Em resposta à deputada Joana Lima, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, adiantou que estão a ser procuradas “alternativas” ao metro para a Trofa.

A 22 de fevereiro de 2002 decorreu a última viagem de comboio na via estreita, que ligava os concelhos da Trofa ao Porto. A desativação da Linha de Guimarães veio com a promessa da vinda do metro até à Trofa. Já se passaram 16 anos, com “muitos avanços e recuos, muitas promessas e contratos, mas nada nos levou a bom porto nesta matéria” do metro até à Trofa, disse Joana Lima, durante a audição regimental da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, a 21 de fevereiro.
A deputada trofense aproveitou a presença do ministro do Ambiente nesta audiência para lhe pedir que “se encontre uma solução” e que o faça “junto dos autarcas da Trofa e da Maia, da oposição, dos deputados e das forças vivas daqueles concelhos”. Joana Lima acredita que “rapidamente” se poderá encontrar “uma solução” que “vá ao encontro de um transporte moderno e elétrico”, repondo “a justiça nestes concelhos”.
A deputada recordou o “último anúncio do Governo, que também faz agora um ano”, em que a linha do metro à Trofa “não estava contemplada na expansão do Metro do Porto”, e os “estudos que dizem que não há sustentabilidade económica”. No entanto, Joana Lima referiu que “há outras alternativas” e “há a dignidade do canal, que está a céu aberto como um fosso tremendo e miserável”.
João Matos Fernandes adiantou que estão a “procurar alternativas para a Trofa”, que “estão a ser pensadas e que têm que ser adaptadas àquela que é a capacidade de tornar sustentável esse mesmo transporte coletivo para a Trofa”. “Estamos a trabalhar nelas e depressa haverá novidades sobre as mesmas, mas integradas naquilo que será o próximo pacote de fundos comunitários”, completou.