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D. Sebastião, o jovem rei que desapareceu durante a batalha de Alcácer-Quibir, apareceu este sábado, 10 de Junho, em Vila Nova de Famalicão.

Quatrocentos e vinte e oito anos após o seu desaparecimento, El-rei surgiu numa noite com algum nevoeiro, são e salvo, tal como relata a lenda. Foi durante o Cortejo Histórico, uma iniciativa que reviveu os “Momentos Notáveis da História de Portugal”, através da apresentação de treze episódios do passado português.

Inserido no âmbito das Festas Antoninas que decorrem no concelho até ao próximo dia 13, o Cortejo Histórico saiu à rua exactamente no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, proporcionando aos milhares de famalicenses e visitantes que se deslocaram à cidade, a oportunidade de viajar pela história do país, fundado há nove séculos por D. Afonso Henriques.

Mas D. Sebastião, o desejado, não foi a única figura histórica que apareceu em Famalicão, a cidade acolheu também Viriato, o chefe militar lusitano, D. Afonso Henriques, o rei conquistador, D. Isabel, a rainha Santa, D. Pedro I e D. Inês de Castro, Salazar, os pastorinhos de Fátima, e ainda mitos e lendas da nossa história, como a Padeira de Aljubarrota, a conhecida Brites de Almeida. Cada personagem histórica trazia com ela um episódio marcante da sua vivência. Neste âmbito, o público assistiu a representações únicas e excelentes da batalha de S. Mamede, entre D. Afonso Henriques e a sua mãe, D. Teresa, ao milagre das rosas, às peripécias dos descobrimentos, ao terramoto de 1755, às invasões francesas, entre muitos outros momentos que fizeram a História de Portugal.

O público, aos milhares, ocupava os passeios, as varandas, as rotundas e todos os espaços que ladeavam o cortejo, vibrando a cada cena representada e dando palpites sobre os episódios que se seguiam.

Já no Estádio Municipal, os visitantes comodamente sentados nas bancadas tiveram a oportunidade de assistir, um a um, a cada quadro do cortejo, ora divertindo-se com o episódio da Padeira de Aljubarrota ora emocionando-se com a aparição de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos.

Na bancada do Estádio estava também o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Armindo Costa, que considerou o Cortejo Histórico deste ano, como “um dos melhores de sempre”. “Estão todos de parabéns”, afirmou Armindo Costa, referindo-se “ao encenador Miguel Fonseca, a todas as associações e colectividades do concelho presentes nesta magnifica iniciativa, a todas as pessoas que integraram o desfile e ainda todos os famalicenses e visitantes que coloriram de alegria e entusiasmo o cortejo”.

Ao todo foram treze quadros, e mais de 600 pessoas que deram vida a este inesquecível momento das Festas Antoninas, fortemente marcado por uma interacção constante entre o público e as personagens. Foram mais de duas horas de desfile, apreciado e aplaudido por uma moldura humana impressionante.

Recorde-se que o Cortejo Histórico considerado um dos momentos altos das Festas Antoninas envolve o trabalho de mais de uma dezena de associações e colectividades do concelho, que começam a preparar o desfile com vários meses de antecedência.

Tromba de água lançou pânico durante Marchas Antoninas

O mau tempo e o pânico gerado pela queda de colunas de som provocaram ferimentos em 17 pessoas que assistiam ao desfile das marchas de Santo António, em Famalicão, disse hoje à Lusa fonte dos Bombeiros Voluntário locais.

Segundo a fonte, os feridos – o mais grave dos quais apresentava uma fractura numa perna – foram transportados para os hospitais de Famalicão e de Braga.

Decorria o desfile das marchas Antoninas no estádio de futebol local, quando, cerca das 00:40, uma trovoada, acompanhada de chuvas e vento muito fortes, terá feito cair uma coluna de som.

«As pessoas assustaram-se, quiseram fugir e começaram a atropelar-se e a cair das bancadas do estádio», explicou à Lusa fonte dos Voluntários de Famalicão.

Esta corporação transportou 14 dos dezassete feridos, tendo os restantes sido transportados pelos Voluntários Famalicenses.

Plano de protecção accionado

O gabinete da Protecção Civil da Câmara de Famalicão garantiu hoje que as forças de segurança e socorro foram accionadas de imediato, após a tromba de água que provocou o pânico durante as Marchas Antoninas.

«Chegaram ao local poucos minutos depois», acrescentou o gabinete no comunicado enviado aos OCS sustentando que a sua pronta intervenção rapidamente pôs cobro à situação de pânico que se havia instalado entre os espectadores, que foram conduzidos para locais seguros, nas imediações do Estádio de Famalicão.

A tromba de água abateu-se, às 00:29 de hoje, sobre o centro da cidade de Famalicão, enquanto decorriam as Marchas Antoninas.

Teve particular expressão na zona do Parque 1.º de Maio e no Estádio Municipal, onde desfilavam as marchas, presenciadas por cerca de três mil pessoas.

Na sequência das fortes chuvadas – acrescenta o comunicado da autarquia – deram entrada no Hospital S. João de Deus, de Vila Nova de Famalicão, cerca de duas dezenas de pessoas apresentando, na sua esmagadora maioria, sintomas de ansiedade e hipotermia.

Registaram-se, ainda, dois feridos: um homem de meia-idade com fractura numa perna, que foi transferido para o Hospital de S. Marcos, em Braga, onde se encontra internado, sem inspirar cuidados, e um jovem com ligeira fractura no pulso, que, após tratamento, recebeu alta hospitalar.