A Mundos de Vida inaugurou o novo módulo escolar do 2.º ciclo, completando, assim, o projeto educativo que iniciou há seis anos, com o ensino bilingue.

A cerimónia foi simples, devido às restrições impostas pela Covid-19, mas não menos emotivas, até porque aproxima-se o fim de percurso dos primeiros alunos que estrearam o modelo da Mundos de Vida. O aluno trofense Afonso Magalhães é um dos finalistas do 6.º ano e em declarações aos jornalistas respondeu, em surdina”, que preferia aprender em inglês do que em português. E ele que ao início até “nem encaixava bem” com a língua anglo-saxónica. Hoje, é perentório na afirmação que os 30 por cento das aulas em que aprendeu as diversas disciplinas em inglês serão determinantes para o futuro. “Vai-me ajudar muito na minha vida. Se eu quiser tirar um curso melhor, o inglês vai me ajudar muito”, referiu.
Com um investimento de 750 mil euros, o novo módulo escolar foi pensado para um projeto que, em termos estruturais, está completo e cuja capacidade não irá além dos 150 alunos, apesar da elevada procura.
Manuel Araújo, presidente da Mundos de Vida, explica a decisão com a convicção de que, só assim, a instituição continuará a garantir qualidade no ensino.
“Nós seguimos o modelo de muitos países, em que o ensino primário tem a duração de seis anos e o nosso projeto foca-se exatamente na ideia de que os seis primeiros anos são fundamentais na formação de uma criança. E durante este período, o professor é o especialista na criança. Dá várias disciplinas, mas tem poucos alunos, enquanto a partir do 7.º ano de escolaridade, as disciplinas complicam-se e os professores passam a ser especialistas nas disciplinas, têm mais turmas já não têm possibilidade de conhecer tão bem as crianças”, argumentou.
Para o presidente da Mundos de Vida, o número de pedidos de inscrição, que excede “sempre” as vagas disponíveis, significa que o projeto “afirmou-se” na região, porque “acrescenta valor para as famílias”.