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O trofense Daniel Silva, a correr pela Rádio Popular ONDA Boavista, teve nas pernas a vitória da 5.ª etapa da 76.ª Volta a Portugal em Bicicleta, com chegada ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Santo Tirso.

Mas no “início da subida, a corrente saiu fora” e, a partir daí, Daniel Silva garante que “não havia nada a fazer”. Apesar de ter terminado a etapa em 57.º lugar, o trofense recebeu o prémio de combatividade, o que para si é “a recompensa do esforço feito”, mas não esconde que “preferia a vitória da etapa”.

Quanto à sua participação na Volta a Portugal, Daniel Silva, que neste momento se encontra em 35.º lugar, assegurou que “para já está a correr bem” e a equipa tem “posto ciclistas em fuga, embora o principal objetivo é que Rui Sousa esteja a discutir a vitória”. “Vamos fazer o melhor, ainda temos a etapa da Torre que vai ser um dia decisivo e quanto a mim vou estar na luta pela vitória das etapas. Como vi que não estava em condições de fazer os primeiros lugares, preferi fazer uma subida tranquila e assim estar fora da discussão da geral e estar mais livre para lutar pela vitória nas etapas”, contou, denotando que “é uma motivação extra” ter “sempre” os seus amigos a apoiá-lo.

Depois de um interregno de dois anos, o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Santo Tirso, voltou a receber a caravana da Volta a Portugal em Bicicleta. Enquanto os ciclistas não chegavam, as pessoas passaram pelo parque de diversões, instalado na zona envolvente ao Santuário, que também serviu de pano de fundo à transmissão em direto do programa “Há Volta” na RTP1. Pela subida de cerca de seis quilómetros era possível encontrar milhares de pessoas a assistir à chegada da 5.ª etapa e, com palmas e palavras de incentivo, a apoiarem os seus ídolos.

Segundo Joaquim Couto, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, correu tudo de “um modo excelente e até contra todas as expectativas”, pois, como “tinha havido um interregno, não esperava tanta gente”. “É um desporto muito popular nesta zona de Santo Tirso, Famalicão e Trofa, há um grande carinho pelo ciclismo e há muitos clubes de ciclismo. A nossa iniciativa de fazer uma final de uma etapa de 2.ª categoria de montanha, mostrou-se adequada e o resultado está à vista”, declarou.

A presença de “pessoas dos municípios vizinhos, desde Paços Ferreira, Trofa, Famalicão, Guimarães e Lousada”, demonstra, na opinião do edil tirsense, que “efetivamente que a aposta foi certa e se tudo correr bem” no próximo ano o executivo está “disponível para repetir a façanha e voltar a ter um final de etapa”.