa entre a chegada dos jesuítas (padres e irmãos da Companhia de Jesus que chegaram às Caldas da Saúde, em Areias, em 1932) e o nome dado aos pastéis (pois há mais de 40 anos que se comiam em Santo Tirso os pastéis jesuítas), o Padre Carvalho Correia não rejeita a possibilidade de ter sido o tal pasteleiro espanhol a dar o nome aos pastéis dado que havia trabalhado em Bilbao (norte de Espanha) como cozinheiro numa comunidade local de padres jesuítas. Seguiu-se então a assinatura da escritura pública da Confraria do Jesuíta que na prossecução dos seus fins propõe-se apoiar a elaboração de trabalhos sobre a gastronomia e doçaria regionais e, em especial do «jesuíta» (designadamente a sua história centenária e as antigas técnicas de produção), promover conferências e passeios culturais sobre a temática, organizar concursos para eleger e premiar os melhores profissionais na área, estabelecer relações com outras confrarias para promover junto delas a gastronomia local, constituir-se como Agrupamento de Produtores do Jesuíta e organizar festas, recepções, banquetes, reuniões e manifestações similares assegurando a genuinidade dos produtos e sua confecção. A Confraria vai ser constituída pelos confrades fundadores (no mínimo de 20 membros), pelos confrades efectivos e pelos confrades de honra. A confraria adoptará um logótipo que fará parte das insígnias dos confrades e do qual se fará painel a atribuir para a afixação anual no estabelecimento que a confraria considere ter mérito para o exibir. Quanto ao traje, ao símbolo dos diversos graus e às demais insígnias da Confraria serão as que vierem a constar das «usanças». Serão órgãos da Confraria a Assembleia-Geral (Grande Banquete), o Conselho Fiscal (Ecónomos) e a Direcção (Mordomos).