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Universidade do Minho concluiu que 90 por cento das famílias tem dificuldades em pagar pelo menos uma de varias dividas no final do mês e doze por cento dos inquiridos diz não ter dinheiro para comer carne ou peixe pelo menos uma vez por semana.

As conclusões são assustadoras. Mais de duas mil famílias do concelho da Trofa gastam mais do que recebem ao final do mês. É a conclusão de um estudo, realizado por investigadores da Universidade do Minho em parceria com a Câmara, relativo ao sobreendividamento dos consumidores do município.

O trabalho, único no país, revela uma média de sobreendividamento dos agregados familiares de 16 opor cento ou seja, 3 por cento acima da média nacional. As dificuldades financeiras dos trofenses são evidentes. Basta ver, por exemplo, que mais de 12 por cento das famílias inquiridas afirmam não ter dinheiro para comer carne ou peixe pelo menos uma vez por semana. Quase 90 por cento assumiram ser difícil pagar, pelo menos, uma de várias dívidas ao fim do mês. Para a realização do estudo, os docentes do departamento do Economia da Universidade do Minho Lígia Pinto e Carlos Costa entrevistaram, em Janeiro de 2005, 676 famílias, o que corresponde a 6 por cento dos agregados da Trofa (o concelho tem cerca de 13 mil famílias).

Mas ao contrário do esperado, as famílias com empréstimo à habitação não são as mais endividadas.

Apesar de um forte sobre endividamento, 80 por cento das famílias inquiridas tem carro e telemóvel e 40 por cento tem computador. A investigação teve como objectivo traçar o perfil das famílias endividadas e cabe agora à Câmara Municipal criar planos de apoio.

O método utilizado, o inquérito directo, difere dos vários estudos já publicados no país, uma vez que não se baseia em informações das instituições bancárias.

O estudo é pioneiro em Portugal e serviu para apoiar as famílias sobreendividadas e prevenir novos casos.