O ministro das Obras Públicas Mário Lino garantiu que o “memorando de entendimento assinado em 2007 vai ser cumprida e que a linha da Trofa vai Metro só em 2012avançar mas “com atrasos consideráveis”. Rui Rio garante que a Linha da Trofa está prevista apenas para 2012.

A Linha da Trofa prevista para a segunda fase do Metro do Porto e que liga o concelho à Maia vai mesmo avançar mas apenas em 2012. A empreitada será feita “com atrasos consideráveis”, revelou o ministro, que não deixou de frisar a proposta lançada hoje cumpre o memorando de entendimento assinado em Maio de 2007 mas não avançou datas. Este acordo previa que, se não fosse lançado até Janeiro, com um prazo extensível de mais seis meses, o concurso geral para a construção da segunda fase do sistema do metro do Porto, deveriam ser lançados os concursos de empreitada para a Linha da Boavista e Linha da Trofa. De acordo com a proposta anunciada esta quarta-feira, a Linha da Boavista fica excluída da segunda fase.

Relativamente aos “atrasos”, Mário Lino afirmou que “seria lançado um concurso geral, acho que não foi, porque é uma matéria complexa que tem que ser bem estudada”.

À saída da reunião, o presidente da JMP, Rui Rio, mostrou-se desagradado com o que aconteceu no encontro, classificando a situação de “grave” afirmando em conferencia de imprensa que a apresentação da segunda fase da expansão da rede do Metro do Porto, efectuada, “não passa de papelada sem suporte técnico, um show off que não é para fazer”. “Tem datas de 2022, tem a segunda parte da linha de Gondomar para 2018, a linha da Boavista para 2020 e a própria linha da Trofa, cujo concurso já devia estar a decorrer, é para 2012, é o que está nesta papelada”, disse Rui Rio, para quem “isto o que quer dizer é que eles não querem fazer nada, ou quase nada”.

Para o autarca estas datas mostram que a obra “fica para as calendas, excepto talvez o prolongamento da Linha de Gaia até Santo Ovídio e uma parte da Linha de Gondomar”.

“A reunião do Conselho de Administração do Metro correu mal, muito pior do que eu próprio estava à espera e confirmou, de forma acintosa, a má fé do Governo”, afirmou.

Para Rui Rio, esta situação mostra que “o Governo geriu isto de forma partidária e não no interesse público e que não honrou a sua palavra”.

O autarca considerou que “a questão que estava em cima da mesa era se o Governo ia ou não cumprir o memorando assinado em 21 de Maio de 2007”.

“A verdade é que, se o tivesse feito, a primeira parte da linha de Gondomar e o prolongamento da linha de Gaia a Santo Ovídio deveriam estar agora em obra e as linhas da Trofa e da Boavista deveriam estar com o concurso a decorrer”, afirmou.

O memorando de entendimento assinado entre o Governo e a Junta Metropolitana do Porto previa a que a expansão da rede se faria de acordo com o estudo feito pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Rui Rio frisou que o memorando diz claramente que, se até Junho de 2008 não fosse lançado um grande concurso para a segunda fase do Metro, estas duas linhas avançariam em concurso próprio, desde que o estudo da FEUP apontasse a Linha da Boavista como a solução para a linha mais adequada para a zona ocidental do Porto, o que aconteceu.

O NT tentou ouvir o presidente da Câmara Municipal da Trofa sobre este assunto mas o autarca afirmou que não vai comentar para já esta matéria.