Comitiva liderada por António Serrano esteve em Guidões para visitar Brasmar. Empresa de congelados está a duplicar as instalações, com o apoio do projeto comunitário Promar.

“À Brasmar e ao país!” O brinde feito no final da visita da comitiva liderada por António Serrano, ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, à Brasmar, em Guidões, mostrava o contentamento de todos com o desenvolvimento da empresa.

“Vim a Guidões visitar uma empresa portuguesa de grande sucesso, que tem feito um trabalho extraordinário aqui e no Brasil, aumentando a sua produção, as vendas, a criação de emprego. Superou as minhas expetativas”, garantiu António Serrano, depois de uma visita guiada, onde ficou a conhecer as instalações existentes.

O ministro foi acompanhado pelo seu secretário de Estado das Pescas e Agricultura, Luís Vieira, a presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, a vereadora Teresa Fernandes, o edil guidoense, Bernardino Maia, entre outros responsáveis regionais. O grupo foi liderado por Sérgio Silva, administrador da empresa, que anunciou que “a Brasmar tem tido, ao longo estes anos, um crescimento muito expressivo”. “A empresa está com grande expansão, com um crescimento externo superior a 700 por cento no primeiro trimestre o que é revelador de que a estratégia que escolhemos é correta”, acrescentou.

Também para fazer face a esta evolução, já arrancaram as obras que vão “duplicar” o espaço e criar mais meia centena de postos de trabalho. Com as novas instalações, vão ser criadas “uma nova plataforma logística de distribuição, com uma área de cerca de três mil metros quadrados, uma nova área de transformação e embalamento de peixe, mais vocacionada para a área do bacalhau”. “Nós iremos passar de 80 toneladas de capacidade de demolha de bacalhau para 500 toneladas/mês. A nível geral de produção de transformados, vamos passar das 500 toneladas atuais para 1500 toneladas/mês. Isso pressuporá também o aumento do número de colaboradores da empresa que está já neste momento à procura, no sentido de reforçar os quadros”, afirmou o responsável.

Estas obras são financiadas pelo Programa Operacional de Pescas Promar, em cerca de “dois milhões de euros”, como evidenciou António Serrano. O valor total das obras será de “oito milhões de euros”. “O estado apoiou naquilo que pôde. É uma ajuda importante, mas vemos que os empresários fazem tudo para merecer este apoio. E é o que eu vim aqui ver também, pois não basta aprovarmos projetos, é fundamental depois verificar no terreno aquilo que está a ser feito”, referiu ainda o governante.

Uma das grandes dificuldades sentidas pela empresa é a falta de colaboradores: “Infelizmente o nosso departamento de recursos humanos tem muitas dificuldades em encontrar pessoas que queiram abraçar esta atividade. Portugal tem tradição nas pescas, no peixe, mas agora é necessário que as pessoas queiram trabalhar neste setor”, garantiu Sérgio Silva. O administrador garante que em Guidões “há muita oportunidade de emprego”.

As obras deveriam estar concluídas até ao final do ano, no entanto, explicou o responsável, houve uma “ligeira derrapagem” nos prazos, pelo que devem terminar em fevereiro do próximo ano.

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