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Edição 461

Mulher acusa enfermeira de falta de assistência (c/video)

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Após a administração de uma dose de penicilina, Ângela Barbosa queixou-se de “dores horríveis” à enfermeira do Centro de Saúde da Trofa, a quem acusa de ter desvalorizado as suas queixas. A utente esteve internada durante 15 dias, com hematomas no corpo. Direção do Agrupamento de Centros de Saúde de Santo Tirso/Trofa afirma que a utente “não foi negligenciada”.

Ângela Barbosa dirigiu-se ao Centro de Saúde da Trofa para tomar a última das três doses de penicilina, que lhe tinham sido receitadas pelo médico de família para tratar de “uma infeção”. Entrou a caminhar normalmente e depois do injetável nunca mais conseguiu pôr o pé no chão.

Tudo aconteceu cerca das 17.30 horas do dia 23 de dezembro de 2013. Mal a enfermeira administrou uma ampola de penicilina, Ângela Barbosa queixou-se de imediato que “não estava bem”, que “sentia o pé a inchar” e que parecia que tinha “uma perna de borracha”, “não” conseguindo levantar-se nem colocar o “pé no chão”.

Pouco depois, os técnicos de saúde mostraram-se admirados pela presença da senhora, dizendo que esta “já devia ter ido embora” e que as dores passariam “dentro de 20 minutos”. A utente permaneceu no centro “mais um pouco para ver se a dor passava”, o que “não” aconteceu. Passaram 20 minutos, uma, duas horas, quando, segundo a utente, por volta das 19.50 horas a enfermeira que lhe tinha administrado a ampola lhe disse: “Ainda estás aqui deitada? Oupa, andar”. O companheiro de Ângela, Manuel Reis, chamou um táxi e foram para casa, em Santiago de Bougado.

Foi o taxista Joaquim Ribeiro que recebeu uma chamada para ir ao Centro de Saúde buscar uma senhora. Quando lá chegou, encontrou-a “numa cadeira de rodas”, “bastante dorida, a chorar, a dizer que ia morrer e que não sentia o corpo”, contou em declarações ao NT.

Quando chegou a casa, a queixosa ainda se deitou no sofá, mas não aguentando de dores chamou, por volta das “21.30 horas”, uma ambulância que a transportou para a unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar Médio Ave (CHMA). “Eu sabia que não ia passar, não ia dormir. Estava em pânico”, atirou.

Do CHMA foi de “urgência” para o Hospital de S. João, do Porto, onde a “estiveram a analisar”, reencaminhando-a novamente para Famalicão. Além da perna inchada, Ângela tinha as nádegas negras, um abcesso na nádega e os pés com marcas roxas e pretas. “A primeira vez que me viram suspeitaram que tinha sido espancada, mas eu disse que não e que tinha ficado assim desde que levei a injeção. Toda a gente viu, eu nem dava um passo sequer”, contou.

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De regresso à unidade hospitalar de Famalicão, a utente de 45 anos foi internada e aí permaneceu “até ao dia 7 de janeiro”, tendo sido “sempre medicada”.

Segundo a nota de alta do centro hospitalar, verificou-se no dia 28 de dezembro que o “pé direito” se apresentava “edemaciado, mais frio e com aspeto marmóreo”. No dia seguinte, registou um “agravamento, apresentando áreas de necrose cutânea de alguns dedos, aspeto marmóreo da planta do pé esquerdo”. Ângela apenas sabe que o que teve estava relacionado com a injeção e que se tratava de “um caso único”, tendo sido alvo de “fotografias e filmagens” para “analisarem o seu caso”.

Já no dia 12 de fevereiro, Ângela Barbosa teve uma consulta no Centro Hospitalar, onde estiveram a “ver o pé”, tendo-lhe sito dito que “estava a melhorar”. Neste momento, a utente, que se desloca com ajuda de canadianas, está medicada para “as dores” e para “ajudar o sangue a circular”. A próxima consulta está marcada para as 11.30 horas do dia 14 de maio, em Famalicão.

Utente “não foi negligenciada”

Indignados com esta situação, Manuel e Ângela apresentaram uma reclamação por escrito no dia 31 de dezembro, no Gabinete do Cidadão do Centro de Saúde da Trofa. A resposta à exposição chegou no dia 13 de fevereiro. Segundo o documento, “a doente referia dor no local do injetável” e como uma hora depois mantinha “as mesmas queixas” e o “quadro clínico foi interpretado como uma crise ansiosa” foi-lhe “administrada uma ampola IM de Diazepam”. “Duas horas depois e dado a doente parecer estar menos queixosa e menos agitada, apesar de manter dor na região glútea no local do injetável e no restante membro inferior, foi-lhe dada alta com a informação de que se não melhorasse significativamente deveria recorrer ao Serviço de Urgência”, pode ainda ler-se na exposição.

Confrontada com esta resposta, Ângela Barbosa afirma ser “mentira” que tenha sido observada ou medicada pela segunda vez, assim como ser avisada para recorrer ao Serviço de Urgência. “Ela mandou-me embora e disse que passava. Ela sabia que eu não andava mais, podia chamar a ambulância e não chamou”, sublinhou, recordando que no Hospital de S. João lhe disseram que a sua “sorte” foi “ir logo para o hospital, porque o sangue deixou de circular”.

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Em declarações ao NT/TrofaTv, a diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde de Santo Tirso/Trofa, Ana Tato, explicou que a utente “não foi negligenciada”, tendo sido “única e simplesmente sempre acompanhada pela parte da enfermagem”, apontando a comunicação como um ponto “muito difícil”. “A comunicação entre a população e os técnicos de saúde é muitas vezes descurada e aquilo que parecia da parte da senhora uma situação aguda, um bocadinho inexplicável apesar da injeção que fez ser dolorosa, mas nada que uma pessoa adulta não pudesse de facto suportar. Não havendo passado alérgico, eu creio que as pessoas desvalorizaram a dor ou a capacidade de resistência à dor desta utente, quando ela de facto estava a ter uma dor forte e que depois se comprovou de que era uma embolia dermatológica (conhecido por Síndrome de Nicolau), por consequência de uma injeção”, acrescentou.

Ana Tato frisou ainda que o Síndrome de Nicolau é “algo de muito raro e que pode acontecer após um injetável, seja uma vacina, uma injeção dentro do músculo ou intra-articular”. “O líquido injetável ao entrar entre os músculos alarga-os, cria uma situação de compressão, que lhe veio dar este Síndrome e que lhe deve ter obstruído uma das artérias do pé”, descreveu.

Na resposta à exposição a que o NT teve acesso, em nenhum momento é equacionada pela Adminitração do ACES Santo -Tirso Trofa a abertura de inquérito interno para averiguar se se tratou de uma situação de negligencia, o que leva Ângela Barbosa a ponderar agir judicialmente.

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Rancho de Alvarelhos dinamiza torneio de sueca

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Rancho Folclórico de Alvarelhos convida comunidade trofense a participar no Torneio Relâmpago de Sueca, que está a organizar para o dia 8 de março. As inscrições estão abertas até ao dia 6 de março.

Torneio Relâmpago de Sueca é a proposta do Rancho Folclórico de Alvarelhos para o dia 8 de março, a decorrer na sede da associação, entre as 15 e a meia-noite. Por volta das 19 horas, haverá um churrasco, para fomentar o convívio entre os participantes.

Mas para isso, as pessoas devem inscrever-se até às 21 horas do dia 6 de março, hora que terá início o sorteio de equipas, que vai decorrer na sede do Rancho. As inscrições, que têm um custo de 15 euros com churrasco incluído, podem ser feitas através do email ranchofolcloricodealvarelhos@outlook.pt ou do contacto com o responsável pela prova, Américo Paiva (918 050 209) ou da página de Facebook ou ainda na sede do rancho, situada na Rua Central do Ribeiro.

Além dos troféus, as quatro equipas vencedoras recebem prémios monetários que vão desde os 60 euros (1º lugar), 40 euros (2º), 25 euros (3º) e 15 euros (4º). As restantes equipas recebem um “prémio de participação”.

Segundo o presidente do Rancho de Alvarelhos, Rui Costa, uma vez que existia a “necessidade de juntar as várias faixas etárias” e como existe “várias pessoas que gostam bastante de jogar à sueca”, surgiu a ideia de organizar o Torneio de Relâmpago de Sueca.

Com esta prova, Rui Costa pretende “dinamizar e proporcionar convívio à população”, esperando que “as pessoas se divirtam e passem um bom bocado junto dos seus amigos”. Se sobrar “alguma verba”, esta vai “reverter a favor das obras da sede do Rancho de Alvarelhos”, que “necessita com muita urgência de trocar a cobertura que tem bastante humidade”.

O presidente contou ainda que o torneio tem sido “muito bem aceite”, uma vez que é “uma forma de as pessoas saírem de casa e juntarem os amigos”. “A maior parte deles já têm equipas formadas e já se identificam mais com A e com B, havendo já uma certa rivalidade saudável”, referiu.

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Não abandonem o Parque das Azenhas.

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Gualter-Costa


Há dias, já depois das segundas cheias do Rio Ave, percorri toda a extensão do Parque das Azenhas e fiquei perplexo com o cenário de completo abandono, desolação e desleixo.

Mais de dois meses após a grande cheia que tudo destruiu, ainda nem uma única cerca derrubada foi recolocada no lugar (muitas centenas de metros de cerca que resistiram à primeira cheia ficando derrubados e encalhados no leito de cheia, foram rio abaixo com a segunda cheia, quando poderiam ter sido atempadamente recuperados), nem um único poste de iluminação tombado foi reposicionado encontrando-se à mercê do vandalismo e dos roubos, nem uma única árvore arrancada foi intervencionada ou replantada, nem um único metro da inestética rede foi substituído ou limpo.

Um cenário de abandono que teima em permanecer por TODO o parque (mesmo na área já inaugurada) e não somente nos 300 metros mais violentamente fustigados pelas águas do Ave. Um abandono sem sentido, que dói e nos envergonha enquanto trofenses.

Poderei não estar de acordo quanto à excessiva prioridade que foi dada à construção do Parque das Azenhas pelo executivo anterior (a Trofa tinha outras necessidades muito mais urgentes – p.e. nova travessia do Rio Ave, metro até à Trofa, reabilitação urbana do centro da cidade, melhoria dos acessos às freguesias, repavimentação das estradas, etc.), mas uma vez tomada a decisão e iniciada a obra é imperativo que a mesma seja concluída.

Abandonar ou amputar este projeto nesta fase não é solução. Um concelho onde o património, os espaços públicos e os espaços verdes são residuais, quase inexistentes, não pode dar-se ao luxo de abandonar uma infraestrutura como esta. Tanto mais, que já foram gastos milhões de euros na mesma e segundo o Sr. Presidente da Câmara, já está realizada mais de 70% da obra. A acentuada destruição patente numa pequena parte (cerca de 300 metros, menos de 10% da área total do parque), não deve ser tomada como a destruição do todo (mais de 4 km’s).

Na área já inaugurada, após duas fortes cheias e o inverno mais chuvoso dos últimos 85 anos, constatamos que a destruição é apenas residual. Resume-se a uma inadequada rede derrubada, alguns postes de iluminação a necessitarem de ser endireitados e um piso que após uma boa limpeza ficará novamente como novo. Algo que com um pouco de boa vontade e de orgulho trofense se resolve rapidamente.

Na área ainda em construção, por força dos trabalhos ainda em curso, a instabilidade do terreno é maior, estando mais exposta às adversidades e caprichos do clima, verificando-se aí uma destruição mais acentuada, mas suscetível de uma resolução não muito onerosa (p.e. através da construção de passadiço mais elevado idêntico ao já utilizado noutras partes do percurso). Haja vontade em resolver.

Vivemos num passado recente, décadas de abandono, de marasmo e de caos urbanístico sob o domínio tirsense. Agora que temos as rédeas do nosso futuro nas nossas mãos, não podemos baixar os braços perante problemas menores. Temos de ser capazes. Merecemos e queremos um incremento significativo na qualidade de vida no nosso concelho. Foi para isso que lutamos durante décadas. Este parque pode e deve ser o virar de página. A primeira pedra numa nova filosofia de concelho – Um concelho de pessoas, um concelho voltado para as pessoas.

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O Parque das Azenhas é por excelência o espaço verde e a frente ribeirinha em que todos os trofenses querem ter orgulho. A sua recuperação e conclusão é pois urgente e imperativa. Como já ficou demonstrado no curto espaço de tempo em que esteve aberto à população, é muito mais que uma despesa supérflua e eleitoralista. É uma mais-valia para todo o Concelho da Trofa e territórios vizinhos. Um notável incremento na imagem da Trofa e na melhoria da qualidade de vida de milhares de Trofenses.

Renegoceiem prazos, melhorem o projeto, ouçam novos consultores e esgravatem novas soluções técnicas, responsabilizem quem deve ser responsabilizado, mas p.f. não abandonem o Parque das Azenhas.

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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