Plano Plurianual de Investimentos e Orçamento para 2011 no Muro foram aprovados por unanimidade, mas murenses continuam à espera que o Metro seja uma realidade. Foi criada uma comissão para intensificar a reivindicação.

A freguesia do Muro não desiste de lutar para que o Metro chegue à Trofa. A 29 de Dezembro, os murenses reuniram em Assembleia de Freguesia e Carlos Martins anunciou os avanços que têm sido feitos no sentido de pôr nos carris aquele meio de transporte.

“Foi criada uma comissão apartidária que tem dado frutos”, informou. De acordo com o autarca a comissão reuniu para definir as linhas estratégicas para esta luta, adiantando que existe uma petição onde já constam “cerca de duas mil assinaturas”. “Quando chegar ao mínimo de assinaturas pedidas por lei, este assunto vai a plenário na Assembleia da República”, explicou. Outro dos objectivos desta organização passa por “sensibilizar a população” não só do Muro, mas “pressionar a nível regional”, pois de acordo com Carlos Martins “não há muita força reivindicativa”, nem “emoção do povo”. Mas o autarca acredita: “Nós somos poucos, mas se fizermos barulho, alguma coisa há-de vir”, frisou.

Quanto ao boicote nas eleições presidenciais, Carlos Martins deixou claro que “nada está definido”. António Correia, membro do CDS, não põe “de parte” que “no dia das eleições não se vote”. “Era notícia nacional e dava a conhecer a nossa luta pelo metro”, acrescentou. Quem também está “de corpo e alma” nesta luta é Vítor Maia, membro social-democrata, que até sugeriu que pessoas conhecidas pudessem “apadrinhar a causa”. Quanto ao boicote eleitoral Vítor Maia demonstrou algumas dúvidas.

Na Assembleia foi, ainda, discutido e aprovado o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) para 2011 na freguesia e Carlos Martins começou por dizer que foram “cortadas muitas obras”: “São poucas, mas exequíveis”. Entre as empreitadas constam a pavimentação da EN 318 e construção de passeios na mesma, que, de acordo com o edil, está “orçamentado pela Câmara” no valor de “200 mil euros”, a colocação de passeios na EN 14 “desde o lugar da Serra até à PetroGomes” e terminar a requalificação do recinto junto à Capela de S. Pantaleão. O Orçamento para este ano será de 151 mil euros, mas de acordo com Carlos Martins, o “orçamento real é de 120 mil euros” e o restante valor “são subsídios da Câmara”, completou.

José Fernando, membro do PSD, comentou este plano e aconselhou o edil murense a “olhar mais para dentro da freguesia”. “As obras a propor à Câmara são as mesmas que no ano passado”, afirmou, acrescentando que “12 delas transpuseram-se para este ano”. Considerando que “houve pouca evolução na freguesia”, José Fernando mostrou-se disponível para “contribuir” para que algumas obras avancem e alertar “para aquelas que não são feitas”.

O Orçamento e PPI para 2011 foram aprovados por unanimidade. Foi também aprovado por todos os membros a delegação de competências no executivo para aceitar o protocolo estabelecido com a Câmara Municipal da Trofa.

Na sessão, Vítor Maia chamou ainda à atenção para “o número de faltas” do membro do PS Inês Neves, frisando que sendo ela “representante do partido que governa a Câmara”, é “lamentável” não estar presente nas Assembleias de Freguesia. Baldomero Talaia, presidente da Assembleia de Freguesia,  informou apenas que naquela reunião Inês Neves tinha “atingido o limite de faltas”.